
Perspectiva da companhia é ampliar a área colhida de 3,2 mil hectares para até 15 mil hectares
Tradicional fornecedora de cana-de-açúcar, a Agroterenas – que reformulou sua marca em setembro de 2024 e passou a se chamar AGT – atua também nos mercados de grãos, pecuária, limão e laranja in natura, suco congelado, óleos e essências. Agora, a companhia chegou oficialmente ao setor de etanol, com uma usina em Anaurilândia (MS).
A unidade, batizada de AGT Estrela do Oeste, deve utilizar cana-de-açúcar como matéria-prima para a produção de até 350 mil litros de etanol hidratado por dia. A autorização de operação foi publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 25.
A portaria, entretanto, chegou com alguns meses de atraso. A princípio, a perspectiva era de que as operações na usina começassem em julho de 2024 e, para isso, a AGT iniciou o processo para obter a autorização da produção de etanol em fevereiro do ano passado. Ao longo dos meses seguintes, entretanto, a ANP solicitou uma série de documentos adicionais e protocolou cinco ofícios.
De acordo com informações divulgadas pela AGT, a usina faz parte da estratégia de verticalização da produção de cana. “É um projeto que abre uma ‘avenida’ de oportunidades de crescimento e geração de valor para a empresa, bem como para toda a comunidade próxima”, disse o diretor de negócios da companhia, João Guilherme Iglézias.
Ainda segundo o executivo, a unidade terá uma capacidade de moagem inicial de 1 milhão de toneladas de cana – e a perspectiva é que esse volume seja alcançado em cerca de quatro anos. Posteriormente, a estrutura pode ser ampliada para chegar a 3 milhões de toneladas.
“No médio-longo prazo, esta capacidade poderá ser aumentada a partir de investimentos, desde que se mostrem viáveis”, relata Iglézias, que segue: “A ideia é iniciarmos com a produção de etanol hidratado, devendo ser acrescentado com o tempo outros produtos, como etanol anidro, açúcar, leveduras, etc., sempre buscando um equilíbrio entre desenvolvimento econômico, ambiental e social”.
Renata Bossle – NovaCana