Grupo pretende investir na renovação dos canaviais e nas unidades de Jaboticabal e Pereira Barreto
O Ministério de Minas e Energia aprovou como prioritário o projeto de investimento do grupo Santa Adélia. Agora, a companhia está autorizada a emitir debêntures incentivadas, de acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
E a geração dos títulos deve ocorrer em breve. Na última quarta-feira, 17, a companhia publicou no Diário Oficial de São Paulo um edital de convocação para assembleia geral entre os acionistas, justamente com o objetivo de discutir a emissão – entretanto, o documento não especifica se é referente ao projeto aprovado pelo MME.
Os papéis a serem discutidos na reunião de 26 de novembro serão do tipo simples, não conversíveis em ações, e poderão chegar a R$ 200 milhões.
As debêntures incentivadas, por sua vez, estão vinculadas a um projeto para recuperação da cana-de-açúcar de duas unidades do grupo, Jaboticabal e Pereira Barreto, localizadas em cidades homônimas no estado de São Paulo.
De acordo com a proposta enviada ao MME, a estimativa da sucroenergética é que as usinas apresentem uma moagem média de 10,3 milhões de toneladas nas temporadas 2020/21 e 2021/22, com 75% deste total vindo de produção própria.
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O Ministério de Minas e Energia aprovou como prioritário o projeto de investimento do grupo Santa Adélia. Agora, a companhia está autorizada a emitir debêntures incentivadas, de acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
E a geração dos títulos pode ocorrer em breve. Na última quarta-feira, 17, a companhia publicou no Diário Oficial de São Paulo um edital de convocação para assembleia geral entre os acionistas com o objetivo de discutir a emissão de debêntures – entretanto, o documento não especifica se é referente ao projeto aprovado pelo MME.
Os papéis a serem discutidos na reunião de 26 de novembro serão do tipo simples, não conversíveis em ações, e poderão chegar a R$ 200 milhões.
As debêntures incentivadas, por sua vez, estão vinculadas a um projeto para recuperação da cana-de-açúcar de duas unidades do grupo, Jaboticabal e Pereira Barreto, localizadas em cidades homônimas no estado de São Paulo.
De acordo com a proposta enviada ao MME, a estimativa da sucroenergética é que as usinas apresentem uma moagem média de 10,3 milhões de toneladas nas temporadas 2020/21 e 2021/22, com 75% deste total vindo de produção própria.
“Portanto, o projeto visa ao investimento em manutenção e recuperação da produção de biomassa relativa às safras 2020/21 e 2021/22, destinada à produção de etanol das usinas de Jaboticabal e Pereira Barreto”, afirmou a Santa Adélia no documento.
O prazo para conclusão, também definido pela sucroenergética, será em 31 de março de 2022.
Debêntures incentivadas
A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2019. Os valores podem ser utilizados em atividades como renovação dos canaviais, manutenção das usinas e ampliação da capacidade de estocagem.
Entre as companhias que já receberam aval do MME para emissão dos títulos em 2021 estão: São Martinho, Cerradão, São Manoel, Jalles Machado, Ipiranga, Zilor, Batatais, Sonora Estância, Agrovale e Aroeira.
Conforme as regras estabelecidas, um projeto prioritário não será considerado implantado se houver um atraso superior a 50% em relação à data de conclusão do empreendimento. O acompanhamento e a comunicação dos prazos não cumprido, por sua vez, estão a cargo da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além disso, na emissão pública das debêntures, as empresas devem destacar a data de publicação da portaria do MME e o compromisso de alocar os recursos obtidos de acordo com o projeto prioritário aprovado.
Por fim, as companhias devem guardar a documentação relativa ao uso destes recursos por até cinco anos após o vencimento dos papéis.
Giully Regina – NovaCana