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Semente de cana avança com construção de fábrica e desenvolvimento de maquinário

Aposta do CTC para “revolucionar” plantio da cultura deve sair da escala laboratorial para a de uma unidade demonstrativa, permitindo o plantio de mil hectares


NovaCana - Publicado: 06 Mai 2025 - 09:33
Semente de cana avança com construção de fábrica e desenvolvimento de maquinário

César Barros exibe semente sintética de cana-de-açúcar em evento para clientes do CTC

Quem visita a sede do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em Piracicaba (SP) pode ver, em meio a uma grande área verde, um canteiro de obras. Logo após a entrada da sede, a empresa de tecnologia decidiu construir a primeira fábrica de sementes sintéticas de cana-de-açúcar. O produto, que está em desenvolvimento desde 2011, é a principal aposta da companhia para “revolucionar” o setor sucroenergético.

“Nós imaginamos a cana-de-açúcar do futuro como algo nesse formato”, afirma o CEO do CTC, César Barros, enquanto levanta um objeto que se parece com um copo de papel com tampa – é a semente sintética de cana-de-açúcar. “Aqui dentro está a melhor genética, protegida pela melhor plataforma de biotecnologia e em um veículo simples”, completa.

De acordo com ele, o produto em desenvolvimento deve permitir um plantio 40 vezes mais leve do que o atual. A alternativa ainda promete reduzir custos, diminuir falhas no canavial e facilitar a entrada de novas variedades. “A forma como é feito o plantio da cana-de-açúcar hoje em dia gera um ciclo um tanto quanto difícil para adotar novas tecnologias no canavial de forma rápida”, lamenta Barros.

Para o executivo, é por meio da aceleração no uso de variedades e tecnologias mais atualizadas que o setor de cana-de-açúcar pode se tornar mais produtivo. “Em outubro de 2023, nós assumimos o compromisso de dobrar a produtividade do canavial brasileiro até o final da próxima década. Esse compromisso público se tornou a visão estratégica do CTC”, assegura.

O CEO exemplifica seu ponto de vista ao citar a CTC Advana1, variedade convencional lançada em 15 de abril deste ano. Considerando as atuais técnicas de plantio – com viveiros e a necessidade de desdobrar o canavial –, a expectativa da companhia é que o cultivar demore cerca de cinco anos para começar a aparecer em pesquisas de participação de mercado.

“É entregue muito potencial na mão dos clientes, mas leva tempo para ele adotarem. Isso gera um ciclo negativo no setor porque o ganho de produtividade demora a ser observado e, neste período, o custo de implementação do canavial cresce”, relata. Além disso, ao realizarem um maior número de cortes em uma mesma área, os produtores também observam quedas no rendimento.

Saiba mais no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana):

- Características da semente sintética de cana
- Próximos passos (e desafios) rumo ao lançamento do produto
- Avanços no desenvolvimento da cana tolerante a herbicidas
- Andamento das pesquisas da cana resistente ao bicudo
- Novas estratégias de comercialização do CTC
- Perspectivas para as iniciativas no Nordeste


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