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Resultado das maiores e mais lucrativas sucroenergéticas encolhe em 2019

Entre as grandes do setor, 46 empresas tiveram resultados no azul; na média, elas ganharam 31,3% a menos que um ano antes

NovaCana 16 min de leitura

Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor de açúcar e etanol, uma parcela das empresas consegue se destacar e atingir bons resultados, como as mais capitalizadas e com mais acesso a crédito no mercado. Mesmo dentre as grandes, porém, nem todas conseguem fechar as contas no azul.

A publicação Melhores e Maiores, da Exame, traz 72 sucroenergéticas na lista das 400 maiores companhias do agronegócio em 2019 – dez a menos do que um ano antes. A relação inclui usinas, grupos, tradings, cooperativas e produtoras de cana-de-açúcar.

Destas, 46 apresentaram um resultado líquido positivo, seis a menos do que em 2018. Este é o menor número de empresas no azul desde 2013, repetindo a quantia vista em 2015.

Com a menor representatividade de sucroenergéticas no levantamento e a menor quantidade de usinas reportando lucro, a soma dos resultados líquidos ajustados positivos foi, consequentemente, menor: US$ 941,4 milhões, redução de 39,28% no comparativo com o US$ 1,55 bilhão de 2018. O resultado deixou para trás os três anos consecutivos com soma de resultados acima de US$ 1 bilhão.

Já a média caiu 31,33%, para US$ 20,47 milhões em 2019, o pior resultado desde 2015. Com isso, as companhias listadas em 2019 se distanciaram do primeiro e terceiro melhores desempenhos da série histórica iniciada em 2009: os US$ 38,1 milhões registrados em 2017 e os US$ 29,81 milhões de 2018.

Além da menor quantidade de empresas com lucros líquidos, os resultados individuais também foram menores. Enquanto quatro companhias lucraram mais do que US$ 100 milhões em 2018 – sendo duas acima dos US$ 150 milhões –, apenas uma ultrapassou a marca em 2019. Além disso, 11 empresas lucraram entre US$ 30 milhões e US$ 80 milhões em 2018, número que caiu para sete no ano seguinte.

Considerando o ranking das 46 empresas que registraram lucro líquido ajustado no azul em 2019, a dianteira voltou a ser da Raízen Energia, como em 2017. O resultado da empresa foi de US$ 106,3 milhões, mas, apesar do primeiro lugar, seu ganho foi 31,15% menor ante os US$ 154,4 milhões de um ano antes. O dado representa o lucro líquido apurado depois de reconhecidos os efeitos da inflação nas demonstrações contábeis.

O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), reuniu os resultados financeiros das mil empresas do país com as maiores receitas líquidas. Além disso, a publicação traz outros compilados específicos, como as 400 maiores do agronegócio, dentre as quais estão as sucroenergéticas e produtoras de cana-de-açúcar. Vale destacar que nem todas as companhias do setor mencionadas se encontram entre as mil maiores.

Confira, na versão completa (restrita para assinantes):

- Lucro médio e total do setor em 2019
- Ranking das maiores e mais lucrativas do setor em 2019
- Ranking de geração de riqueza das empresas em 2019
- Histórico das empresas que mais lucraram em 2019
- Indicadores de lucro, endividamento total, vendas líquidas e rentabilidade do patrimônio dos 20 maiores lucros

Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor de açúcar e etanol, uma parcela das empresas consegue se destacar e atingir bons resultados, como as mais capitalizadas e com mais acesso a crédito no mercado. Mesmo dentre as grandes, porém, nem todas conseguem fechar as contas no azul.

A publicação Melhores e Maiores, da Exame, traz 72 sucroenergéticas na lista das 400 maiores companhias do agronegócio em 2019 – dez a menos do que um ano antes. A relação inclui usinas, grupos, tradings, cooperativas e produtoras de cana-de-açúcar.

Destas, 46 apresentaram um resultado líquido positivo, seis a menos do que em 2018. Este é o menor número de empresas no azul desde 2013, repetindo a quantia vista em 2015.

