Etanol: Mercado

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Índia investe em etanol enquanto Tailândia incentiva o mercado de carros elétricos

Diferença em posicionamentos diante do futuro do setor sucroenergético pode ser explicada pelo excedente de açúcar indiano e pela diminuição na produção de cana tailandesa


NovaCana - Publicado: 25 Nov 2021 - 10:04 | Atualizado: 29 Nov 2021 - 08:02

O futuro do etanol em dois países asiáticos pode ter caminhos bastante distintos. Ao mesmo tempo em que a Índia prevê incentivos para a utilização do excedente de açúcar para a produção do biocombustível, a Tailândia prorroga a mistura de 20% por mais três anos. O tema foi abordado na 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em outubro.

Para entender esta diferença é necessário compreender o histórico de cada país. Como explica o diretor executivo da Associação das Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês), Abinash Verma, antes de 2009 a Índia apresentava uma baixa produção, inferior ao consumo doméstico. Porém, o país começou a produzir mais do que consome, gerando confusão e surpresas para o mercado internacional, já que muitas vezes exportava e, em outras, importava.

A partir de 2009, a Índia passou a ter resultados mais previsíveis e maior participação no mercado global. Desde 2011, o país é produtor com superávit – as exceções foram 2016 e 2017 devido a uma grande seca no Sul que prejudicou parte das plantações de cana. Assim, a Índia se tornou um produtor consistente e que, segundo Verma, deseja permanecer no mercado internacional como exportador.

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