Relação da ANP possui 19 empreendimentos em andamento, porém documento está desatualizado e duas unidades já operam
O número de usinas de etanol em processo de construção pode dar uma perspectiva da elevação no volume de biocombustível para os próximos anos. Porém, é preciso olhar para esses dados com cuidado.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), consultados em 22 de maio, 19 usinas estão em processo de construção no momento. Entretanto, a lista se demonstra desatualizada.
A unidade da FS, localizada em Primavera do Leste (MT), ainda consta como em construção, embora já esteja pronta e operando. Como ela também aparece dentre as 359 unidades autorizadas pela agência, o NovaCana a excluiu da contagem. Além dela, a usina da Nardini, situada em Aporé (GO), iniciou recentemente sua produção e também aparece nas duas listas.
Se os 17 empreendimentos restantes forem concluídos, eles podem adicionar 3,33 milhões de litros de etanol hidratado e 1,97 milhão de litros de anidro à capacidade produtiva diária brasileira. No total, seriam até 5,3 milhões de litros.
Entretanto, algumas unidades possuem impasses: quatro delas estão com o processo parado e duas desistiram da produção de etanol carburante.
Por sua vez, quatro unidades, conforme levantamento do NovaCana, têm finalização esperada para este ano e uma para janeiro de 2024. Uma sexta está prevista para 2025.
As cinco usinas restantes não puderam ser contatadas pela equipe do portal. Conforme os dados da ANP, uma delas estaria prevista para abril de 2023; duas possuem o status “obras concluídas: solicitação de autorização em análise”; uma depende de uma atualização do cronograma; e a última não apresenta nenhum dado.
No levantamento anterior, feito em março de 2022, 23 usinas estavam em construção; destas, 12 permanecem na listagem. Outras nove ficaram prontas e estão autorizadas a produzir e uma não fica com o seu status claro no processo.
O NovaCana traçou um panorama de cada uma das unidades em construção a partir dos documentos protocolados junto à ANP. Vale destacar que nem todos os dados presentes nos processos estão disponíveis para consulta.
Confira o resultado na versão completa e restrita para os assinantes do NovaCana. As informações incluem: nome, localização, matéria-prima, capacidade produtiva e previsão de início das 17 unidades.
O número de usinas de etanol em processo de construção pode dar uma perspectiva da elevação no volume de biocombustível para os próximos anos. Porém, é preciso olhar para esses dados com cuidado.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), consultados em 22 de maio, 19 usinas estão em processo de construção no momento. Entretanto, a lista se demonstra desatualizada.
A unidade da FS, localizada em Primavera do Leste (MT), ainda consta como em construção, embora já esteja pronta e operando. Como ela também aparece dentre as 359 unidades autorizadas pela agência, o NovaCana a excluiu da contagem. Além dela, a usina da Nardini, situada em Aporé (GO), iniciou recentemente sua produção e também aparece nas duas listas.
Se os 17 empreendimentos restantes forem concluídos, eles podem adicionar 3,33 milhões de litros de etanol hidratado e 1,97 milhão de litros de anidro à capacidade produtiva diária brasileira. No total, seriam até 5,30 milhões de litros.

Entretanto, algumas unidades possuem impasses: quatro delas estão com o processo parado e duas desistiram da produção de etanol carburante.
Por sua vez, quatro unidades, conforme levantamento do NovaCana, têm finalização esperada para este ano. Uma quinta está prevista para 2025.
As seis usinas restantes não puderam ser contatadas pela equipe do portal. Conforme os dados da ANP, uma delas estaria prevista para abril de 2023; uma estaria prevista para dezembro deste ano; duas possuem o status “obras concluídas: solicitação de autorização em análise”; uma depende de uma atualização do cronograma; e a última não apresenta nenhum dado.
No levantamento anterior, feito em março de 2022, 23 usinas estavam em construção; destas, 12 permanecem na listagem. Outras nove ficaram prontas e estão autorizadas a produzir e uma não fica com o seu status claro no processo.
