A Diana Bioenergia, com sede em Avanhandava (SP), estará sob nova direção em breve. A companhia anunciou nesta terça-feira, 26, que foi adquirida por uma holding formada por antigos sócios da usina Santa Isabel, de Novo Horizonte (SP). O Itaú BBA confirmou que atuou na operação.
Segundo pessoas com conhecimento da negociação, a unidade foi vendida por, aproximadamente, R$ 800 milhões. Considerando uma capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o montante seria equivalente a R$ 320 por tonelada – para efeito de comparação, a usina Leme, da Raízen, foi vendida a R$ 236,11 por tonelada.
Conforme nota divulgada pela Diana Bioenergia, o contrato foi assinado na segunda-feira, 25. O documento acrescenta que a “parceria consolida a posição da Diana como referência no interior paulista e inaugura um novo ciclo voltado para inovação, sustentabilidade, eficiência operacional e expansão da produção de açúcar, etanol e energia renovável”.
O CEO da companhia, Ricardo Martins Junqueira, também comentou a negociação. “Esse movimento garantirá à Diana a preservação de sua identidade e tradição, ao mesmo tempo em que nos conecta a uma família com grande experiência no setor, capacidade de investimento e compromisso genuíno com o crescimento sustentável da região”, disse e completou: “Estamos certos de que essa nova fase trará ainda mais oportunidades para nossos colaboradores, fornecedores e clientes”.
Em entrevista à RPAnews, Junqueira acrescentou que a Diana irá arrendar todas as suas terras próprias, quase 5 mil hectares, por um período de 30 anos.
“Enxergamos a necessidade dessa operação devido a vermos um Brasil cada vez mais complicado, com juros muito altos, onde não se tem segurança jurídica”, disse à reportagem. “Vimos a necessidade de mais tamanho e liquidez para ultrapassar as eventuais dificuldades que irão aparecer e, para isso, confiamos na segunda geração da família Graciano, que tem tradição e competência para seguir com a perpetuação da família Diana”, completou.
Em nota, a companhia acrescenta que, durante o período de transição no comando, “nada muda no dia a dia de clientes, fornecedores e colaboradores”. Junqueira deve permanecer no cargo até 30 de outubro.
Segundo a Diana, todos os contratos, prazos e pontos de contato seguem inalterados, o que asseguraria continuidade e estabilidade nas operações. “A transação está sujeita às condições usuais de fechamento e às aprovações regulatórias pertinentes”, conclui a Diana Bioenergia.
Renata Bossle – NovaCana
Com informações adicionais da RPAnews