Com a menor representatividade de sucroenergéticas no levantamento e a menor quantidade de usinas reportando lucro, a soma dos resultados líquidos ajustados positivos foi, consequentemente, menor: US$ 941,4 milhões, redução de 39,28% no comparativo com o US$ 1,55 bilhão de 2018. O resultado deixou para trás os três anos consecutivos com soma de resultados acima de US$ 1 bilhão.

Já a média caiu 31,33%, para US$ 20,47 milhões em 2019, o pior resultado desde 2015. Com isso, as companhias listadas em 2019 se distanciaram do primeiro e terceiro melhores desempenhos da série histórica iniciada em 2009: os US$ 38,1 milhões registrados em 2017 e os US$ 29,81 milhões de 2018.

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O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), reuniu os resultados financeiros das mil empresas do país com as maiores receitas líquidas. Além disso, a publicação traz outros compilados específicos, como as 400 maiores do agronegócio, dentre as quais estão as sucroenergéticas e produtoras de cana-de-açúcar. Vale destacar que nem todas as companhias do setor mencionadas se encontram entre as mil maiores.

Menos empresas, lucros menores

Além da menor quantidade de empresas com lucros líquidos, os resultados individuais também foram menores. Enquanto quatro companhias lucraram mais do que US$ 100 milhões em 2018 – sendo duas acima dos US$ 150 milhões –, apenas uma ultrapassou a marca em 2019. Além disso, 11 empresas lucraram entre US$ 30 milhões e US$ 80 milhões em 2018, número que caiu para sete no ano seguinte.

Considerando o ranking das 46 empresas que registraram lucro líquido ajustado no azul em 2019, a dianteira voltou a ser da Raízen Energia, como em 2017. O resultado da empresa foi de US$ 106,3 milhões, mas, apesar do primeiro lugar, seu ganho foi 31,15% menor ante os US$ 154,4 milhões de um ano antes. O dado representa o lucro líquido apurado depois de reconhecidos os efeitos da inflação nas demonstrações contábeis.

Em 2018, a primeira posição era da Brenco, da Atvos, que, na publicação mais recente, reportou o prejuízo de US$ 136,7 milhões.

Em seguida vem a São Martinho, que ascendeu da terceira para a segunda colocação em 2019 mesmo com um lucro 38,24% menor do que em 2018. O resultado mais recente foi de US$ 79,8 milhões.

A Adecoagro Vale do Ivinhema ficou na terceira posição. A companhia reportou um resultado líquido de US$ 64,9 milhões, retração de 15,6% ante um ano antes, o que não a impediu de subir duas colocações.

Já a Coruripe, do grupo Tércio Wanderley, subiu do 30º lugar para o quarto com um lucro 259,73% superior, passando de US$ 14,9 milhões para US$ 53,6 milhões. Em 2018, a posição foi ocupada pela Atvos Agroindustrial, que não aparece no levantamento mais recente.

O quinto lugar em 2019 ficou com a Petrobras Biocombustível que, apesar de ter sido computada como sucroenergética pela Exame, possui uma atuação mais forte na área de biodiesel. A empresa estava na 11ª colocação na publicação anterior, quando registrou um lucro líquido de US$ 51,8 milhões.

exame lucros ranking 080221

Das 39 companhias que apareceram no ranking tanto em 2018 quanto em 2019, 22 tiveram aumentos percentuais no lucro e 17 sofreram reduções entre os dois anos.

A empresa com a ampliação mais elevada foi a Mandacaru, do grupo Agrovale, que cresceu 7.400%, passando do lucro de US$ 100 mil para US$ 7,5 milhões. Em seguida, a Bela Vista, do grupo Bazan, aumentou o resultado em 2.120%, saindo de um prejuízo de US$ 500 mil para um ganho de US$ 10,1 milhões. Outra ampliação considerável foi da Colombo, chegando à valorização de 742,86% entre os dois anos.

