Financeiro

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FS eleva receita e lucro no 2º trimestre de 2025/26 com maior produção de etanol

Geração de caixa avança e alavancagem recua, apesar do aumento da dívida líquida; vendas de etanol e DDGs impulsionam resultados


NovaCana - Publicado: 11 Nov 2025 - 14:17

A empresa FS, que atua com etanol de milho e seus coprodutos, registrou um lucro líquido de R$ 456,29 milhões no segundo trimestre da safra 2025/26, incremento de 54,4% ante os R$ 295,58 milhões vistos um ano antes. A margem líquida aumentou de 11% para 13,2%.

Já o lucro bruto totalizou R$ 1,42 bilhão no trimestre, alta de 29,5% ante o mesmo período da temporada anterior, com margem de 41,2%. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, atingiu R$ 957,1 milhões, com avanço ano a ano de 27,2% e margem de 27,7%. Com isso, o Ebitda por litro de etanol subiu de R$ 1,294 para R$ 1,482 (+14,5%).

A empresa apresentou crescimento em seus resultados financeiros e operacionais no período, sustentada por maior produção de etanol, avanço nas vendas de grãos secos de destilaria (DDGs) – coproduto utilizado na nutrição animal – e aumento das negociações de créditos de descarbonização (CBios). A receita líquida alcançou R$ 3,46 bilhões, alta de 29,1% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Especificamente no segmento industrial, o faturamento foi de R$ 2,3 bilhões, 17% acima do segundo trimestre da temporada anterior. Segundo a FS, o resultado se deve ao aumento da capacidade de produção possibilitado por melhorias industriais; ao maior volume de etanol anidro vendido; e aos maiores preços de comercialização.

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Dentro deste montante, o etanol foi o responsável pela maior fatia, com R$ 1,8 bilhão (+15,8%). O etanol anidro contribuiu de forma mais expressiva, registrando incremento de 36,8% em receita, enquanto o hidratado recuou 10%.

O segmento de nutrição animal, por sua vez, correspondeu a R$ 492,62 milhões (+22%). Para compor o total da receita no período, também está incluso o segmento de revenda da companhia, somado a uma reclassificação do frete sobre vendas.

No acumulado do semestre, a receita líquida somou R$ 6,19 bilhões, avanço de 31,3% sobre o mesmo intervalo do ciclo anterior.

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Operacionalmente, a moagem de milho subiu 7% no trimestre, para 1,46 milhão de toneladas. No acumulado de seis meses, por sua vez, a companhia atingiu 2,85 milhões de toneladas do cereal (+6,9%).

Já a produção de etanol aumentou 6,8%, chegando a 636,7 milhões de litros, enquanto o rendimento se manteve estável.

Além disso, a produção de DDGs registrou avanço de 2,1% e a de óleo de milho, de 17,2%. Segundo a FS, houve um incremento na biomassa consumida, de 11,7%, mas também das emissões de CBios, que subiram 3,4% no período. 

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A dívida líquida da FS encerrou o trimestre em R$ 8,5 bilhões, o que representa aumento de 26,2% ante o período imediatamente anterior e de 23,4% ante um ano antes. De acordo com a empresa, a elevação reflete uma maior necessidade de capital de giro e investimentos em expansão industrial.

Ao final do segundo trimestre de safra, a dívida bruta total atingiu R$ 11,12 bilhões. Segundo a empresa, o incremento aconteceu devido à gestão de passivos de títulos verdes e linhas de certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs), com R$ 220,2 milhões de recompra, além da emissão de outras linhas de financiamento e juros acruados no período.

“Nossa posição de caixa reduziu em R$ 683,6 milhões, majoritariamente pelo consumo de caixa em atividades operacionais devido ao aumento do consumo de capital de giro relacionado aos pagamentos de fornecedores de milho e distribuição de dividendos”, aponta a empresa. Segundo a FS, o quadro foi parcialmente compensado pelo recebimento de R$ 268,4 milhões referente ao empréstimo com acionistas.

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Apesar disso, a alavancagem – medida pela razão dívida líquida e o Ebtida acumulado em 12 meses – recuou de 4,91 vezes para 2,7 vezes, em razão da forte geração operacional de caixa. Segundo a companhia, a estrutura de capital continua compatível com seu ciclo de crescimento, com prioridade para investimentos na ampliação de capacidade e aumento de eficiência.

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