O NovaCana traçou um panorama de cada uma das unidades em construção a partir dos documentos protocolados junto à ANP. Vale destacar que nem todos os dados presentes nos processos estão disponíveis para consulta.

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Neomille
Localizada em Maracaju (MS), a nova unidade da Neomille – empresa da Cerradinho voltada para os negócios de milho – deve ficar pronta em setembro, conforme a ANP; já a companhia cita o mês de outubro. O potencial esperado pela empresa é uma produção de até 3,1 milhões de toneladas de cana equivalente.
Além disso, a capacidade produtiva diária deve atingir 1,6 milhão de litros de anidro e 1,6 milhão de litros de hidratado a partir do milho. Nos processos relacionados à autorização de produção de etanol não há documentos disponíveis para consulta sobre o empreendimento em construção do grupo. -
Cedro
Localizada em Paranaíba (MS), a usina Cedro deverá ter capacidade de fabricar 580 mil litros de etanol hidratado por dia e 310 mil litros de anidro.
A usina – que inicialmente se chamaria Orbi, mas acabou sendo rebatizada – foi adquirida pela Pedra Agroindustrial em janeiro de 2022 e deve utilizar a cana-de-açúcar como matéria-prima. A previsão de conclusão presente no sistema da ANP é 2024, porém a Pedra informou ao NovaCana que a data seria 2025.
Segundo os documentos no sistema da ANP, entretanto, há um termo de arquivamento de processo eletrônico datado de 9 de fevereiro de 2023 e solicitado pela Cern, antiga proprietária da unidade. Um novo processo foi aberto pela usina pela Pedra Agroindustrial em 27 de junho de 2022. O documento inicial comunicava a construção e instalação da unidade produtora e o processo de compra da usina. -
Etamil Bioenergia
O comunicado de construção da Etamil Bionergia ocorreu em setembro de 2018, informando um investimento inicial de R$ 119,6 milhões. A unidade, que produzirá etanol a partir do milho, está em Campo Novo dos Parecis (MT) e deve fabricar 294 mil litros por dia de hidratado. Ela ficará integrada à usina do grupo Coprodia, que já produz etanol a partir da cana.
Ainda em 2018, a ANP informou que a companhia atendia a todos os requisitos para dar início às obras. Outras documentações, que não podem ser acessadas, foram enviadas ao longo de 2020, 2021 e 2022. Em maio de 2023, plantas e licenças foram anexadas ao processo.
O NovaCana entrou em contato com a empresa para saber a previsão de início das atividades, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. -
Itumbiara Energética
A empresa Itumbiara Energética, localizada em Itumbiara (GO), deverá ter capacidade produtiva de 150 mil litros de hidratado por dia.
Segundo o processo presente na ANP, a empresa pediu autorização para exercício da atividade de produção de etanol em 18 de fevereiro de 2022. Em 24 de junho do mesmo ano, solicitou a autorização de operação e vistoria junto à agência. Após o envio de plantas, relatórios, certificados e demais documentos relacionados à estrutura da usina, em 9 de março de 2023, a Itumbiara solicitou novamente uma vistoria; a situação se repetiu nos dias 13 e 17 de abril, quando a empresa fez o envio de documentações faltantes. Uma nova solicitação foi anexada em 9 de maio.
O NovaCana entrou em contato com a empresa que informou que a vistoria está agendada para 25 de maio. Após esta data, a companhia terá uma informação quanto ao início das operações; a perspectiva é que isso ocorra em junho deste ano. -
Aliança e Penápolis
No documento da ANP, consta que a Aliança e Penápolis, situada em Penápolis (SP), está com as obras concluídas e com solicitação de autorização em análise. O objetivo da usina seria produzir 120 mil litros de hidratado por dia a partir da cana-de-açúcar.
Conforme a empresa informou via telefone ao NovaCana, as obras estão concluídas, mas não há nenhuma previsão para o início das atividades na planta de etanol. A Aliança já produz açúcar na unidade.
A sucroenergética fez a solicitação de autorização de operação em outubro de 2019 e obteve uma licença de operação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) com validade até 28 de agosto de 2023. Após o processo ter ficado estagnado, em agosto de 2022 houve novas movimentações com envios de ofícios e certidões por parte da Aliança; também foi enviado o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A maioria dos documentos não estão disponíveis para visualização.
