Financeiro

GranBio, da família Gradin, planeja IPO no Bovespa Mais


O Estado de S. Paulo - 20 jan 2020 - 08:00

A GranBio Investimentos, empresa controlada pela família Gradin, planeja fazer a abertura de seu capital na B3. A intenção da empresa produtora de etanol de segunda geração é listar a companhia no Bovespa Mais, segmento de acesso da Bolsa. O assunto será decidido pelos acionistas da companhia, que inclui os 15% detidos pelo BNDESPar, braço de participação do BNDES, no dia 18 de fevereiro.

O BNDESPar se tornou sócio da GranBio ao injetar R$ 600 milhões no capital da empresa em 2013. O banco também financiou a construção da unidade industrial localizada em São Miguel dos Campos, aportando R$ 280 milhões.

Criada em 2011 pelo ex-presidente da Braskem e acionista do grupo Odebrecht, Bernardo Gradin, a Granbio tem fábrica no interior de Alagoas para a produção de etanol celulósico, que utiliza resíduos, palha e bagaço de cana como matéria-prima, com uso de tecnologia italiana.

No início da década passada, Bernardo Gradin travou com Marcelo Odebrecht uma intensa disputa por 20% do grupo Odebrecht. Depois de inúmeras ações na Justiça, a querela não teve desfecho, enquanto o grupo Odebrecht foi atingindo em cheio pela Operação Lava Jato.

Esforço restrito

Pela regra do Bovespa Mais, as empresas podem ser listadas na bolsa e o porcentual mínimo de ações em negociação deve ser atingido em até sete anos, o que permite a empresa se adequar às regras do mercado de capital.

Pela oferta com esforços restritos, as ações em um IPO podem ser oferecidas a um universo de até 75 investidores qualificados, mas só 50 podem participar. Para os estrangeiros, contudo, não há restrição. Embora a regra muito utilizada em ofertas subsequentes, até hoje nenhuma empresa fez um IPO se utilizando dela.

Procurada, a Granbio não comentou o assunto até o fechamento desta nota.

André Vieira