Expectativa da Williams é referente a navios com cais determinado até 29 de junho; em abril, volume de açúcar exportado foi de 1,28 milhão de toneladas
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O Brasil exportou 1,283 milhão de toneladas de açúcar em abril – o maior volume para o mês desde 2017 – conforme apontam dados da agência marítima Williams publicados nesta quinta-feira (14). O movimento coincide com o aumento da produção da commodity após a maximização da produção de etanol nas duas últimas temporadas.
Além disso, de acordo com a Williams, os navios com cais determinado devem exportar 2,6 milhões de toneladas do açúcar brasileiro até 29 de junho. O valor é triplamente superior ao montante registrado no mesmo período de 2019 e 2018.
Os produtores do Centro-Sul passaram a considerar a possibilidade de maximizar a produção de açúcar na safra 2020/21 quando os preços internacionais começaram a subir em resposta às previsões do primeiro déficit global desde 2015/16 (temporada de outubro a setembro).
Logo após aquele déficit, calculado em 6 milhões de toneladas, o Centro-Sul exportou mais de 24,56 milhões de toneladas de açúcar em 2017/18 (abril a março), com 1,48 milhão de toneladas em abril. Naquela safra, a região processou 596 milhões de toneladas de cana e converteu 46,46% dela em 36,06 milhões de toneladas de açúcar.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
O Brasil exportou 1,283 milhão de toneladas de açúcar em abril – o maior volume para o mês desde 2017 – conforme apontam dados da agência marítima Williams publicados nesta quinta-feira (14). O movimento coincide com o aumento da produção da commodity após a maximização da produção de etanol nas duas últimas temporadas.
O número é inferior ao divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, que contabilizou 1,55 milhão de toneladas. A princípio, a diferença pode ser atribuída às diferentes metodologias adotadas.
Além disso, de acordo com a Williams, os navios com cais determinado devem exportar 2,6 milhões de toneladas de açúcar brasileiro até 29 de junho. O valor é triplamente superior ao montante registrado no mesmo período de 2019 e 2018.
Os produtores do Centro-Sul passaram a considerar a possibilidade de maximizar a produção de açúcar na safra 2020/21 quando os preços internacionais começaram a subir em resposta às previsões do primeiro déficit global desde 2015/16 (temporada de outubro a setembro).
Logo após aquele déficit, calculado em 6 milhões de toneladas, o Centro-Sul exportou mais de 24,56 milhões de toneladas de açúcar em 2017/18 (abril a março), com 1,48 milhão de toneladas em abril. Naquela safra, a região processou 596 milhões de toneladas de cana e converteu 46,46% dela em 36,06 milhões de toneladas de açúcar.
Entre 1º de setembro de 2019 e 13 de maio de 2020, o contrato futuro de açúcar nº 11 de Nova York, convertido em real, subiu 34% e alcançou R$ 1.341/t. O maior valor neste período foi registrado em 12 de fevereiro, com R$ 1.513/t. Este também foi o preço mais alto na moeda local desde 17 de novembro de 2016, quando o açúcar foi negociado a R$ 1.522/t.
O movimento foi impulsionado pelas expectativas de queda na produção de Tailândia e Índia, relacionadas à previsão de clima seco. Além disso, o real teve uma baixa recorde em relação ao dólar na quarta-feira, sendo cotado a R$ 5,9007/US$, o que representa uma queda de 47,2% desde 1º de janeiro. Os preços do açúcar em Nova York, por sua vez, são negociados em dólares por libra-peso.
A análise da S&P Global Platts estima que as produções indiana e tailandesa combinadas cairão 13,1 milhões de toneladas em 2019/20 (outubro-setembro). Este resultado dá ao Brasil uma margem de manobra para aumentar sua produção de açúcar, estimada em 8,2 milhões de toneladas.
Agora, uma das principais preocupações entre as tradings de açúcar é a capacidade logística do Brasil para exportar a enorme safra de açúcar esperada, uma vez que alguns gargalos já estão se desenvolvendo, mesmo há pouco menos de dois meses no início da temporada. Atualmente, o tempo médio entre a chegada e a data prevista de partida no maior terminal de açúcar do Brasil, da Rumo, é de 27 dias.
No mercado físico de açúcar, as ofertas para navios com cais já determinado para embarque em junho atingiram um prêmio de 7 pontos em relação aos navios que precisam aguardar por um espaço para atracar. Isso indica que o mercado está disposto a pagar mais para receber o açúcar mais rapidamente.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana