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Açúcar bruto atinge máxima de 18 meses na ICE por preocupações com safras

Reuters 2 min de leitura

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na bolsa ICE atingiram nesta quinta-feira, 1º, a maior cotação em 18 meses, impulsionados por preocupações com a safra em vários dos principais países produtores.

O açúcar bruto com vencimento em março fechou em alta de 0,33 centavo de dólar, ou 1,8%, a 18,94 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma máxima de 19,05 centavos de dólar por libra-peso.

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Operadores afirmaram que o mercado foi sustentado por preocupações de que vários produtores importantes possam registrar uma queda na produção na safra 2026/27, incluindo Índia, Tailândia e União Europeia.

Eles observaram, no entanto, que a oferta está ampla no momento. A entrega referente ao contrato de outubro, que foi a maior de 2026, foi vista como um fator de baixa, reforçando a percepção de que o mercado está bem abastecido no momento.

O vencimento registrou entregas de 1,45 milhão de toneladas, tendo a brasileira BTG Pactual Commodities como principal fornecedora e a empresa asiática Wilmar como única receptora do açúcar, segundo os corretores.

Esperava-se que parte do açúcar fosse destinada à Indonésia, onde a produção de cana-de-açúcar caiu significativamente este ano devido ao fenômeno climático El Niño.

No Brasil, a produção de açúcar caiu 41,6% na primeira quinzena de setembro, segundo o governo, à medida que as chuvas continuam a atrapalhar o trabalho no campo.

Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 0,2%, para US$ 507,30 por tonelada.

Nigel Hunt e Marcelo Teixeira

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