NovaCana compilou as 100 cidades com os canaviais mais rentáveis do Brasil; Jaíba (MG) lidera a lista
A safra 2021/22 foi desafiadora para os produtores de cana-de-açúcar do Centro-Sul. Uma sequência de problemas climáticos, como seca, geadas e queimadas, resultou em uma retração de 13,6% na moagem, totalizando 523,11 milhões de toneladas, de acordo com os números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).
Em um movimento inversamente proporcional, os custos de produção subiram. O Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), aponta que, em 2021/22, os gastos agrícolas na região chegaram a R$ 11.496,31 por hectare, um aumento de 25,2% ante o ciclo anterior.
Neste contexto, os canaviais brasileiros também precisaram se valorizar em 2021. O NovaCana contabilizou a receita gerada por cada hectare de cana, a partir do valor pago pela tonelada e do rendimento de cada município brasileiro – conforme dados divulgados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre janeiro e dezembro, os produtores receberam, em média, R$ 7.550,36 por hectare colhido. Em comparação com os R$ 6.071,48/ha vistos em 2020, o crescimento chegou a 24,4%, representando um novo recorde na série histórica, iniciada em 2007.
Apesar da menor produtividade dos canaviais, isso aconteceu porque o preço pago pela tonelada de cana aumentou 31% e chegou a R$ 105,20/t, também o maior valor já visto na série histórica. Em 2020, o valor médio era de R$ 80,31/t e, nos três anos anteriores, o Brasil registrou preços próximos a R$ 70/t.
Entre os estados com os canaviais mais rentáveis, apenas Tocantins e Rio de Janeiro apresentaram retrações em suas médias.
Por sua vez, considerando as cinco principais cidades produtoras da matéria-prima em 2021, somente Morro Agudo (SP) apresentou queda (-26%), com R$ 5.700/ha. Já o maior aumento dentro deste grupo, de 65,6%, foi visto em Uberaba (MG), totalizando R$ 10.264,75/ha.

No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere a lista completa das 100 cidades com os canaviais mais rentáveis do Brasil, os estados que apresentaram os maiores resultados e, ainda, gráficos com a evolução das médias.
A safra 2021/22 foi desafiadora para os produtores de cana-de-açúcar do Centro-Sul. Uma sequência de problemas climáticos, como seca, geadas e queimadas, resultou em uma retração de 13,6% na moagem, totalizando 523,11 milhões de toneladas, de acordo com os números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).
Em um movimento inversamente proporcional, os custos de produção subiram. O Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), aponta que, em 2021/22, os gastos agrícolas na região chegaram a R$ 11.496,31 por hectare, um aumento de 25,2% ante o ciclo anterior.
Neste contexto, os canaviais brasileiros também precisaram se valorizar em 2021. O NovaCana contabilizou a receita gerada por cada hectare de cana, a partir do valor pago pela tonelada e do rendimento de cada município brasileiro – conforme dados divulgados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre janeiro e dezembro, os produtores receberam, em média, R$ 7.550,36 por hectare colhido. Em comparação com os R$ 6.071,48/ha vistos em 2020, o crescimento chegou a 24,4%, representando um novo recorde na série histórica, iniciada em 2007.
Apesar da menor produtividade dos canaviais, isso aconteceu porque o preço pago pela tonelada de cana aumentou 31% e chegou a R$ 105,20/t, também o maior valor já visto na série histórica. Em 2020, o valor médio era de R$ 80,31/t e, nos três anos anteriores, o Brasil registrou preços próximos a R$ 70/t.
Entre os estados com os canaviais mais rentáveis, apenas Tocantins e Rio de Janeiro apresentaram retrações em suas médias.
Por sua vez, considerando as cinco principais cidades produtoras da matéria-prima em 2021, somente Morro Agudo (SP) apresentou queda (-26%), com R$ 5.700/ha. Já o maior aumento dentro deste grupo, de 65,6%, foi visto em Uberaba (MG), totalizando R$ 10.264,75/ha.
As 100 cidades com os canaviais mais valiosos
A relação de cidades onde cada hectare de cana gerou mais receita inclui 45 municípios paulistas, 26 mineiros, sete pernambucanos, seis goianienses, seis sul mato-grossenses, quatro baianos, quatro paranaenses e dois potiguares.
Para o ranqueamento, o NovaCana considerou apenas cidades com produções acima de 300 mil toneladas.
Na lista, o valor da cana em relação à área colhida variou entre municípios apresentaram montantes acima da média de gastos apresentada pelo Pecege, de R$ 11.496,31/ha (os valores são obtidos a partir de metodologias diferentes). O preço pago pela tonelada da cana, por sua vez, ficou entre R$ 80,35 e R$ 180.
O maior valor da cana por área plantada foi registrado em Jaíba (MG), com R$ 16.732,51/ha, um acréscimo de 68,8% em comparação com o último ano, quando apresentou R$ 9.912,01/ha – resultado que a deixou na sétima posição no ranking de 2020. O preço pago pela tonelada da cana, por sua vez, ficou em R$ 145,50, aumento de 73,2%.
Vila Boa (GO) aparece na segunda posição, com seus canaviais rendendo R$ 15.162,96/ha, um acréscimo de 166,3% ante 2020, quando a média chegou a R$ 5.694,44/ha. Na listagem de 2020, o município aparece em 1.350º lugar.
Em seguida, a também goianiense Jataí teve uma média de R$ 14.400/ha, subindo uma posição no ranking com o acréscimo anual de 41,2%. No ano anterior, a cidade foi uma das poucas que registrou queda no valor de seus canaviais, com R$ 10.200/ha.
O quarto lugar ficou com Pureza (RN), que mais que dobrou sua receita média, com R$ 14.158,05/ha.
Registrando um aumento de 78,1%, a cidade paulista de Porto Ferreira (SP) foi a quinta colocada, obtendo uma receita média de R$ 13.314/ha com seus canaviais.
Considerando as 20 primeiras cidades, 16 mudaram de lugar no ranqueamento entre 2020 e 2021. São Francisco de Itabapoana (RJ), que liderou o ranking passado, teve uma queda de 73,7% em suas receitas, com um montante atual de R$ 4.285,71/ha, e ficou fora da lista atual.
A segunda maior retração, de 38,2%, foi vista em Caarapó (MS), que passou de R$ 9.464,62/ha em 2020 para R$ 5.851,59/ha no levantamento mais recente. Ela foi seguida por Ituverava (SP), que apresentou uma queda de 32,9%, com R$ 5.700/ha.
Além disso, as cidades de Sales Oliveira (SP), Miguelópolis (SP), Novo Horizonte (MS), Ituverava (SP) e Ivinhema (MS) tiveram quedas significativas na receita de seus canaviais e também ficaram abaixo do ranking das 100 cidades, apresentando entre R$ 5.700/ha e R$ 8.892,11/ha.
Por outro lado, as cidades que entraram na lista tiveram uma alta valorização em seus canaviais. Além da nova líder, que aumentou suas receitas em quase 70%, a segunda colocada, Vila Boa (GO) teve um crescimento de 166,3%, sendo seguida por Pureza (RN) e Araras (SP), que também valorizaram em mais de 100% suas plantações.
Na listagem, os municípios paulistas de Bilac, Zacarias, Gabriel Monteiro, Buritama e Leme, apresentaram crescimentos entre 83,2% e 96,3%.

