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Consumo de etanol deve diminuir no Brasil após recorde, diz EPE

O mercado brasileiro de combustíveis deve seguir em trajetória de crescimento no curto prazo, com destaque para o aumento da demanda por óleo diesel, etanol e gás liquefeito de petróleo (GLP)

Safras News 2 min de leitura

O mercado brasileiro de combustíveis deve seguir em trajetória de crescimento no curto prazo, com destaque para o aumento da demanda por óleo diesel, etanol e gás liquefeito de petróleo (GLP), conforme indica o estudo técnico divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), na última segunda-feira, 14.

As projeções de abril reforçam a importância das políticas públicas conduzidas pelo MME para garantir segurança energética, estabilidade no abastecimento e sustentabilidade ambiental.

Em relação ao etanol de cana-de-açúcar, as perspectivas para a safra de cana 2025/26 são “boas” e espera-se manutenção da atratividade do açúcar no mercado internacional. Quanto ao etanol de milho, diversos projetos devem entrar em operação, sustentando a oferta do biocombustível, segundo o documento.

A relação entre os preços do etanol hidratado e da gasolina C está favorável em alguns estados brasileiros, entretanto em número inferior ao observado em 2024. O valor médio da relação está em 68% (média de 65% no ano anterior), segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Já o consumo de etanol hidratado nos meses de janeiro e fevereiro apresentou um pequeno aumento (3%) em relação ao mesmo período de 2024.

Para 2025 e 2026, a demanda por etanol hidratado se manterá em patamar elevado, segundo o estudo. Destaca-se que, em 2024, foi observado o máximo histórico da demanda desse biocombustível, totalizando 23,6 bilhões de litros. Em 2025, o consumo deverá totalizar 22,3 bilhões de litros, caindo 5,4% ante 2024. Já em 2026 a demanda deverá aumentar 5,2%, para 23,4 bilhões de litros também segundo o documento.

Já o consumo de etanol total (hidratado e anidro) deverá cair 1,9% em 2025, totalizando 34,8 bilhões de litros. Para 2026, a projeção é de crescimento de 3,5%, atingindo 36 bilhões de litros.

 Fábio Rübenich

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