Considerando cinco ciclos completos de funcionamento do mercado de créditos de descarbonização (CBios), o Tribunal de Contas da União (TCU) acredita que os créditos já estão consolidados como um “importante instrumento de transferência de renda” do setor fóssil para o de biocombustíveis.
Em relatório, o TCU destaca que a participação das usinas de biocombustíveis é voluntária e exige esforços administrativos e gastos para o processo de certificação – ainda assim, 333 unidades (79% do total) estão no RenovaBio, conforme o Ministério de Minas e Energia (MME).
“O simples fato de haver um alto índice de indústrias certificadas já sinaliza que o referido instrumento traz incentivo financeiro, em termos de receitas, aos investimentos em biocombustíveis”, declara o tribunal.
A conclusão está presente em um relatório entregue em janeiro. No documento, o TCU apresenta o resultado de uma auditoria sobre o mercado de CBios, criado pelo programa RenovaBio. O processo, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira, buscava verificar se a comercialização dos créditos está realmente alinhada aos objetivos do programa, analisando possíveis falhas na regulação que possam causar insegurança jurídica, excessiva atuação estatal ou tratamento não isonômico.
Para trazer este conteúdo de forma completa e detalhada aos nossos assinantes, o NovaCana elaborou uma série de reportagens. Neste segundo texto, entenda as declarações do TCU sobre a efetividade do programa para o setor de biocombustíveis, considerando aspectos financeiros e mercadológicos.
Para saber mais sobre os motivos que levaram à elaboração do relatório, acesse a primeira reportagem da série. Já os próximos conteúdos irão abordar:
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