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[Ranking] As 100 cidades que mais produziram cana-de-açúcar em 2021

Diante da quebra da safra, apenas 26 cidades apresentaram crescimento em suas produções na comparação anual; Uberaba (MG) se manteve na liderança

NovaCana 10 min de leitura

Seca, geadas e queimadas. A safra 2021/22 ficou marcada por uma das piores quebras já vistas pelo setor sucroenergético. Segundo números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), o Centro-Sul moeu 523,11 milhões de toneladas, queda de 13,6% em relação à temporada anterior, que tinha sido de bons resultados e somou 605,46 milhões de toneladas moídas.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2021 (janeiro a dezembro), foram produzidas 715,66 milhões de toneladas em todo o país. Em comparação com 2020, a diminuição foi de 5,5%, quebrando a sequência de estabilidade vista nos últimos três anos.

Pelo segundo ano consecutivo, Uberaba (MG) é a líder do ranking das cem principais cidades produtoras de cana do Brasil. O cultivo, que chegou a 8,61 milhões de toneladas, foi feito em uma área de 107 mil hectares, correspondente a 23,7% do território municipal, de 452,40 mil hectares. Entre 2020 e 2021, a cidade mineira aumentou em 10% a área dedicada à cana.

Entre as cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, 56 tiveram quedas em sua produção, 26 registraram aumento e 18 não contabilizaram variação em 2021. O cenário é contrário ao do ano anterior, quando 55 municípios viram sua produção crescer e as reduções atingiram apenas 22.

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Na reportagem completa, exclusiva para assinantes, você encontra gráficos e análises sobre:

- Ranking das 100 cidades que mais produziram cana
- Representatividade da cana nos municípios brasileiros
- Histórico das 20 cidades e seis estados que mais produziram cana em 2020
- Quanto a cana ocupa nos territórios das cidades
- Histórico da relação entre a quantidade de cana produzida e área colhida

Seca, geadas e queimadas. A safra 2021/22 ficou marcada por uma das piores quebras já vistas pelo setor sucroenergético. Segundo números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), o Centro-Sul moeu 523,11 milhões de toneladas, queda de 13,6% em relação à temporada anterior, que tinha sido de bons resultados e somou 605,46 milhões de toneladas moídas.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2021 (janeiro a dezembro), foram produzidas 715,66 milhões de toneladas em todo o país. Em comparação com 2020, a diminuição foi de 5,5%, quebrando a sequência de estabilidade vista nos últimos três anos.

Outro dado nesse sentido vem do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que registrou o cultivo de 581,66 milhões de toneladas em 2021, o que representa uma retração de 12,3% ante 2020.

A divergência entre números se justifica pela metodologia utilizadas para o recolhimento dos dados. O IBGE levanta as informações junto às prefeituras de cada município, considerando também plantações de cana-de-açúcar para outros fins, como a produção de melaço e aguardente. O Mapa e a Unica, por sua vez, usam como base os números declarados apenas pelas usinas de etanol e açúcar.

O IBGE atualiza a sua base anualmente, considerando área colhida, volume produzido e valor pago pela cana. Conforme o instituto, dentre as mais de 5 mil cidades brasileiras, 57%, ou 3,18 mil, possuem plantações de cana em seus territórios.

As cidades com mais cana

Pelo segundo ano consecutivo, Uberaba (MG) é a líder do ranking das cem principais cidades produtoras de cana do Brasil. O cultivo, que chegou a 8,61 milhões de toneladas, foi feito em uma área de 107 mil hectares, correspondente a 23,7% do território municipal, de 452,40 mil hectares. Entre 2020 e 2021, a cidade mineira aumentou em 10% a área dedicada à cana.

Barretos (SP) foi a segunda colocada, com 6,59 milhões de toneladas. A plantação de cana corresponde a mais da metade do território, com 50,5%: dos 156,62 mil hectares, 79,15 mil hectares foram destinados à matéria-prima. No ano anterior, o município paulista ficou em sexto lugar na lista de produções, mas em 2021 conseguiu aumentar sua moagem em 15,5% e sua área plantada em 17,8%.

Mesmo com uma queda de 0,8% em sua produção, Rio Brilhante (MS) repetiu a colocação de 2020 e ficou em terceiro lugar, tendo cultivado 6,46 milhões de toneladas. Entre os 398,36 mil hectares da cidade, a cana representou 21% do total, com 83,48 mil hectares; esta área representa uma retração anual de 1,5% no total destinado à plantação.

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O quarto lugar também se repetiu, com Quirinópolis (GO) ocupando a colocação. O município registrou uma diminuição de 5,6% na produção anual, para 5,99 milhões de toneladas. A área destinada ao cultivo da cana caiu 1,4%, totalizando 75,89 mil hectares – 20% do seu território.

Depois do título em 2019 e do segundo lugar em 2020, Morro Agudo (SP) teve uma queda anual de 22,1% na produção e, agora, aparece na quinta posição da lista. Dos 138,81 mil hectares do município, a plantação de cana correspondeu a 71,3% do total, com 99 mil hectares, não apresentando variação entre um ano e outro.

Entre as cem principais cidades produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, 56 tiveram quedas em sua produção, 26 registraram aumento e 18 não contabilizaram variação em 2021. O cenário é contrário ao do ano anterior, quando 55 municípios viram sua produção crescer e as reduções atingiram apenas 22.

Nesta listagem, o maior aumento foi registrado pelo município de Rancharia (SP), com 56,5%, produzindo 4,63 milhões de toneladas. Desta forma, a cidade saltou da 48ª posição em 2020 para o nono lugar no levantamento mais recente.

Na outra ponta, a maior queda, de 34,9%, foi de Limeira do Oeste (MG). O município mineiro produziu quase 2 milhões de toneladas e caiu da 38ª posição no ano anterior para a 80ª em 2021.

São Paulo ainda é o estado com maior representatividade no ranqueamento, contando com 61 municípios. Na sequência estão Goiás (12), Minas Gerais (11), Mato Grosso do Sul (7), Mato Grosso (4) e Pernambuco (2). Alagoas, Rio de Janeiro e Tocantins tiveram uma representante cada.

Especificamente entre as 20 maiores produtoras de cana, houve três alterações. Subiram de posição: Rancharia (SP), da 80ª para a nona; Itumbiara (GO), da 23ª para a 15ª; e Ivinhema (MS), da 27ª para a 17ª. Já as que saíram da lista foram: Mineiros (GO), da 11ª para a 22ª; Ituverava (SP), da 13ª para a 40ª e Miguelópolis (SP), da 20ª para a 49ª.

Os dados completos da produção em 2020, por estado e município, assim como informações sobre área plantada, rendimento e o preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Rendimento e área colhida

Segundo o IBGE, a área total de cana colhida no Brasil caiu 0,4% em 2021, para 9,97 milhões de hectares, ante os 10,01 mil hectares vistos no ano anterior. Mesmo assim, considerando a área total do país, o cultivo de cana ocupou 1,2% do território, equivalente ao resultado dos dois anos anteriores.

Já o rendimento dos canaviais, índice medido pela relação entre a quantidade de cana moída no ano e a área colhida, ficou em 71,77 toneladas por hectare. Assim, foi registrada uma queda de 5,1% em relação ao ano anterior, quando o índice ficou em 75,6 t/ha.

Depois de mostrar estabilidade nos últimos seis levantamentos, a média está em um patamar próximo aos piores resultados da série histórica. Em 2014, o rendimento foi de 70,63 t/ha –apenas 1,7% abaixo do índice atual.

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Em relação à ocupação de cana em cada cidade, Areiópolis (SP) continua sendo o município com maior taxa de cana cultivada em sua área total. De seus 8,6 mil hectares, 98,1%, ou 8 mil hectares, foram dedicados à cultura.

Na ordenação por volume produzido, a cidade paulista ficou em 379º lugar, com 675,55 mil toneladas cultivadas. Mesmo mantendo o volume por pelo menos três anos, Areiópolis caiu três posições entre 2020 e 2021. Seu rendimento, por outro lado, manteve-se acima da média nacional, com 85,15 t/ha.

Em seguida, duas cidades pernambucanas se destacaram na listagem. Primavera teve 84% da sua área dedicada à matéria-prima, com uma moagem de 562,5 mil toneladas, aparecendo em 302º lugar no ranking geral. Já Sirinhaém registrou 82,8%, tendo cultivado 1,38 milhão de toneladas e conquistado a 85ª posição. No ano anterior, os canaviais de ambos os municípios representavam cerca de 66% de seus territórios.

Outras três cidades do estado de São Paulo contaram com uma grande porcentagem de seu território dedicado à cana: Santa Lúcia (89,7%), com uma produção de 1,03 milhões de toneladas; Jaboticabal (81,5%), que moeu 5,18 milhões de toneladas; e Ipaussu (80,4%) com 1,33 milhões de toneladas.

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Além disso, 13 cidades registraram entre 70% e 80% de sua área total dedicada ao cultivo de cana-de-açúcar. Outras 34 ocuparam entre 60% e 70% com a cultura e 54 municípios ficaram entre 60% e 50%. Mais de 800 cidades possuem canaviais em entre 1% e 50% de seus territórios, enquanto 1,89 mil contam com menos de 1%.

Cana por estado

No ranqueamento por estados, apenas três registraram aumentos em suas produções. O maior deles, 13,9%, foi em Alagoas, que somou 17,42 milhões de toneladas no período. Ele foi seguido por Pernambuco, com 5,2%, para 15,6 milhões de toneladas – este é o segundo aumento consecutivo do estado.

Mesmo com uma queda anual de 6,2%, São Paulo ainda se mantém como o maior estado produtor de cana-de-açúcar no Brasil, com o cultivo de 405 milhões de toneladas. Em 2020, o volume moído foi de 431,53 milhões de toneladas.

O estado ainda foi responsável por 56,6% da produção nacional, com 5,46 milhões de hectares colhidos a um rendimento de 74,14 t/ha. Ainda que a produtividade esteja acima da média brasileira, houve uma retração de 5,3% em comparação com o índice de 2020.

Em seguida, Goiás viu a produção cair 5,8%, para 72,01 milhões de toneladas, 10,1% do total produzido no país em 2021. Seu rendimento oscilou, mas ainda foi o maior registrado entre os dez principais estados produtores, com 77,72 t/ha.

Minas Gerais, que foi a segunda colocada em 2020, apresentou a maior retração da lista. Com uma variação negativa de 10,8%, sua produção chegou a 69,92 milhões de toneladas. Em uma área de 977,57 mil hectares, o estado teve um rendimento de 71,52 t/ha, queda anual de 8,3%.

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Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso também tiveram retrações, totalizando produções de 47,29 milhões, 37,51 milhões e 19,35 milhões de toneladas, respectivamente.

Os dez principais estados somam 97,1% de toda a cana-de-açúcar produzida no país, ou 695,21 milhões de toneladas. Tudo isso em uma área de 9,6 milhões de hectares e com rendimento médio de 68,38 t/ha.

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Levando em conta as outras unidades da federação, o ranking estadual se manteve praticamente intacto, com apenas duas alterações mais expressivas.

Espírito Santo subiu da 14ª colocação para a 12ª, com um aumento de 13,4% na sua produção, totalizando 2,92 milhões de toneladas. O Rio de Janeiro também subiu uma posição, para a 14ª, com uma moagem de 2,56 milhões de toneladas.

Já Minas Gerais desceu uma colocação, para terceiro, tendo registrado uma retração de 10,8% em sua produção, que totalizou 69,92 milhões de toneladas. Tocantins, com uma queda de 25%, caiu duas colocações, para a 15ª, e fechou o ano com 2,28 milhões de toneladas.

Além disso, Piauí e Pará inverteram posições, ficando respectivamente com o 17º e 18º lugar. O mesmo movimento foi registrado entre Rio Grande do Sul (19º) e Ceará (20º).

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Giully Regina – NovaCana

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