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Inpasa anuncia que vai dobrar capacidade de unidade de etanol de milho no Maranhão

Obras devem ser concluídas até dezembro deste ano


Reuters - Publicado: 15 Mai 2025 - 08:42 | Atualizado: 16 Mai 2025 - 07:58

A Inpasa, maior produtora de etanol de milho do Brasil, anunciou o início da expansão da unidade em Balsas, no Maranhão, que deverá duplicar a capacidade de produção da fábrica no Estado, importante polo da nova fronteira agrícola do Brasil.

Com a ampliação, a Inpasa terá investido cerca de R$ 2,3 bilhões ao todo na unidade, que começou a operar este ano, afirmou a empresa.

Atualmente, a fábrica de Balsas possui capacidade produtiva anual de 450 milhões de litros de etanol, 240 mil toneladas de grãos secos de destilaria com solventes (DDGS) e 23 mil toneladas de óleo vegetal, processando cerca de 1 milhão de toneladas de grãos por ano.

A Inpasa, expoente do setor de etanol de milho no Brasil, cuja produção tem sido crescente, possui também unidades em operação em Sinop (MT), Nova Mutum (MT), Dourados (MS) e Sidrolândia (MS), além de duas usinas no Paraguai.

“A decisão de ampliar a planta e dobrar sua capacidade de produção foi tomada com o objetivo de fortalecer a competitividade de seus principais produtos, etanol, DDGS e óleo vegetal, no mercado nacional e internacional”, afirmou a companhia, confirmando notícia publicada no jornal Valor Econômico.

Em outubro do ano passado, a Inpasa anunciou o início da operação da expansão da biorrefinaria de Sinop (MT), considerada à época a maior unidade produtora do mundo do biocombustível à base de cereais, com capacidade de 2,1 bilhões de litros ao ano.

O crescimento do etanol de milho no Brasil tem aumentado o consumo interno do cereal no país, diminuindo a disponibilidade para exportações do grão, indicou nesta quinta-feira, 15, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao revisar para cima a safra brasileira.

A Inpasa anunciou anteriormente uma unidade de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães (BA), com previsão de ser concluída em 2026. Ainda não há uma data para o início das operações.

Roberto Samora