Na atualização mais recente, de 13 de abril deste ano, constam envios de novas certidões. Além disso, em 12 de abril foi realizada uma solicitação de vistoria. Em maio, um novo ofício foi anexado ao processo. -
Lazarotto Bioenergia
O comunicado de construção da planta da Lazarotto Bioenergia ocorreu em fevereiro de 2022. No documento, a empresa informou à ANP que pretendia produzir 120 mil litros de etanol ao dia e processar 290 toneladas de milho diárias. A companhia também estimou um prazo de 14 meses para pedir a solicitação de operação da unidade localizada em Tapurah (MT).
Porém, conforme a empresa informou via e-mail ao NovaCana, o processo está suspenso temporariamente. Ainda assim, no acompanhamento da ANP consta que a conclusão das obras ocorreria em junho deste ano.
Em outro documento, a Lazarotto informou que o investimento prévio de implantação do empreendimento seria de R$ 120 milhões. As documentações mais recentes anexadas ao processo são de abril de 2022.
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Destilaria Santo Antônio
Outra empresa com solicitação de autorização em análise é a Destilaria Santo Antônio, com capacidade estimada em 100 mil litros diários de hidratado e 60 mil litros de anidro.
Porém, conforme documentos, o processo de autorização de construção da unidade foi arquivado em 28 de junho de 2022. O termo detalha que não houve retorno da empresa desde junho de 2020 em relação aos ofícios enviados pela ANP.
O NovaCana entrou em contato com a destilaria e, por telefone, o responsável informou que o processo é antigo e, de fato, foi arquivado; a empresa só produz álcool para indústria química e cachaça.
Entre outubro de 2018 e junho de 2020, a Santo Antônio havia apresentado diversos documentos, como contrato social, licenças de operação, certidões, plantas, memoriais descritivos e demais documentações exigidas para operação da usina. -
Adamantium
No caso da Adamantium, localizada em Bariri (SP), os dados da ANP informam que as obras já foram concluídas e que a solicitação de autorização está em análise.
Segundo os documentos mais recentes disponíveis para acesso junto à agência, há uma licença de operação emitida pela Cetesb em 30 de abril de 2020, com validade até 30 de abril de 2022. Além disso, o sistema da ANP inclui dois processos para autorização de produção de etanol, sendo que um deles foi arquivado em abril de 2021.
A capacidade de moagem de cana informada, em documento de maio de 2021, era de 600 toneladas ao dia, com a produção de 60 mil litros de etanol hidratado.
Em setembro de 2022, a usina enviou à ANP um documento solicitando o adiamento do prazo para atendimento das exigências por 60 dias. A justificativa para isso é que os Correios não teriam entregue um ofício enviado pela agência à Adamantium e que, quando a empresa soube do despacho, tentou retirá-lo na agência postal, mas o documento já havia voltado para a ANP.
O texto prossegue mencionando o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), exigido pela agência, que também deveria ser enviado. Conforme a Adamantium, a execução do projeto pelo Corpo de Bombeiros estaria em fase de conclusão final e a vistoria deveria ser feita em breve.
Após este documento, as últimas atualizações presentes no processo são um comprovante de inscrição e de situação cadastral da usina, além de um ofício que não pode ser acessado.
O NovaCana entrou em contato com a empresa, que informou ainda estar na etapa documental a fim de cumprir as exigências postas pela ANP. A Adamantium não pediu a vistoria até o momento tampouco tem data prevista para início das operações. -
Fermap
Localizada em Ipiranga do Norte (MT), A Fermap deverá produzir 60 mil litros de etanol por dia a partir do milho – já a capacidade de processamento informada foi de 150 toneladas do grão por dia.
O investimento prévio de implantação informado em janeiro de 2022 pela empresa foi de R$ 65 milhões. Depois disso, nenhuma outra documentação foi anexada ao processo.
Conforme a empresa reportou ao NovaCana via e-mail, a previsão de início das operações é para agosto deste ano. As ANP, por sua vez, informa que a agência aguarda atualização de cronograma. -
Álcool Safra
A Álcool Safra possui um empreendimento em construção em Rio Claro (SP), onde deverá produzir 60 mil litros de etanol hidratado ao dia. Atualmente, dois processos para autorização de produção de etanol constam no sistema da ANP.
O documento mais antigo é de junho de 2022 e se trata de um contrato social. Naquele mês, a companhia solicitou junto à agência o cadastro como produtor de etanol. O documento informa a dificuldade no contato telefônico e explica que a empresa possui uma destilaria de etanol de milho para uso interno. O cadastro junto à ANP, então, serviria para abrir a possibilidade de venda do produto como combustível. Após o envio de certidões e licenças, a companhia enviou um novo arquivo informando a abertura do segundo processo, pois houve ajuste na planta.
Com isso, em dezembro de 2022, a Álcool Safra fez nova solicitação de autorização do exercício da atividade, encaminhando os papéis pertinentes. Outro documento informou uma capacidade produtiva máxima de 30 mil litros diários de etanol, o que difere da perspectiva inicial e do que consta listagem da ANP. A mais recente documentação presente no processo é um ofício, de abril deste ano, mas que não pôde ser acessado.
O NovaCana entrou em contato com a empresa, porém não obteve retorno até a publicação desta reportagem. -
Boa Vista
Localizada em Carazinho (RS), a usina Boa Vista deverá produzir 50 mil litros de hidratado ao dia a partir do milho. A previsão de finalização das obras era de abril de 2023.
Conforme documentos presentes no sistema da ANP, a empresa comunicou, em 21 de maio de 2021, a construção da planta e solicitou autorização. Na oportunidade, a empresa enviou alguns documentos necessários para isso. Em 28 de maio, outro papel informava um investimento prévio de R$ 35 milhões para a implantação da usina.
Outra documentação protocolada na ANP incluía mais matérias-primas que seriam usadas pela usina – além do milho, seriam processados sorgo, triticale, trigo e batata-doce.
Em 10 de junho de 2021, a agência informou que a empresa cumpria os requisitos para dar inícios às obras e relembrou que, após a construção, deveriam ser requeridas as autorizações de exercício da atividade e de operação.
Já em 18 de junho de 2022, a Boa Vista enviou à agência seu cronograma de obras e a declaração de investimento da planta; dessa vez, o montante excedia em R$ 10 milhões o informado anteriormente. Depois disso, nenhum outro documento foi anexado ao processo.
O NovaCana não conseguiu contato com a empresa até a publicação deste conteúdo. -
Nova Geração
De acordo com a ANP, a Nova Geração Biocombustíveis, localizada em Tabaporã (MT), solicitou a autorização de construção em maio de 2020. A usina teria capacidade produtiva de 40 mil litros de etanol diários a partir de cereais. Apesar disso, conforme a empresa informou ao NovaCana por telefone, o processo está parado.
Após a solicitação junto à ANP, a empresa enviou a estimativa de investimento e cronograma de obras. Em um dos documentos, a estimativa de conclusão da construção era para dezembro de 2022.
Os dados mais recentes presentes no processo, no entanto, datam de junho de 2021. Segundo a ANP, a agência aguarda a atualização do cronograma do empreendimento. -
Cristais
Com uma produção diária estimada em 37 mil litros por dia, a Destilaria Cristais também consta como finalizada e com solicitação de autorização em análise.
Porém, o NovaCana entrou em contato com a empresa, que informou estar em construção; a companhia ainda relatou que não pretende produzir etanol, apenas cachaça. Questionada se em algum momento houve interesse na produção do biocombustível, a empresa não retornou até a publicação dessa reportagem.
Ainda assim, os documentos mais recentes foram enviados à ANP entre março e junho de 2022, tratando-se de plantas e de diversos relatórios fotográficos e de inspeção.
