Financeiro

Os pontos fortes das sucroenergéticas na bolsa de valores – casos de sucesso e insucesso

Atualmente, somente São Martinho e Jalles Machado estão na bolsa – porém há chances de ingresso para mais empresas do setor


NovaCana - 02 jun 2021 - 10:51

A entrada na bolsa de valores não pode ser feita da noite para o dia. Existe uma série de requisitos que uma companhia precisa cumprir antes de realizar uma oferta pública inicial (IPO, na siga em inglês) e que, em grande parte, depende de um histórico de boas práticas. Após o ingresso, diversas novas rotinas precisam ser internalizadas pela empresa, eventualmente até mudando a sua cultura. A manutenção disso garante a perpetuidade da abertura de capital e de um bom valor de mercado.

Para consultores ouvidos pelo NovaCana, é inegável que o momento seja atraente. “Estamos com uma bolsa com mais de 120 mil pontos, com perspectiva de chegar a 150 mil em função de uma taxa de juros muito baixa; o mercado está tendo um apetite de ações muito maior do que tinha antes”, afirma o sócio da Ready Assessoria e Gestão, Rodrigo Tetti.

O consultor sênior da Peers Consulting, Pedro Terra, acrescenta outros pontos favoráveis do momento, como o câmbio desvalorizado e o preço da gasolina alto, que ajudam o setor sucroenergético, em específico, a melhorar seus resultados. O ciclo de alta das commodities e a redução no fluxo de capitais vindo de bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tornam a abertura uma “excelente opção” para adquirir capital, de acordo com ele.

Estes estímulos podem modificar a realidade de haver poucas empresas do agronegócio na B3. Para dimensioná-la, o chefe de agro, consumo e varejo da XP Investimentos, Pedro Freitas, faz um comparativo. Enquanto entre 24% e 26% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é composto pelo setor agrícola, estas companhias não representam mais do que 5% do capital na bolsa de valores. “Existe uma defasagem, mas está havendo abertura para o setor ser mais representativo”, pondera.

Com a baixa representatividade, há poucos exemplos de agronegócio na B3 para comparação, o que desencoraja os investimentos. “[O setor sucroenergético] se restringe a São Martinho, Jalles Machado e Biosev [que está de saída da bolsa]. São poucas as informações públicas. Muitas empresas, apesar de terem feitos CRAs [Certificados de Recebíveis do Agronegócio], não divulgam os dados com frequência para o mercado”, explica o sócio da FG/A Willian Hernandes.

O cenário pode mudar. Algumas empresas iniciaram processos, como Raízen e FS Bioenergia, e outras desejam entrar, porém desistiram temporariamente por questões de mercado, como o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a GranBio. Além disso, existem sinais de que a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) e a Uisa também possuem interesse no mercado de capitais. Por fim, há casos de saída da bolsa, como o da Tereos e o da Biosev.

Confira, na versão completa (restrita para assinantes), um panorama sobre as sucroenergéticas na bolsa de valores e os principais casos do setor.


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