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BP avalia a venda de negócio de biocombustíveis no Brasil, dizem fontes

Companhia assumiu o controle do negócio em 2024 ao adquirir uma participação de 50% por US$ 1,4 bilhão, incluindo dívida, de uma joint venture com a Bunge; um representante da BP não quis comentar

Bloomberg 3 min de leitura

A BP avalia alternativas para o negócio de biocombustíveis no Brasil, incluindo uma venda, enquanto a CEO Meg O’Neill acelera os esforços para reformular o portfólio da gigante de energia e concentrar capital nos principais negócios, segundo pessoas a par do assunto que falaram com a Bloomberg News.

A BP assumiu o controle do negócio em 2024 ao adquirir uma participação de 50% por US$ 1,4 bilhão, incluindo dívida. A empresa deixou de considerar o negócio essencial para a estratégia futura, disseram as pessoas.

As discussões sobre uma venda da unidade ainda estão em estágio inicial, e nenhuma decisão final sobre levar a operação adiante foi tomada, afirmaram.

Um representante da BP não quis comentar.

Uma transação representaria mais um passo no esforço da BP para simplificar o portfólio, levantar recursos para os principais negócios de petróleo e gás e reduzir a dívida.

A empresa se comprometeu a vender cerca de US$ 20 bilhões em ativos até 2027, enquanto busca diminuir o endividamento, cortar custos e melhorar os retornos após uma mudança de estratégia anunciada no ano passado pelo então CEO Murray Auchincloss, que se afastou dos investimentos mais agressivos na transição energética adotados por seu antecessor, Bernard Looney.

A possível venda também representaria uma mudança significativa para as operações de bioenergia da BP no Brasil. Em 2024, a BP concordou em pagar US$ 1,4 bilhão para adquirir a participação restante de 50% da Bunge na joint venture brasileira de açúcar e etanol das duas empresas, assumindo o controle integral do negócio.

Na ocasião, a BP descreveu a plataforma como um negócio de bioenergia escalável e competitivo em custos e afirmou que pretendia buscar novas oportunidades em etanol, combustível sustentável de aviação e biogás.

Desde então, essa estratégia passou a enfrentar pressão com a reavaliação, pela BP, dos investimentos fora das atividades tradicionais de petróleo e gás. A empresa reduziu os planos para novos projetos de baixo carbono e outros investimentos relacionados, ao mesmo tempo em que busca vender ativos de diferentes áreas do portfólio.

Em dezembro, a BP concordou em vender uma participação de 65% no negócio de lubrificantes Castrol para a Stonepeak, mantendo 35%, e concluiu no verão a venda da refinaria de Gelsenkirchen, na Alemanha, para o Klesch Group.

A empresa também busca vender o negócio de energia solar e baterias Lightsource como parte do programa mais amplo de desinvestimentos. Em 2024, a BP também adquiriu a participação restante na Lightsource, apenas para pouco tempo depois iniciar o processo de venda do negócio. Neste ano, a Petrobras comprou uma participação de 49,99% na unidade brasileira da Lightsource.

A venda da operação brasileira de biocombustíveis daria à BP outra fonte potencialmente significativa de recursos e permitiria à empresa direcionar capital para a redução da dívida, petróleo e gás e outros negócios nos quais vê retornos mais elevados.

Mitchell Ferman, Dinesh Nair e Peter Millard
 

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