Atualização (29/08, às 11h42): O texto abaixo foi atualizado para incluir informações divulgadas pela Cocal.
Em comunicado ao mercado divulgado nesta sexta-feira, 29, a Raízen anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passa Tempo, ambas localizadas em Rio Brilhante (MS), para a Cocal Agroindústria. A negociação deve movimentar R$ 1,54 bilhão.
Conforme documento assinado pelo CFO e diretor de relações com investidores da Raízen, Rafael Bergman, R$ 1,32 bilhão são referentes aos ativos – o equivalente a R$ 220 por tonelada –, enquanto os R$ 218 milhões restantes correspondem aos investimentos em manutenção de entressafra, que serão assumidos pela Cocal.
A negociação também envolve a cessão da cana própria e dos contratos com fornecedores vinculados às usinas. “O pagamento será realizado à vista na conclusão da operação, sujeito a eventuais ajustes usuais para negócios desta natureza”, complementa.
O texto ainda aponta que as unidades têm capacidade instalada de, aproximadamente, 6 milhões de toneladas por safra.
Em comunicado enviado posteriormente, a Cocal confirmou as aquisições. Segundo a companhia, com as duas usinas, a capacidade produtiva do grupo sobe de 10,3 milhões de toneladas para 16,3 milhões de toneladas por safra.
“O quadro de colaboradores diretos será expandido, saltando de 5,3 mil para 7,7 mil profissionais”, complementa a Cocal, que até então controlava duas unidades, em Paraguaçu Paulista e Narandiba, no oeste do estado de São Paulo.
“Com a expansão proporcionada por esta aquisição no estado do Mato Grosso do Sul, manteremos o nosso compromisso com colaboradores, parceiros, arrendatários e fornecedores, buscando resultados ainda mais expressivos para todos”, completa.
Após a conclusão da operação e das demais já anunciadas, a Raízen afirma que passará a operar 25 usinas, com capacidade instalada de moagem de cerca de 75 milhões de toneladas por safra. Ao longo dos últimos meses, a companhia anunciou a paralisação das usinas Santa Elisa e MB, além da venda da unidade Leme.
“Essa transação está alinhada à estratégia da companhia de otimização do portfólio de ativos, simplificação das operações e captura de eficiências, com foco na melhoria da rentabilidade de seu portfólio agroindustrial”, afirma o comunicado.
Além disso, a Raízen reforça que a operação está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento de condições estabelecidas nos contratos. “A Companhia manterá o mercado oportunamente informado sobre eventuais desdobramentos relevantes relacionados ao tema”, conclui.
Renata Bossle – NovaCana