Desde o começo de 2025, as usinas de açúcar e etanol estavam cientes de que este seria um ano de desafios, afinal, após as condições climáticas extremas da safra anterior, a expectativa era de queda na produtividade. Para completar, a visão de mais açúcar no mercado internacional já começava a afetar os preços.
O quadro foi sentido de diferentes formas pelas companhias, afetando o setor sucroenergético em múltiplos ângulos. Entre as notícias que se destacaram para os leitores do NovaCana, por exemplo, estão as vendas de usinas realizadas pela Raízen, os anúncios de investimentos em etanol de milho e até mesmo os impasses vividos na revisão do Consecana-SP.
Este contexto foi apresentado na edição de 11 de dezembro da newsletter NC+, enviada com exclusividade aos assinantes do portal. Agora, o texto é compartilhado com todos os leitores, como uma demonstração de carinho por aqueles que nos acompanharam ao longo do ano.
Além disso, a partir da próxima segunda-feira, 22, a equipe do NovaCana entrará em recesso de fim de ano – com retorno marcado para 12 de janeiro de 2026.
Aproveite esse período para relembrar alguns dos momentos mais marcantes do ano por meio desta retrospectiva.
Apesar de este ser o primeiro mês do ano, houve pouco tempo para celebrar os resultados de 2024, pois o mercado estava atento às novidades – especialmente em relação à possibilidade de usinas da Raízen mudarem de mão. Em meio a recordes na exportação de açúcar e a questões tributárias, o mercado de CBios demonstrava que a resistência de algumas distribuidoras para o cumprimento das metas iria se prolongar.
Com isso, algumas notícias mais lidas de janeiro foram:

Com o carnaval acontecendo apenas no mês seguinte, fevereiro demandou atenção por parte do setor sucroenergético, antecipando temas que seriam discutidos ao longo de todo o ano. Entre eles, os destaques incluem a situação financeira da Raízen e as discussões sobre a importação de etanol dos Estados Unidos. Para completar, Eike Batista anunciava a sua “super cana”.
No mês, estas notícias tiveram destaque entre a cadeia sucroenergética:

No mês de março, as usinas de etanol de milho voltaram a dividir os holofotes com as de cana-de-açúcar – ainda mais com a possibilidade de uma maior mistura de etanol à gasolina. Mas, além da inauguração de mais uma unidade da Inpasa e da possibilidade de expansão para o Nordeste, o setor também encarou uma das maiores surpresas do ano: o interesse da Tether pela Adecoagro.
Assim, estas foram algumas das reportagens que mais chamaram atenção no mês:

O início oficial da safra 2025/26, em abril, deu sequência aos assuntos que já estavam em evidência no mês anterior – incluindo a expansão do etanol de milho –, mas também trouxe números consolidados de 2024/25 e a tradicional expectativa em relação à nova temporada. Para completar, os impasses em relação ao Consecana-SP se tornaram ainda mais escancarados.No período, estas foram algumas das reportagens que mais se destacaram:
Etanol de milho representa 22,4% do volume total fornecido pelas usinas em 2024
Começo tardio e mais açúcar: As visões de 20 consultorias para a safra de cana 2025/26
Em maio, um novo momento do setor de açúcar e etanol já estava se consolidando, com perspectiva de queda na produção e nos preços e, consequentemente, mais cautela na tomada de decisões; mas os investimentos em milho seguiram. Além disso, a Raízen confirmou a venda da usina Leme, em um movimento de desinvestimento que seguiria pelos meses seguintes.
Desta forma, as notícias de maior impacto no mês incluem:

No cenário global, junho foi marcado pelo conflito entre Israel e Irã, que também impactou o setor. O período, além de trazer os resultados financeiros referentes à safra 2024/25, foi ainda caracterizado pela consolidação da tendência de baixa nos preços dos CBios. Para completar, a equipe do NovaCana também publicou uma reportagem especial sobre cogeração.
Neste contexto, estas notícias se destacaram:

Com metade do ano para trás, julho entrou para a história sucroenergética devido à hibernação da tradicional usina Santa Elisa. Em um contexto já marcado por resultados fracos no campo, a Lei dos CBios começou a ser aplicada sem que os resultados esperados fossem alcançados e com uma boa dose de judicialização. Já Inpasa e FS anunciaram a construção de novas usinas.
Entre as notícias que mais impactaram o setor no mês estão:

Por sua vez, agosto trouxe altos e baixos. De um lado, entrou em vigor a mistura de 30% de etanol anidro na gasolina (E30); do outro, a operação Carbono Oculto mostrou a presença do PCC entre as usinas. A expectativa de maior demanda de etanol também não impediu que a Raízen seguisse vendendo unidades; e, para completar, a Diana Bioenergia anunciou uma nova administração.
No mês, as notícias exclusivas mais acessadas incluíram:

Mês da Conferência NovaCana, setembro foi impactado pela tragédia das contaminações por metanol. O período ainda deu destaque para novos empreendimentos de etanol de milho e, também, para os possíveis gargalos. Além disso, o mercado ficou particularmente atento às perspectivas para a oferta e o consumo de açúcar na próxima temporada global.
Com isso, as reportagens de destaque do mês foram:

Com a safra 2025/26 mais consolidada, em outubro, as sucroenergéticas já começaram a direcionar suas atenções para a temporada seguinte – com especial atenção para as perspectivas de preço de açúcar e etanol. Já as companhias de etanol de milho (ou outros cereais) deram sequência às ampliações e construções, com destaque para a curta parceria entre Inpasa e Amaggi.
Estas foram algumas das reportagens que mais chamaram atenção:

Enquanto a moagem da safra 2025/26 se encaminha para o fim, os anúncios de vendas de usinas da Raízen seguiram prevalentes. Em novembro, o setor também demonstrou interesse no combate à sonegação no setor de combustíveis e nas captações de recursos no mercado de capitais, com destaque para os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e as debêntures.
Nesse contexto, as seguintes reportagens ficaram em evidência:

O último mês de 2025 ainda não acabou, mas o clima de encerramento de um ciclo está se consolidando entre as sucroenergéticas. No período, canaviais da Batatais mudaram de mão e a 3tentos anunciou investimentos em etanol de milho.

Renata Bossle – NovaCana
Com reportagem adicional de Gabrielle Rumor Koster