Antes disso, em 2019, a empresa já havia solicitado a regularização de uma planta de etanol. Uma ficha cadastral, datada de abril de 2020, apresenta uma capacidade de processamento estimada em 1,08 mil toneladas de cana ao dia e uma produção de 124 mil litros de etanol hidratado, também ao dia. -
Destilaria TJ
Situada em Sorriso (MT), a destilaria TJ deverá produzir 30 mil litros de etanol hidratado ao dia a partir de cereais. O NovaCana entrou em contato com a empresa, que informou que o início das atividades está previsto para julho.
No caso da empresa, existem dois processos junto à ANP para autorização da produção de etanol. No primeiro deles, o pedido de construção data de novembro de 2019; ele não pôde ser consultado. Em outubro de 2020, a empresa enviou um ofício solicitando a autorização de exercício da atividade de produção de biocombustíveis, autorização de operação e vistoria. Além disso, também informou a capacidade máxima produtiva da planta.
Um laudo de vistoria e um ofício foram anexados ao segundo processo em janeiro de 2022, porém também não podem ser consultados. Após isso, não houve mais atualizações. -
São Simão Bioenergia
De acordo com os documentos disponíveis no processo da ANP, as movimentações em relação à São Simão Bioenergia ocorreram somente entre 2020 e 2021. Apesar do dado não estar na listagem de usinas em construção da ANP, um documento de março de 2021 atesta que a capacidade máxima produtiva da produtora deverá ser de 60 mil litros diários de etanol hidratado.
Um documento protocolado no mesmo mês ainda solicitava a autorização para exercício da atividade de produção de etanol, enquanto outro trata do envio de itens exigidos pela ANP para outorga da autorização. O anexo mais recente ao processo é um e-mail enviado pela agência, em maio deste ano, solicitando o atendimento de um ofício anterior dentro de 30 dias, sob pena de encerramento do processo por omissão da empresa.
O NovaCana não conseguiu contato com a São Simão até a publicação desta reportagem. -
CB Bioenergia
A mais recentemente unidade da lista é a CB Bioenergia, que passou a constar em 19 de maio. A usina, localizada em Santiago (RS), deverá produzir 24 mil litros de etanol hidratado a partir do trigo como matéria-prima. Conforme dados da ANP, a previsão de conclusão do empreendimento é dezembro de 2023, porém, segundo a empresa informou ao NovaCana, a previsão é para janeiro de 2024.
O NovaCana não conseguiu encontrar o processo ligado à produção de etanol da companhia no sistema da agência reguladora. -
Triex Bioenergia
A Triex Bioenergia fez seu requerimento de ficha cadastral, solicitação de autorização e de vistoria em março deste ano. A empresa também já enviou algumas certidões, licenças e plantas para a ANP.
A unidade, localizada em Arroio do Meio (RS), deve produzir mil litros diários de etanol hidratado a partir da batata.
O NovaCana entrou em contato com a empresa para obter informações de finalização do projeto, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O grupo já possui uma unidade, localizada em Nova Santa Rita (RS).
As usinas prontas: FS e Nardini
Apesar de ainda constar na listagem de usinas em construção da ANP, a unidade da FS localizada em Primavera do Leste (MT) obteve autorização para produzir 1,7 mil litros de etanol anidro e 1,77 mil litros de hidratado ao dia.
No sistema da agência, o processo foi arquivado logo no início de maio. A vistoria da unidade foi solicitada pela companhia em janeiro de 2022, pedindo que ela fosse adiantada para março de 2023. Segundo os papéis, foram investidos R$ 2,3 bilhões nas obras.
Ainda que também siga constando dentre as unidades em constrição, a unidade da Nardini localizada em Aporé (GO) já está operando com capacidade de 550 mil litros de hidratado ao dia. A estimativa presente nos dados da ANP era de conclusão de obras em abril de 2023, com capacidade produtiva estimada em 435 mil litros diários de hidratado.
Conforme os dados no sistema da agência, o processo iniciou em dezembro de 2021. Em 23 de janeiro, a Nardini solicitou a autorização para exercício da atividade de produção de biocombustíveis e enviou os documentos necessários. A vistoria ficou agendada para 19 de abril deste ano.
A Nardini já possui uma usina, localizada em Vista Alegre do Alto (SP).
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana