NovaCana

Grupo Zilor obtém nova autorização do MME para emissão de debêntures incentivadas

Esta é a segunda vez que a companhia obtém aprovação de um projeto de investimentos prioritários

NovaCana 3 min de leitura

A emissão de debêntures incentivadas – forma de captação de recursos com benefícios para os investidores – atraiu o grupo Zilor, que controla três usinas de cana-de-açúcar em São Paulo. Em agosto do ano passado, a companhia aprovou um projeto junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e, nos meses seguintes, gerou papéis no valor de R$ 250 milhões.

Agora, o MME classificou como prioritário um segundo projeto de investimentos do grupo. A portaria, assinada pelo secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis, José Mauro Coelho, permite que a companhia faça uma nova emissão de debêntures incentivadas com isenção da alíquota de imposto de renda de 15% para o investidor.

Saiba mais detalhes sobre o projeto no texto completo (exclusivo para assinantes).

A emissão de debêntures incentivadas – forma de captação de recursos com benefícios para os investidores – atraiu o grupo Zilor, que controla três usinas de cana-de-açúcar em São Paulo. Em agosto do ano passado, a companhia aprovou um projeto junto ao Ministério de Minas e Energia (MME) e, nos meses seguintes, gerou papéis no valor de R$ 250 milhões.

Agora, o MME classificou como prioritário um segundo projeto de investimentos do grupo. A portaria, publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 26, permite que a companhia faça uma nova emissão de debêntures incentivadas com isenção da alíquota de imposto de renda de 15% para o investidor. O valor do projeto, porém, não foi divulgado.

De acordo com o texto, os recursos serão destinados à manutenção e recuperação dos canaviais entre o quarto trimestre da safra 2021/22 e a temporada 2025/26. “As atividades de recuperação se referem à reforma (substituição e replantio) da soqueira de cana de 37,36 mil hectares”, descreve o documento assinado pelo secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis, José Mauro Coelho.

Já a manutenção diz respeito aos tratos culturais, ou seja, aos cuidados da cana já plantada e destinada ao corte e deve atingir 141,78 mil hectares. “A cada safra, as atividades de recuperação e manutenção são realizadas em uma parcela específica da área total da plantação, em sistema de rotatividade, a fim de tornar a produção mais eficiente”, relata o texto.

O valor será aplicado nas três unidades do grupo, localizadas em Lençóis Paulista (SP), Macatuba (SP) e Quatá (SP). Segundo a portaria, estas usinas devem produzir anualmente um volume médio de 172 milhões, 177 milhões e 152 milhões de litros de etanol, respectivamente.

Debêntures no setor de etanol

A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2018. Os valores podem ser utilizados em atividades como renovação dos canaviais, manutenção das usinas e ampliação da capacidade de estocagem.

Entre as companhias que já receberam o aval do MME para a emissão destes títulos estão: Raízen, Alcoeste, Inpasa, Colombo, Cerradinho, Tereos, Adecoagro, Ipiranga, Melhoramentos, Batatais e Delta Sucroenergia.

Conforme as regras estabelecidas, o ministério considerará que um projeto não foi implantado se houver um atraso superior a 50% do prazo. O acompanhamento e a comunicação dos prazos não cumpridos, por sua vez, estão a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Renata Bossle – NovaCana

Compartilhar: