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Prêmio do açúcar brasileiro aumenta em meio a gargalos logísticos

Tradings aumentam os prêmios para embarques agendados, enquanto os terminais Copersucar e Tiplam registram um tempo de espera médio de 10 e 13 dias, respectivamente

NovaCana 4 min de leitura

Por Nicolle Monteiro de Castro*

Os problemas logísticos que o Brasil vem enfrentando na exportação de açúcar bruto estão levantando preocupações no mercado sobre possíveis atrasos na entrega do adoçante aos consumidores finais em junho. Com isso, algumas tradings optaram por aumentar os prêmios pelos embarques agendados.

O Brasil tem desempenhado um papel importante na redução do déficit global de açúcar em 2019/20 (outubro a setembro), pois está maximizando sua produção da commodity nos primeiros meses da safra. Entretanto, os gargalos logísticos podem dificultar o fluxo.

Desde meados de maio, as tradings de açúcar sugerem lances mais altos para os embarques agendados com o objetivo de diminuir sua exposição a uma longa fila de navios no terminal da Rumo. Por lá, de acordo com agência marítima Unimar, o tempo de espera para atracar é, em média, de 29 dias.

Nesta quinta-feira (21), a S&P Global Platts avaliou o açúcar bruto para embarque em junho com um prêmio de 23 pontos em relação ao contrato futuro de açúcar nº 11 de Nova York. Trata-se de um aumento de 19 pontos em relação a 11 de maio, quando os contratos com entrega em junho se tornaram aqueles com data de expiração mais próxima.

Por Nicolle Monteiro de Castro*

Os problemas logísticos que o Brasil vem enfrentando na exportação de açúcar bruto estão levantando preocupações no mercado sobre possíveis atrasos na entrega do adoçante aos consumidores finais em junho. Com isso, algumas tradings optaram por aumentar os prêmios pelos embarques agendados.

O Brasil tem desempenhado um papel importante na redução do déficit global de açúcar em 2019/20 (outubro a setembro), pois está maximizando sua produção da commodity nos primeiros meses da safra. Entretanto, os gargalos logísticos podem dificultar o fluxo.

Desde meados de maio, as tradings de açúcar sugerem lances mais altos para os embarques agendados com o objetivo de diminuir sua exposição a uma longa fila de navios no terminal da Rumo. Por lá, de acordo com agência marítima Unimar, o tempo de espera para atracar é, em média, de 29 dias.

Nesta quinta-feira (21), a S&P Global Platts avaliou o açúcar bruto para embarque em junho com um prêmio de 23 pontos em relação ao contrato futuro de açúcar nº 11 de Nova York. Trata-se de um aumento de 19 pontos em relação a 11 de maio, quando os contratos com entrega em junho se tornaram aqueles com data de expiração mais próxima.

Nos termos de negociação padrão para um a dois navios com cais determinado, as ofertas para envios em junho ficaram com um prêmio em torno de 22 pontos ante o contrato futuro de julho. Ao mesmo tempo, compradores indicaram um prêmio de 30 pontos em qualquer embarque, excluindo a Rumo, com o objetivo de garantir que o navio partisse em junho.

O acompanhamento da fila de navios aguardando açúcar no Brasil mostrou que os embarques com cais determinado deveriam exportar 2,59 milhões de toneladas até 17 de julho. Deste volume, 67,3% ou 1,74 milhão de toneladas foram declarados para a Rumo.

Por sua vez, os terminais Copersucar e Tiplam apresentaram um tempo médio de espera de 10 e 13 dias, respectivamente.

Considerando a taxa diária de carregamento no terminal de Rumo em 40 mil toneladas, o terminal precisaria de 43 dias para exportar o total de açúcar declarado, considerando que o clima seja favorável.

Na quarta-feira (20), a diferença de preços entre os contratos julho e outubro em Nova York passou de -18 pontos na média desde 1º de maio para uma inversão de +3 pontos. O principal motivo foi a perspectiva de uma forte demanda na pronta entrega.

* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts

Com tradução NovaCana

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