Considerando as cinco maiores produtoras de cana-de-açúcar em 2021, a líder Uberaba (MG) também apresentou o canavial mais valioso da relação, com R$ 10.263,75/ha – uma variação positiva de 65,6%.
Barretos (SP), segunda colocada no ranking de produção, teve um aumento de 14,4%, com seus canaviais rendendo cerca de R$ 7.722,27/ha.
As terceira e quarta posições, Rio Brilhante (MS) e Quirinópolis (GO), também apresentaram acréscimos em suas receitas, com R$ 8.807,38/ha e R$ 7.258,80/ha, respectivamente.
Por fim, Morro Agudo foi a única da lista a apresentar uma desvalorização de seus canaviais. Com R$ 5.700/ha, o município paulista teve uma retração de 26% no índice.

Mesmo com a alta produção, as cinco cidades têm pouco destaque no ranking de canaviais mais valiosos do Brasil. Uberaba (MG) é a única que aparece entre as 100 primeiras colocadas, na 41ª posição.
Na relação completa, Rio Brilhantes (MS) fica em 821º lugar, Barretos (SP) em 1.241º, Quirinópolis (GO) em 1.434º e Morro Agudo (SP) em 2.159º.
A relação com todas as cidades brasileiras, incluindo dados como área colhida, produção, rendimento e valor pago por hectare colhido, está disponível no NovaCana DATA.
Os canaviais mais valiosos estão no Rio Grande do Norte
Dos 16 estados com produção acima de dois milhões de toneladas, oito apresentaram um resultado maior do que a média nacional, de R$ 7.550,36/ha. Rio Grande do Norte lidera a lista de 2021, com uma receita média de R$ 9.369,88/ha, acréscimo de 15,1% na comparação anual. O estado, que ficou em segundo na lista de 2020, pagou cerca de R$ 152,68 por tonelada de cana-de-açúcar.
Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 9.199,10/ha, um aumento de 49,1% em relação ao valor visto em 2020. O estado é seguido pela Bahia, que teve um rendimento de R$ 8.689,35/ha.
O quarto lugar se repetiu com Pernambuco. O estado aumentou em 32,7% o rendimento de seus canaviais, totalizando R$ 8.296,49/ha no levantamento mais recente.
Mato Grosso do Sul, por outro lado, caiu duas posições entre um ano e outro, aparecendo agora em quinto lugar, com R$ 8.159,67/ha.

Na listagem, apenas dois estados registraram retrações na rentabilidade de seus canaviais. Com R$ 5.918,23/ha, o Rio de Janeiro teve uma queda anual de 20,1%, caindo da quarta colocação no ano anterior para a 13ª em 2021.
Líder do ranking de rendimentos em 2020, Tocantins apresentou uma diminuição de 2,6%, para R$ 8.028,56/ha. Desta forma, o estado agora aparece em sétimo lugar.
Campeão entre os estados que mais produziram cana-de-açúcar, São Paulo ficou novamente em nono lugar na relação dos canaviais mais valiosos, com R$ 7.439,57/ha, crescimento anual de 26,1%.
Já Goiás, o segundo maior produtor, ficou em oitavo lugar da lista, com uma receita média de R$ 7.645,55/ha, aumento de 10,8%. Em 2020, o estado havia aparecido na quinta posição.

A Paraíba, que no ano anterior ficou em décimo lugar na lista, agora aparece na sexta posição, com um rendimento médio de R$ 8.065,73/ha, acréscimo anual de 49%.
Por fim, o Paraná também subiu uma colocação, ficando em 11º lugar com R$ 6.132,09/ha – o valor representa um aumento de 14,9% ante o resultado de 2020, de R$ 5.339,53/ha.
NovaCana DATA
Giully Regina – NovaCana