Pouco mais de um mês após fontes revelarem que o grupo sucroenergético Colorado fez uma oferta para compra da usina Continental, unidade da Raízen localizada em Colômbia (SP), a negociação rendeu frutos. A conclusão da operação foi divulgada pela Raízen nesta segunda-feira, 10, por meio de fato relevante.
Conforme o documento, que é assinado pelo CFO e diretor de relações com investidores da companhia, Rafael Bergman, a unidade foi vendida por R$ 750 milhões. O valor se refere ao repasse da planta industrial, dos canaviais e dos contratos com fornecedores, incluindo até mesmo os investimentos para manutenção de entressafra, que serão assumidos pela Colorado.
“O pagamento será realizado à vista na data de conclusão da operação, sujeito a eventuais ajustes usuais para negócios desta natureza”, afirma, reforçando que a conclusão da operação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições estabelecidas em contratos.
Ainda de acordo com a Raízen, a Continental possui capacidade instalada para moer, aproximadamente, 2 milhões de toneladas por safra. Desta forma, o valor da aquisição foi equivalente a R$ 375 por tonelada.
Posteriormente, o grupo Colorado confirmou a compra da usina por meio de um comunicado. “A operação representa um marco na expansão e no fortalecimento da presença do grupo no setor sucroenergético, reforçando a busca constante por sinergias operacionais, ganhos de eficiência e crescimento sustentável”, disse.
Ainda de acordo com a Colorado, o Santander atuou como seu assessor financeiro exclusivo em todas as etapas do processo. “Com esta aquisição, o grupo amplia sua capacidade produtiva e reafirma o compromisso de longo prazo com o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a excelência em gestão e operação de suas unidades”, complementa.
O fato relevante da Raízen ainda acrescenta que, após a conclusão desta venda e de outras operações já anunciadas, a sucroenergética passará a controlar 24 usinas. Desta forma, a capacidade instalada de moagem do grupo passa a ser de cerca de 73 milhões de toneladas por safra.
Ao longo dos últimos meses, a companhia anunciou a paralisação das usinas Santa Elisa e MB, além da venda das unidades Leme, Rio Brilhante e Passa Tempo.
“Essa transação está alinhada à estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos, simplificação das operações e captura de eficiências, com foco na melhoria da rentabilidade de seu portfólio agroindustrial”, complementa a Raízen.
Renata Bossle – NovaCana