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Grupo Moreno finaliza processo de recuperação judicial antecipadamente

O cumprimento do plano foi reconhecido no último dia 15, com pagamento de R$ 1 bilhão aos credores

NovaCana 5 min de leitura

O grupo sucroenergético Moreno anunciou na última terça-feira, 16, o encerramento de sua recuperação judicial. De acordo com o comunicado interno da companhia, a decisão foi proferida no dia 15 de agosto pelo juízo da Vara Única da Comarca de São Simão.

De acordo com o texto, foi reconhecido o cumprimento do plano aprovado pelos credores, com um pagamento de R$ 1 bilhão, iniciado ainda em janeiro deste ano. O equivalente a 40% da dívida foi quitada com recursos próprios, ainda segundo a companhia, e a outra parte com uma operação de DIP Finance – uma modalidade de financiamento para empresas em recuperação judicial.

“É uma das primeiras vezes que se vê no Brasil um exit financing que permitirá à companhia pagar os credores, refinanciar parte da dívida e sair da recuperação judicial de forma antecipada”, afirma a companhia em seu site, onde lista todos os seus credores do plano.

Ainda em seu comunicado, a Moreno, que possui três usinas no estado de São Paulo, informou que, mesmo enfrentando eventos climáticos adversos, finalizou a safra 2021/22 com uma margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 53%, na ordem de R$ 1 bilhão. Além disso, a Moreno afirma que conta atualmente com um endividamento financeiro inferior a 1 vez em relação ao Ebitda.

No texto completo, exclusivo para assinantes, você confere todo o histórico do processo de recuperação judicial do grupo Moreno, além de perspectivas para o futuro da companhia.

O grupo sucroenergético Moreno anunciou na última terça-feira, 16, o encerramento de sua recuperação judicial. De acordo com o comunicado interno da companhia, a decisão foi proferida no dia 15 de agosto pelo juízo da Vara Única da Comarca de São Simão.

De acordo com o texto, foi reconhecido o cumprimento do plano aprovado pelos credores, com um pagamento de R$ 1 bilhão, iniciado ainda em janeiro deste ano. O equivalente a 40% da dívida foi quitada com recursos próprios, ainda segundo a companhia, e a outra parte com uma operação de DIP Finance – uma modalidade de financiamento para empresas em recuperação judicial.

De acordo com a decisão judicial, a sucroenergética fez o pagamento integral do débito concursal, com exceção de 0,18% do valor, que seria referente a credores não encontrados. Este montante deve ser depositado enquanto a companhia segue tentando localizar os credores.

“É uma das primeiras vezes que se vê no Brasil um exit financing que permitirá à companhia pagar os credores, refinanciar parte da dívida e sair da recuperação judicial de forma antecipada”, afirma a companhia em seu site, onde lista todos os seus credores do plano.

Ainda em seu comunicado, a Moreno, que possui três usinas no estado de São Paulo, informou que, mesmo enfrentando eventos climáticos adversos, finalizou a safra 2021/22 com uma margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 53%, na ordem de R$ 1 bilhão. Além disso, a Moreno afirma que conta atualmente com um endividamento financeiro inferior a 1 vez em relação ao Ebitda.

Processo de recuperação judicial

O grupo Moreno entrou com o pedido de recuperação judicial em setembro de 2019, quando contava com uma dívida de R$ 2 bilhões. Segundo informações do jornal Valor Econômico, na época, a decisão foi tomada devido a problemas nas negociações com bancos e após um período de inadimplência.

Embora a sucroenergética tivesse mais de sete mil credores, os bancos concentravam a maior parte do débito, com R$ 1,5 bilhão.

Para o pagamento, o plano de recuperação inicialmente considerava a venda de uma das unidades do grupo. As principais candidatas foram a Nova Moreno, localizada em Monte Aprazível (SP), e a Moreno, no município de Luís Antônio (SP).

Mas, após o grupo levantar R$ 1 bilhão, as vendas não foram necessárias. A decisão de manter os ativos foi firmada durante a sessão de aprovação do plano de recuperação, em novembro de 2020.

Antes da recuperação, o grupo chegou a negociar suas dívidas em 2016, quando assinou um acordo com credores e obteve 18 meses de carência para reestruturar seu débito, que totalizava R$ 1,5 bilhão.

Planos para o futuro

Em seu comunicado, o grupo Moreno declarou que, a partir de agora, inicia um novo ciclo, “com o propósito de se solidificar como uma das empresas mais importantes do setor”.

De acordo com a companhia, a nova fase compreende uma estrutura de capital adequada e com um ativo biológico superior a 100 mil hectares de área cultivada, com idade média de 2,9 anos. Além disso, a Moreno afirma possuir um parque industrial “bem cuidado” e que passa por “rigorosas manutenções”.

Com estes fatores alinhados, a companhia esperar aumentar a moagem entre 16% e 23%, considerando a sua cana própria.

“Aproveitamos essa oportunidade para agradecer a todos os nossos colaboradores, assessores da área jurídica e da área econômica e financeira, nossos fornecedores em geral, produtores rurais, parceiros agrícolas”, finaliza o comunicado.

Giully Regina – NovaCana

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