Na outra ponta, as reduções mais acentuadas ocorreram com a Vale do Tijuco, do grupo CMAA, de 72,83%, e com a CerradinhoBio, de 51,63%.

O NovaCana compilou os dados completos das usinas e elaborou gráficos e planilhas interativas que podem ser acessados na plataforma NovaCana DATA.

Riqueza criada pelas sucroenergéticas

Outro conceito trazido pela análise Melhores e Maiores é o de riqueza criada. O dado expressa a contribuição da empresa na formação do Produto Interno Bruto (PIB) do país, já deduzida a depreciação.

Das 46 empresas que apresentaram lucro, somente 20 tiveram esse número divulgado pela publicação.

Neste quesito, assim como no de lucro líquido, a dianteira foi da Raízen. Em 2019, a empresa gerou riqueza de US$ 524,1 milhões, 2,34% acima de 2018. Mantendo a sequência do ranking de lucros, a São Martinho ficou na segunda colocação, com geração de US$ 379,1 milhões, 29,34% acima do que um ano antes.

Já a Copersucar, que registrou um lucro de US$ 39,5 milhões, ficando em sétimo lugar, ficou em terceiro no ranking de geração de riqueza, com US$ 278 milhões (+47,95%).

Dentre as companhias com resultado divulgado, a menor riqueza gerada foi a da Petrobras Biocombustível, de US$ 4,9 milhões, representando retração anual de 81,23%.

exame lucros 20 soma riqueza 080221

Das 20 empresas com o dado disponível, sete delas tiveram diminuição no valor, oito o ampliaram entre os dois últimos anos e outras cinco não tiveram o dado de 2018 divulgado pela análise.

As 20 melhores em quatro quesitos

Analisando somente as 20 empresas com os maiores lucros líquidos, a soma dos ganhos foi de US$ 715,6 milhões, retração de 39,98% em relação ao US$ 1,19 bilhão de 2018 – redução bastante em linha com a registrada pelo grupo de 46 empresas.

O valor é menos da metade do recorde da série histórica ocorrido em 2017, de US$ 1,67 bilhão, e o menor montante desde 2015. Com este resultado, o grupo de empresas saiu de uma sequência de três anos consecutivos com ganhos acima de US$ 1 bilhão.

exame lucros 20 soma

Já as vendas líquidas, que são calculadas pela diferença entre o valor das vendas brutas, deduzidas das devoluções e abatimentos, e os impostos sobre vendas, também tiveram um desempenho pior no comparativo anual.

Na soma das receitas das 20 mais lucrativas, o resultado foi inferior ao de 2018, mas menos distante do que no lucro líquido. Juntas, as empresas faturaram US$ 8,53 bilhões na publicação mais recente ante os US$ 9,86 bilhões de um ano antes – redução de 13,46% e o menor montante desde 2016.

Vale destacar que o NovaCana recalculou os dados de receita líquida das empresas para que fossem coerentes com o percentual de crescimento de vendas que é divulgado pela publicação mais recente.

exame lucros 20 soma vendas 080221

Os números mais desfavoráveis seguem se refletindo também na rentabilidade do patrimônio ajustada. Este é o principal indicador de excelência empresarial, pois mede o retorno do investimento para os acionistas. Resultante da divisão dos lucros líquidos, legal e ajustado, pelos respectivos patrimônios líquidos, também legal e ajustado, o resultado é expresso em porcentagem. Para o cálculo, são considerados patrimônio os dividendos e os juros sobre o capital próprio classificados como passivos.

Na média, o grupo de 20 empresas apresentou uma rentabilidade de 16%, uma retração de pouco mais de um ponto percentual no comparativo com o resultado de 2018, de 17,6%.

exame lucros 20 soma rentabilidade 080221

Notícias melhores vieram no endividamento geral das 20 mais lucrativas. Na média, ele foi de 54,2% ante os 61,8% de 2018 – uma redução anual de 12,31%.

O indicador é a soma do passivo circulante, ou seja, as dívidas e obrigações de curto prazo com as do passivo não circulante. O resultado é dado em porcentagem, em relação ao ativo total ajustado, e representa a parcela de recursos financiados por terceiros na operação da empresa. Com isso, este é um bom termômetro de risco do negócio.

exame lucros 20 dividas 080221

Raízen Energia com queda no lucro e na receita

Ainda que tenha ficado em primeiro no ranking de lucro líquido, o resultado da Raízen Energia foi 31,15% menor, reportando ganhos de US$ 106,3 milhões em 2019 ante os US$ 154,4 milhões de 2018.

Já no quesito vendas líquidas, a empresa permaneceu em terceiro lugar – mesma posição de um ano antes – com faturamento de US$ 1,8 bilhão. O montante representou queda de 4,4% no comparativo com 2018. Já o endividamento geral da companhia cresceu de 51,1% para 58,6%.

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Considerando os resultados do grupo na temporada 2019/20, que abarcam boa parte das demonstrações financeiras do ano civil de 2019 levadas em conta na publicação, o resultado foi semelhante.

Segundo dados divulgados em junho do ano passado pela Cosan, controladora e principal acionista da Raízen, o lucro da empresa caiu 83,2% na safra. O desempenho inferior é resultado, principalmente, dos prejuízos registrados no primeiro e no terceiro trimestres da temporada encerrada em 31 de março de 2020.

Apesar disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Raízen atingiu R$ 3,43 bilhões. De acordo com a Cosan, o aumento de 18,6% no comparativo anual é derivado de um maior volume de açúcar próprio vendido e de melhores preços para todos os produtos.

Com isso, a receita líquida da sucroenergética foi de R$ 30,71 bilhões, 37,1% a mais do que em 2018/19.

São Martinho aumenta vendas e reduz lucros

Assim como a campeã do ranking, a São Martinho também teve queda no lucro em 2019. Com ganhos de US$ 79,8 milhões, a redução foi de 38,24% ante os US$ 129,2 milhões de 2018 que, inclusive, foi o maior valor da empresa na série histórica. O resultado também é inferior aos US$ 87,3 milhões de 2017.

Já as vendas líquidas da companhia tiveram ampliação de 25,9% em 2019: US$ 851,5 milhões no comparativo com os US$ 676,3 milhões de um ano antes. Por outro lado, o endividamento geral também cresceu, indo dos 59,2% para 62,8% no mesmo comparativo.

exame lucros são martinho 080221

Considerando o resultado do grupo, que abarca quatro usinas, o cenário foi diferente, com a companhia elevando o seu lucro líquido em 103,5% em 2019/20 no comparativo com a temporada anterior. Os números foram divulgados pela companhia em julho de 2020.

De acordo com a São Martinho, os melhores preços para o açúcar e para o etanol, acompanhados de um maior volume de vendas na comparação com a safra 2018/19, ampliaram o lucro de R$ 314,05 milhões para R$ 639,01 milhões.

Além disso, a receita líquida da sucroenergética somou R$ 3,7 bilhões no acumulado de 2019/20 – 9,5% a mais do que o visto um ano antes. No mesmo comparativo, o Ebitda ajustado da São Martinho subiu 12,9%, para R$ 1,86 bilhão.

Adecoagro lucra menos, mas fatura mais

A Adecoagro Vale do Ivinhema também apresentou queda em seu resultado líquido, de 15,6%, passando de um lucro de US$ 76,9 milhões para US$ 64,9 milhões entre os dois anos analisados. Por outro lado, as vendas líquidas aumentaram 4,6%, chegando a um faturamento de US$ 396,6 milhões em 2019.

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Já o grupo Adecoagro – que abarca três usinas – também teve um resultado líquido positivo em 2019, conforme as demonstrações financeiras divulgadas em Diário Oficial em abril do ano passado.

O lucro da companhia foi de R$ 235,25 milhões, resultado 16,23% abaixo de um ano antes, de R$ 280,82 milhões. Já as receitas tiveram ampliação de 6,65% no mesmo comparativo, indo de R$ 1,69 bilhão para R$ 1,80 bilhão.

Coruripe tem alta expressiva no lucro

No caso da Coruripe, do grupo Tércio Wanderley, houve um crescimento de 259,73% no lucro líquido entre 2018 e 2019 – o mais acentuado das dez primeiras colocações no quesito –, indo de US$ 14,9 milhões para US$ 53,6 milhões. Com isso, a empresa subiu da 30ª para a quarta colocação no ranking de lucro líquido entre os dois anos.

Por outro lado, no quesito vendas líquidas, a empresa sofreu uma redução anual de 12,6%, para US$ 522,1 milhões. Já a taxa de endividamento geral teve uma pequena retração, de 77,6% para 75,1%.

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Segundo o resultado do grupo, divulgado pela empresa em abril do ano passado, seu faturamento chegou a R$ 2,46 bilhões na temporada 2019/20, superando em 13,1% o resultado no período anterior, que foi de R$ 2,17 bilhões.

Petrobras Biocombustível eleva lucro

A ascensão da Petrobras Biocombustível da 11ª para a quinta colocação no ranking de lucro líquido em 2019 se deu pela ampliação de 38,13% no resultado. Na publicação mais recente, os ganhos foram de US$ 51,8 milhões ante os US$ 37,5 milhões de um ano antes.

Já as vendas líquidas caíram 3,5% no mesmo comparativo, para US$ 235,7 milhões. Na taxa de endividamento geral, a companhia teve um aumento considerável, indo de 7,1% para 44% no mesmo comparativo.

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Em 2019, a atuação da Petrobras Biocombustível foi majoritariamente no setor de biodiesel. Ainda que seja classificada pela Melhores e Maiores como pertencente ao setor de açúcar e etanol, a companhia vendeu suas participações na Nova Fronteira, da São Martinho, e na Guarani (atualmente Tereos Açúcar e Energia) em 2016 e 2017, respectivamente.

No ano analisado, a companhia ainda detinha uma fatia de 8,4% da Bambuí Bioenergia, que foi vendida em julho de 2020 para a Turdus Participações pelo valor simbólico de R$ 1.

Metodologia da análise

A avaliação da Exame referente a 2019 foi feita com mais de 3 mil empresas brasileiras e os maiores grupo privados do país, sob a coordenação da Fipecafi. Os dados correspondem às demonstrações contábeis publicadas em Diário Oficial até 30 de junho de 2020 e aos resultados das companhias limitadas que os mandaram para análise e responderam aos questionários.

Além disso, a revista também considerou empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado que não divulgam seus resultados, porém tiveram o faturamento estimado por analistas.

Segundo a publicação, foram priorizadas as demonstrações que consideraram os efeitos da inflação. Também foram tomados como base resultados individuais e não consolidados a fim de medir o desempenho por companhia. Ainda de acordo com a Exame, o objetivo é que nenhuma empresa saia prejudicada na avaliação, além de padronizar os números para o caso daquelas que fecham o balanço antes ou depois da maioria. Os valores são divulgados em dólares.

Conforme a publicação, as comparações feitas com o desempenho nos anos anteriores não são prejudicadas porque foram efetuados ajustes dos valores para eliminar distorções causadas pela inflação ou oscilações do câmbio.

Dentre os critérios de seleção estão ser uma das mil maiores empresas privadas ou estatais, com vendas líquidas anuais superiores a US$ 140 milhões.

Para o setor sucroenergético, a metodologia escolhida não é a mais recomendada, pois considera o ano civil de 2019 e não o ano fiscal das companhias, geralmente contabilizado de abril a março. Desta forma, os valores divulgados no ranking não necessariamente correspondem à situação da companhia em uma safra completa.

Outra questão é que a lista não agrupa o balanço dos grupos, permitindo uma separação entre as unidades e as empresas vinculadas.

NovaCana DATA

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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