No momento da criação do programa RenovaBio e do mercado de créditos de descarbonização (CBios), a política pública tinha a intenção de que as companhias direcionassem investimentos para melhores práticas industriais e agrícolas, visando uma melhora das notas de eficiência energético-ambientais. Afinal, processos mais eficientes e com informações mais completas gerariam mais créditos e, portanto, mais receita para as usinas.
“Contudo, as análises realizadas na etapa de planejamento indicaram risco de que o incentivo não esteja sendo suficiente para conduzir os produtores a investimentos em melhorias, o que motivou o aprofundamento das análises durante a execução do trabalho”, afirma o Tribunal de Contas da União (TCU), em relatório.
Esta possibilidade está presente n a conclusão de uma auditoria sobre o mercado de CBios. O processo, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira, buscava verificar se a comercialização dos créditos está realmente alinhada aos objetivos do programa, analisando possíveis falhas na regulação que possam causar insegurança jurídica, excessiva atuação estatal ou tratamento não isonômico.
Para trazer este conteúdo de forma completa e detalhada aos nossos assinantes, o NovaCana elaborou uma série de reportagens. Este quarto conteúdo explora se os incentivos criados pela política nacional de descarbonização estão se traduzindo em uma maior eficiência energético-ambiental dos biocombustíveis.
Para saber mais sobre os motivos que levaram à elaboração do relatório, acesse a primeira parte da série. Já as demais reportagens tratam dos seguintes temas:
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