Financeiro

Raízen pode levantar até R$ 13 bilhões em IPO


Reuters - 30 mar 2021 - 07:22 - Última atualização em: 30 mar 2021 - 13:55

A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Royal Dutch Shell, escolheu os bancos de investimento do BTG Pactual, Bank of America, Citi e Credit Suisse como coordenadores de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), disseram três pessoas com conhecimento do assunto nesta segunda-feira.

O IPO da Raízen deve ser um dos maiores do ano e levantar até R$ 13 bilhões, segundo as fontes, que pediram anonimato para revelar discussões privadas.

A Raízen, que já é a maior produtora mundial de açúcar, também controla uma das maiores redes de postos de gasolina do país e é a quarta maior empresa do Brasil por receita líquida, que chegou a 120,5 bilhões de reais em 2019. Fica atrás apenas de Petrobras, Vale e JBS.

Procurados pela Reuters, a Raízen e os bancos não comentaram o assunto.

A Raízen pretende fazer a listagem apenas no Brasil, segundo uma das fontes, e espera fazer a transação entre junho e julho, usando números do balanço do primeiro trimestre.

Os quatro bancos de investimento escolhidos pela companhia serão os principais bancos, mas o sindicato deve ter também outras instituições ajudando na distribuição. Os outros bancos devem ser definidos nesta semana.

Uma das fontes disse que a Raízen pode atingir um valor de mercado de até R$ 100 bilhões. A joint venture comprou recentemente a Biosev, subsidiária de açúcar e etanol do grupo Louis Dreyfus, em um negócio que será pago em dinheiro e ações.

Como parte do negócio, os acionistas da Biosev receberão 3,5% das ações preferenciais da Raizen e mais 1,49% de ações resgatáveis.

A Raízen é uma das interessadas na compra de refinarias que a estatal Petrobras colocou à venda. A empresa entregou oferta pela refinaria Repar, no Paraná, mas o processo foi cancelado e a Petrobras pretende relançá-lo em breve.

Carolina Mandl e Tatiana Bautzer


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail