Com uma empresa a menos no ranking das 1.000 maiores do país, setor registra redução em faturamento e lucro médios
A análise sobre o desempenho econômico do setor sucroenergético depende do ponto de vista adotado. Em uma comparação entre 25 setores da economia, a média das 39 maiores companhias teve uma melhora em seus resultados em 2018 nos indicadores de crescimento sustentável, margem Ebitda, margem da atividade e giro do ativo.
Por outro lado, o desempenho foi menos favorável quando são observados os dados de 82 companhias, conforme publicação anual da revista Exame. Em levantamento feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), a publicação reuniu os resultados financeiros das 1.000 empresas do país com maior faturamento.
Os números do setor – compilados pelo NovaCana – demonstram que, na publicação referente a 2018, 82 empresas sucroenergéticas entraram no ranking, uma a menos do que em 2017. Destas, 52 apresentaram lucro, cinco a menos no mesmo comparativo, e 24 apresentaram prejuízo, o mesmo número que em 2017. As outras seis não tiveram seus dados de lucro líquido ajustado divulgados pela publicação.
Em conjunto, o faturamento das companhias foi de US$ 23,71 milhões, 9,45% a menos que os US$ 26,19 milhões de 2017. Com isso, houve uma queda de 8,37% na média das vendas líquidas, de US$ 315,61 milhões para US$ 289,2 milhões entre 2017 e 2018.
Além disso, as 82 empresas lucraram US$ 660,9 milhões, 46,93% a menos que os US$ 1,17 bilhões de 2017. Na média, o lucro foi de US$ 8,69 milhões por empresa – 43,83% menor do que em 2017.
Já a média da taxa de endividamento caiu 4,5 pontos percentuais, passando de 73,13% para 69,84% entre os dois anos. Este indicador é calculado pela soma das dívidas e obrigações de curto e de longo prazos em relação ao ativo total ajustado.
Confira, na versão completa:
- Ranking das companhias com as maiores vendas líquidas de 2018
- Análise da evolução de indicadores financeiros do setor de 2009 a 2018
- Evolução das principais empresas sucroenergéticas, considerando vendas, resultados financeiros e taxa de endividamento
A análise sobre o desempenho econômico do setor sucroenergético depende do ponto de vista adotado. Em uma comparação entre 25 setores da economia, a média das 39 maiores companhias teve uma melhora em seus resultados em 2018 nos indicadores de crescimento sustentável, margem Ebitda, margem da atividade e giro do ativo.
Por outro lado, o desempenho foi menos favorável quando são observados os dados de 82 companhias, conforme publicação anual da revista Exame. Em levantamento feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), a publicação reuniu os resultados financeiros das 1.000 empresas do país com maior faturamento.
Os números do setor – compilados pelo NovaCana – demonstram que, na publicação referente a 2018, 82 empresas sucroenergéticas entraram no ranking, uma a menos do que em 2017. Destas, 52 apresentaram lucro, cinco a menos no mesmo comparativo, e 24 apresentaram prejuízo, o mesmo número que em 2017. As outras seis não tiveram seus dados de lucro líquido ajustado divulgados pela publicação.
Em conjunto, o faturamento das companhias foi de US$ 23,71 milhões, 9,45% a menos que os US$ 26,19 milhões de 2017. Com isso, houve uma queda de 8,37% na média das vendas líquidas, de US$ 315,61 milhões para US$ 289,2 milhões entre 2017 e 2018.
Além disso, as 82 empresas lucraram US$ 660,9 milhões, 46,93% a menos que os US$ 1,17 bilhões de 2017. Na média, o lucro foi de US$ 8,69 milhões por empresa – 43,83% menor do que em 2017.
Já a média da taxa de endividamento caiu 4,5 pontos percentuais, passando de 73,13% para 69,84% entre os dois anos. Este indicador é calculado pela soma das dívidas e obrigações de curto e de longo prazos em relação ao ativo total ajustado.

Ranking: as posições do topo estão firmes
Olhando individualmente para as empresas, a Copersucar Cooperativa segue em primeiro lugar no ranking de vendas líquidas, como ocorre desde o início da série histórica, em 2009. Em 2018, seu faturamento foi 9,4% menor do que em 2018, passando de US$ 3,54 bilhões para US$ 3,21 bilhões.
Aliás, as mesmas empresas elencam as cinco primeiras posições desde 2015. No comparativo entre 2017 e 2018, isso se estende até a sexta posição: Copersucar Cooperativa, Copersucar, Raízen Energia, Biosev Bioenergia, Biosev e São Martinho mantêm as mesmas colocações.

