Aposta do CTC para “revolucionar” plantio da cultura deve sair da escala laboratorial para a de uma unidade demonstrativa, permitindo o plantio de mil hectares
Quem visita a sede do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em Piracicaba (SP) pode ver, em meio a uma grande área verde, um canteiro de obras. Logo após a entrada da sede, a empresa de tecnologia decidiu construir a primeira fábrica de sementes sintéticas de cana-de-açúcar. O produto, que está em desenvolvimento desde 2011, é a principal aposta da companhia para “revolucionar” o setor sucroenergético.
“Nós imaginamos a cana-de-açúcar do futuro como algo nesse formato”, afirma o CEO do CTC, César Barros, enquanto levanta um objeto que se parece com um copo de papel com tampa – é a semente sintética de cana-de-açúcar. “Aqui dentro está a melhor genética, protegida pela melhor plataforma de biotecnologia e em um veículo simples”, completa.
De acordo com ele, o produto em desenvolvimento deve permitir um plantio 40 vezes mais leve do que o atual. A alternativa ainda promete reduzir custos, diminuir falhas no canavial e facilitar a entrada de novas variedades. “A forma como é feito o plantio da cana-de-açúcar hoje em dia gera um ciclo um tanto quanto difícil para adotar novas tecnologias no canavial de forma rápida”, lamenta Barros.
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