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Cerradinho e Tereos, somadas, podem emitir R$ 1,8 bilhão em debêntures incentivadas

Projetos foram analisados pelo MME antes de terem o benefício concedido

NovaCana 4 min de leitura

Duas portarias publicadas hoje (21), no Diário Oficial da União, trazem a aprovação de projetos prioritários pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Com isso, os grupos sucroenergéticos Cerradinho e Tereos poderão fazer a emissão de debêntures incentivadas – modalidade de títulos de dívida referente a projetos na área de infraestrutura e que traz vantagens para seus investidores, como a isenção de imposto de renda.

De acordo com fontes consultadas pelo NovaCana, cada projeto envolve investimentos de, aproximadamente, R$ 510 milhões em biocombustíveis – no caso da Tereos, porém, isso significa apenas uma parte do valor. Desta forma, o total das emissões das duas companhias pode chegar a R$ 1,8 bilhão.

A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho do ano passado. Os valores obtidos podem ser utilizados em atividades como a renovação dos canaviais e a manutenção das usinas.

Entre as companhias que já receberam aprovação do MME para a emissão destes títulos estão: Raízen, Ipiranga, Melhoramentos, Delta Sucroenergia e Adecoagro.

No texto completo, saiba mais sobre os projetos aprovados para a Cerradinho e a Tereos.

Duas portarias publicadas hoje (21), no Diário Oficial da União, trazem a aprovação de projetos prioritários pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Com isso, os grupos sucroenergéticos Cerradinho e Tereos poderão fazer a emissão de debêntures incentivadas – modalidade de títulos de dívida referente a projetos na área de infraestrutura e que traz vantagens para seus investidores, como a isenção de imposto de renda.

De acordo com fontes consultadas pelo NovaCana, cada projeto envolve investimentos de, aproximadamente, R$ 510 milhões em biocombustíveis – no caso da Tereos, porém, isso significa apenas uma parte do valor. Desta forma, o total das emissões das duas companhias pode chegar a R$ 1,8 bilhão.

Segundo os textos assinados pela secretária de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME, Renata Beckert Isfer, o projeto da Tereos envolve tanto produção quanto estocagem de biocombustíveis e biomassa, sendo referente às safras 2020/21, 2021/22 e 2022/23. Além disso, estão previstos investimentos em plantio, incluindo preparo do solo e tratos culturais.

“O projeto possui como objetivo aumentar a moagem, mantendo a capacidade de produção de etanol nos patamares previstos para os próximos anos”, afirma a portaria. Devem ser beneficiadas as unidades Andrade, Cruz Alta, Mandu, Severínia, São José e Tanabi. Ou seja, fica de fora apenas a usina Vertente, em Guaraci (SP).

A conclusão está prevista para março de 2023.

Já o projeto da Cerradinho deve encerrar em março deste ano. Segundo a portaria, os investimentos envolvem as safras 2018/19 e 2019/20, que termina oficialmente no próximo mês. O objetivo, neste caso, é a manutenção da produção de biomassa destinada ao etanol, o que inclui as atividades de tratos culturais e de corte, transbordo e transporte (CCT).

Atualmente, a usina CerradinhoBio, localizada em Chapadão do Céu (GO), tem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir 2,8 milhões de litros de etanol hidratado por dia.

Conforme as regras estabelecidas, o MME considerará que um projeto não foi implantado se houver um atraso superior a 50% do prazo. O acompanhamento e a informação sobre projetos que não forem terminados, por sua vez, ficarão a cargo da ANP.

A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho do ano passado. Os valores obtidos podem ser utilizados em atividades como a renovação dos canaviais e a manutenção das usinas.

Entre as companhias que já receberam aprovação do MME para a emissão destes títulos estão: Raízen, Ipiranga, Melhoramentos, Delta Sucroenergia e Adecoagro.

Renata Bossle – NovaCana

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