A Copersucar teve uma redução de 12,3% em suas vendas líquidas, passando de US$ 2,30 bilhões para US$ 2,01 bilhões. Por outro lado, a Raízen Energia registrou um aumento de 11% no faturamento no comparativo anual: de US$ 1,70 bilhão para US$ 1,88 bilhão.
Já as usinas Cruz Alta, do grupo Tereos Internacional, e Coruripe, do grupo Tercio Wanderley, trocaram de lugar entre 2017 e 2018. Isso ocorreu, pois a Cruz Alta sofreu um aumento de 1,7% em suas vendas, enquanto a Coruripe teve uma redução de 8,5% no mesmo comparativo, caindo para a oitava posição.
Já a Usaçúcar, do grupo Santa Terezinha, subiu duas posições em 2018 e ficou em nono lugar dentre as empresas do setor listadas, com faturamento de US$ 563,70 milhões. Outra melhoria foi da usina São Francisco, do grupo USJ, que ganhou cinco posições, ficando em 13º lugar com uma receita de US$ 401,40 milhões.
Outra melhora significativa foi da Petrobras Combustíveis, que subiu da 32ª para a 24ª posição, com um faturamento de US$ 243,70 milhões (+16,44%).
Por outro lado, algumas companhias enfrentaram reduções. A maior delas foi a da Quatá, do grupo Zilor, que que teve uma queda de 33,06% na receita e caiu da 74ª para a 82ª posição, a última do ranking de 2018.
Em seguida, a usina Colorado, do grupo Central Energética Morrinhos, teve um faturamento 32,80% menor, caindo do 65º para o 74º lugar. E a Da Mata, do grupo Da Mata Açúcar e Álcool, sofreu uma redução de 32,73% e, com isso, caiu da 47ª para a 56ª colocação.
A usina que mais perdeu posições foi a usina Colombo, do grupo de mesmo nome, que caiu da 12ª para a 34ª. Na outra ponta, a que mais ganhou foi a usina Vale do Tijuco, do grupo CMAA, subindo da 49ª para 31ª colocação.
Para a elaboração dos rankings e a realização do comparativo, o NovaCana recalculou os dados históricos das empresas com base no percentual de crescimento de vendas divulgado pela publicação.
Top 50: menos lucro e vendas, mas também menos dívidas
As 50 empresas com melhor desempenho, dentre as 82 listadas, dão um norte de como o setor se comportou em 2018. As vendas líquidas reduziram 8,62% no ano, passando de uma média de US$ 456 milhões para US$ 416,77 milhões.
A partir disso, a média de faturamento do setor na década – de 2009 a 2018 – é de US$ 375,1 milhões. Ainda assim, individualmente, 2018 foi o ano com o terceiro melhor índice da série histórica, perdendo apenas para, justamente, 2016 e 2017.

O lucro médio também reduziu entre as 50 maiores empresas do setor entre 2017 e 2018. Foi uma queda de 40,33%, passando de US$ 21,79 milhões para US$ 13 milhões. Ainda assim, o resultado foi o terceiro melhor da série histórica. A média, de 2009 a 2018, é de um lucro de US$ 440 mil.
O setor inclusive já chegou a enfrentar um prejuízo médio de US$ 26,22 milhões em 2015, ano marcado por uma grave crise para as sucroenergéticas.

As dez melhores do setor e seus indicadores
São poucos os nomes novos dentre as dez maiores empresas do setor na análise da revista Exame. Os primeiro cinco lugares seguem os mesmos desde 2013, evidenciando certa consolidação dos resultados no setor e a manutenção de um mesmo grupo de companhias entre as grandes – pelo menos no que diz respeito às vendas líquidas.
Olhando para o histórico das dez empresas com os melhores resultados em 2018 é possível analisar como elas evoluíram ou se mantiveram estáveis em seus indicadores ao longo dos anos. Para isso, os desempenhos observados tratam de vendas, do resultado líquido e do nível de endividamento.

Metodologia da análise
A avaliação da Exame referente a 2018 foi feita com mais de 3.000 empresas brasileiras e teve a coordenação da Fipecafi, compreendendo as demonstrações contábeis publicadas em Diário Oficial até 15 de maio de 2019. As companhias limitadas, que mandaram seus resultados para análise e responderam aos questionários, também foram incluídas.
O efeito da inflação foi considerado nos números, sendo que também foram tomados como base os resultados individuais e não consolidados, a fim de medir o desempenho por empresa. De acordo com a publicação, o objetivo é que nenhuma companhia saia prejudicada na avaliação, além de padronizar os números para o caso de empresas que fecham o balanço antes ou depois da maioria. Os valores são divulgados em dólares, de acordo com a flutuação e o câmbio do último dia do ano analisado.
Dentre os critérios de seleção estão ser uma das 1.000 maiores empresas privadas ou estatais, com vendas líquidas anuais superiores a US$ 140 milhões, e ser uma das dez maiores ou 15 melhores do respectivo setor.
Para o setor sucroenergético, a metodologia escolhida não é a mais recomendada, pois considera o ano civil de 2018 e não o ano fiscal das companhias, geralmente contabilizado de abril a março. Desta forma, os valores divulgados no ranking não necessariamente correspondem à situação da companhia em uma safra completa.
Outra questão é que a lista não agrupa o balanço dos grupos, permitindo uma separação entre as unidades e as empresas vinculadas. Quanto às empresas de porte significativo que são bem conhecidas no mercado, mas preferem não divulgar seus números, os analistas da revista estimam seu faturamento para não as deixar de fora da lista.
NovaCana DATA
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana