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Emissões de CRA de três grupos sucroenergéticos são avaliadas pela S&P

Somados, certificados de Cerradinho, Cocal e Coruripe correspondem a uma captação de R$ 1,25 bilhão

NovaCana 5 min de leitura

Em busca de recursos para investir no setor sucroenergético, uma das alternativas que tem ganhado espaço entre as usinas são os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Apenas nas primeiras semanas de abril, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings divulgou análises sobre as emissões de três grupos: Cerradinho, Cocal e Coruripe.

Destas, a emissão melhor classificada é a da Cocal, com a nota AA+ em escala nacional. Essa também é a única das avaliações que não é considerada preliminar, pois a S&P já recebeu os documentos legais da operação. Por sua vez, Cerradinho e Coruripe receberam as notas AA- e BBB-, respectivamente – todas as classificações estão dentro da faixa de grau de investimento, indicando baixa possibilidade de calote.

Saiba mais detalhes sobre as emissões – incluindo valor total, juros, datas de pagamento e fatores de mitigação de risco – no texto completo.

Em busca de recursos para investir no setor sucroenergético, uma das alternativas que tem ganhado espaço entre as usinas são os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Apenas nas primeiras semanas de abril, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings divulgou análises sobre as emissões de três grupos: Cerradinho, Cocal e Coruripe.

Destas, a emissão melhor classificada é a da Cocal, com a nota AA+ em escala nacional. Essa também é a única das avaliações que não é considerada preliminar, pois a S&P já recebeu os documentos legais da operação. Por sua vez, Cerradinho e Coruripe receberam as notas AA- e BBB-, respectivamente – todas as classificações estão dentro da faixa de grau de investimento, indicando baixa possibilidade de calote.

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Cocal

De acordo com a S&P, a emissão da Cocal será de R$ 250 milhões. O montante é superior aos R$ 243,95 milhões financiados pela companhia via BNDES em 2018, o terceiro maior resultado para um grupo sucroenergético no ano passado.

Além disso, o valor dos CRAs pode ser aumentado em até 20% por meio de lote adicional, chegando a R$ 300 milhões.

Ainda segundo a S&P, a primeira série é lastreada por Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) e tem juros remuneratórios equivalentes à variação da Taxa DI Over, acrescida de um spread de 1,5% ao ano. O pagamento dos juros, por sua vez, será semestral, enquanto o pagamento do valor principal ocorrerá em duas parcelas.

“A transação conta também com a garantia da cessão fiduciária de 15% do saldo líquido, conforme definido nos documentos da transação, do contrato de fornecimento de cana-de-açúcar a ser depositado na conta centralizadora”, relata a S&P.

Ainda assim, a agência de classificação de risco explica que a cessão fiduciária não implicou em alteração no rating anterior dos CRAs porque a garantia está exposta, por um lado, ao risco de desempenho da Cocal e, por outro, ao risco de crédito das contratantes.

Cerradinho

Já a Cerradinho, que recentemente foi avaliada com a nota AA- (em escala nacional) pela S&P, deve emitir R$ 200 milhões em CRAs – também com a possibilidade de elevação em até 20%, chegando a R$ 240 milhões.

Conforme o relatório, os certificados serão lastreados por debêntures devidos pela própria companhia e os juros serão equivalentes à Taxa DI Over, acrescida de um spread máximo de 1,55% ao ano. O pagamento dos juros será semestral e o do principal ocorrerá em cinco parcelas, a primeira em 2022 e a última em 2024, no vencimento final dos certificados.

Para a S&P, o rating preliminar AA- da emissão de CRAs é justificado porque envolve a mesma opinião de crédito da agência sobre as debêntures.

“O risco [de uma possível falta de recursos] foi mitigado porque a Cerradinho possui a obrigação de arcar com os pagamentos de despesas da transação e com eventuais impostos que possam incidir sobre as debêntures”, afirma e completa: “Além disso, a transação não está exposta ao risco de descasamento de taxas de juros e ao de carregamento negativo, uma vez que as taxas de juros e o cronograma de amortização das debêntures e dos CRAs se casam”.

Coruripe

Por fim, a Coruripe foi avaliada em relação a duas séries de uma mesma emissão: a primeira no valor de R$ 600 milhões e a segunda de R$ 200 milhões. Com a possibilidade de elevação de 20%, esses valores passariam para R$ 720 milhões e R$ 240 milhões, respectivamente.

Assim como acontece com a Cerradinho, os créditos serão lastreados por debêntures da própria Coruripe. Por isso, a nota preliminar da S&P para os CRAs também é a mesma da avaliação realizada sobre a sucroenergética, BBB- (escala nacional).

Outra semelhança entre as emissões está no fato de que, nos créditos da Coruripe, as taxas de juros e o cronograma de amortização das debêntures e dos CRAs também coincidem. Nesse caso, entretanto, a S&P explica que o risco foi mitigado porque a Coruripe irá criar um fundo de reserva para arcar com os pagamentos de despesas da transação. “A Usina Coruripe possui a obrigação de recompor esse fundo e arcar com eventuais impostos que possam incidir sobre as debêntures”, complementa.

De acordo com o documento da S&P, o pagamento dos juros será mensal. Para a primeira série, eles serão equivalentes à Taxa DI Over, acrescida de um spread de 3% ao ano. Já os juros da segunda série serão calculados de acordo com a Taxa DI Over, acrescida de um spread de 7% ao ano.

Além disso, o valor do principal da primeira série será amortizado entre 2020 e 2025. O montante de cada ano será dividido em oito parcelas, pagas de maio a dezembro. Em relação à segunda série, o pagamento será totalmente em 2025, também em oito parcelas.

Renata Bossle – NovaCana

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