Segundo a S&P, o rebaixamento se baseia no fato de a Usina Caeté ter deixado de efetuar o pagamento de suas obrigações. Com a nova avaliação, companhia entra em cenário de default (calote)
Classificada como parte de um grupo de empresas expostas a “um risco financeiro classificado de significante a agressivo”, a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra, teve seus ratings de crédito corporativo rebaixados pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings.
Segundo a S&P, o rebaixamento se baseia no fato de a Usina Caeté ter deixado de efetuar o pagamento de suas obrigações. Com a nova avaliação, companhia entra em cenário de default (calote). A agência de risco frisa que espera uma reestruturação de dívida da companhia.
Classificada como parte de um grupo de empresas expostas a “um risco financeiro classificado de significante a agressivo”, a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra, teve seus ratings de crédito corporativo rebaixados pela agência de classificação de risco S&P Global Ratings.
A sucroalcooleira foi reclassificada de CCC para D na escala global e de brCCC para D na Escala Nacional Brasil. Ao mesmo tempo, os ratings das dívidas secured (com garantias) da empresa também declinaram de CCC para D.
De acordo com as definições de ratings da S&P, um devedor avaliado em D é considerado em cenário de default (calote), salvo se a agência acreditar que esses pagamentos serão realizados dentro de um período de carência determinado.
No documento de avaliação da Usina Caeté, a agência de risco frisou não esperar que “a empresa realize os pagamentos nos próximos cinco dias úteis ou dentro de algum outro período de carência estabelecido. Em vez disso, a empresa fará uma reestruturação de dívida”, destaca.
O rebaixamento se baseia no fato de a Usina Caeté ter deixado de efetuar o pagamento de juros e do principal de dívidas em 29 de julho de 2016. As obrigações não pagas são referentes às suas debêntures, empréstimos a prazos e a outras dívidas com garantia, que, segundo a agência, representam quase todo o endividamento da companhia.
A S&P frisa que reavaliará os ratings da empresa assim que ela conseguir negociar os termos com seus credores e ajustar sua estrutura de capital.
Capacidade de recuperação
Apesar dos rebaixamentos, a S&P reafirmou a avaliação sobre a capacidade de recuperação da Usina Caeté. A agência manteve o rating de recuperação em nível 2, o que representa uma expectativa substancial de recuperação (entre 70%-90%) em caso de default.
Além disso, a S&P removeu todos os ratings da listagem CreditWatch com implicações negativas, na qual os ratings da companhia foram colocados em 27 de junho de 2016. Isso demonstra que a S&P diminuiu a probabilidade que hajam novo agravamento em suas notas de crédito em breve.
Marina Gallucci – NovaCana