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Produtora de cana, AGT inicia fabricação de etanol com usina em Mato Grosso do Sul

Unidade da companhia em Anaurilândia (MS) recebeu autorização para produzir até 350 mil litros de hidratado por dia


NovaCana - Publicado: 26 Fev 2025 - 09:41 | Atualizado: 27 Fev 2025 - 08:17
Produtora de cana, AGT inicia fabricação de etanol com usina em Mato Grosso do Sul

Perspectiva da companhia é ampliar a área colhida de 3,2 mil hectares para até 15 mil hectares

Tradicional fornecedora de cana-de-açúcar, a Agroterenas – que reformulou sua marca em setembro de 2024 e passou a se chamar AGT – atua também nos mercados de grãos, pecuária, limão e laranja in natura, suco congelado, óleos e essências. Agora, a companhia chegou oficialmente ao setor de etanol, com uma usina em Anaurilândia (MS).

A unidade, batizada de AGT Estrela do Oeste, deve utilizar cana-de-açúcar como matéria-prima para a produção de até 350 mil litros de etanol hidratado por dia. A autorização de operação foi publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 25.

A portaria, entretanto, chegou com alguns meses de atraso. A princípio, a perspectiva era de que as operações na usina começassem em julho de 2024 e, para isso, a AGT iniciou o processo para obter a autorização da produção de etanol em fevereiro do ano passado. Ao longo dos meses seguintes, entretanto, a ANP solicitou uma série de documentos adicionais e protocolou cinco ofícios.

De acordo com informações divulgadas pela AGT, a usina faz parte da estratégia de verticalização da produção de cana. “É um projeto que abre uma ‘avenida’ de oportunidades de crescimento e geração de valor para a empresa, bem como para toda a comunidade próxima”, disse o diretor de negócios da companhia, João Guilherme Iglézias.

Ainda segundo o executivo, a unidade terá uma capacidade de moagem inicial de 1 milhão de toneladas de cana – e a perspectiva é que esse volume seja alcançado em cerca de quatro anos. Posteriormente, a estrutura pode ser ampliada para chegar a 3 milhões de toneladas.

“No médio-longo prazo, esta capacidade poderá ser aumentada a partir de investimentos, desde que se mostrem viáveis”, relata Iglézias, que segue: “A ideia é iniciarmos com a produção de etanol hidratado, devendo ser acrescentado com o tempo outros produtos, como etanol anidro, açúcar, leveduras, etc., sempre buscando um equilíbrio entre desenvolvimento econômico, ambiental e social”.

Renata Bossle – NovaCana