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Novas debêntures da Colombo devem promover plantio e manejo da cana até 2028/29

Projeto aprovado pela sucroenergética junto ao MME é direcionado às três usinas do grupo e tem vencimento previsto para março de 2029

NovaCana 5 min de leitura

As três usinas do grupo Colombo conquistaram uma alternativa para o financiamento de seus investimentos no campo. Uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 19, traz a habilitação de um projeto da sucroenergética como investimento prioritário.

Assim, a companhia pode realizar a emissão de debêntures com incentivos aos investidores. “O objetivo é aumentar a disponibilidade de cana nas próximas safras e manter o mix de 55% para a produção de etanol, com o consequente aumento global de produção de etanol pelo grupo”, detalha.

Segundo o documento, os recursos devem ser direcionados para manutenção, renovação e melhoria dos canaviais do grupo entre as safras 2023/24 e 2028/29. Desta forma, a conclusão do projeto está prevista para março de 2029.

Ainda de acordo com a portaria, os gastos em plantio podem envolver também o preparo de solo e tratos culturais após o cultivo. Além disso, uma parcela do valor deve ser direcionada aos tratos culturais da cana já plantada.

Saiba mais sobre o projeto de investimentos da Colombo, o perfil do endividamento da companhia e as emissões de debêntures incentivadas pelo setor sucroenergético no texto completo (exclusivo para assinantes).

As três usinas do grupo Colombo conquistaram uma alternativa para o financiamento de seus investimentos no campo. Uma portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 19, traz a habilitação de um projeto da sucroenergética como investimento prioritário.

Assim, a companhia pode realizar a emissão de debêntures com incentivos aos investidores. “O objetivo é aumentar a disponibilidade de cana nas próximas safras e manter o mix de 55% para a produção de etanol, com o consequente aumento global de produção de etanol pelo grupo”, detalha.

Segundo o documento, os recursos devem ser direcionados para manutenção, renovação e melhoria dos canaviais do grupo entre as safras 2023/24 e 2028/29. Desta forma, a conclusão do projeto está prevista para março de 2029.

Ainda de acordo com a portaria, os gastos em plantio podem envolver também o preparo de solo e tratos culturais após o cultivo. Além disso, uma parcela do valor deve ser direcionada aos tratos culturais da cana já plantada.

O valor previsto para a captação, entretanto, não foi divulgado.

Debêntures e endividamento

A aposta na emissão de debêntures incentivadas não é uma novidade para a Colombo. A primeira vez que a companhia gerou este tipo de papel foi em agosto de 2021, no valor de R$ 400 milhões.

Além disso, de acordo com o relatório financeiro da Colombo referente à safra 2022/23, a posição dos débitos de longo prazo com debêntures somava R$ 500,47 milhões em 31 de março de 2023. O valor representa uma queda de 8,9% ante o valor registrado um ano antes.

Segundo o documento, aliás, a companhia teve uma redução de 1,2% na sua dívida bruta com empréstimos e financiamentos, que era equivalente a R$ 1,84 bilhão no encerramento da temporada. Dentro deste montante, R$ 198,75 milhões se referiam aos débitos com vencimento ao longo da safra 2023/24, retração de 55,2% ante os valores contabilizados um ano antes como dívidas de curto prazo.

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Desta forma, R$ 1,64 bilhão se referem a empréstimos com prazo de vencimento superior a um ano, alta de 15,7% na comparação anual. Conforme a companhia, o montante é composto principalmente pelas debêntures, por captações para capital de giro que totalizavam R$ 734,51 milhões (+51,9%) e por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) que somavam R$ 418,68 milhões (+5,3%).

“No fechamento da safra 2022/23, a companhia detinha 53,3% do seu endividamento no mercado bancário e o restante estava alocado no mercado de capitais”, afirma o relatório, que segue: “As duas emissões (CRA e debênture), na avaliação da companhia, foram alternativas bastante atrativas do ponto de vista de custo e prazo”.

Considerando as disponibilidades de caixa, a Colombo afirma ter encerrado a safra com um endividamento líquido de R$ 875 milhões, queda de 7,4% ante os R$ 944 milhões da temporada anterior.

Por sua vez, os investimentos totais da companhia somaram R$ 1,07 bilhão na temporada, alta anual de 31,2%. O documento aponta que os valores foram direcionados para os canaviais, com o objetivo de ampliar a produtividade em 2023/24, e para a indústria.

“A Colombo tem elevado seus investimentos, que têm sido direcionados não somente para o plantio e tratos agrícolas, mas também para a revitalização do maquinário e dos equipamentos, de modo a manter a operação pronta para o maior nível de moagem nas próximas safras”, detalha o texto.

Debêntures incentivadas

A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2019. Os recursos podem ser utilizados em atividades como renovação dos canaviais, manutenção das usinas e ampliação da capacidade de estocagem.

Conforme as regras estabelecidas, um projeto prioritário não será considerado implantado se houver um atraso superior a 50% em relação à data de conclusão do empreendimento. O acompanhamento e a comunicação dos prazos não cumpridos ficam sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além disso, na emissão pública das debêntures, as empresas devem destacar a data de publicação da portaria do MME e o compromisso de alocar os recursos obtidos de acordo com o projeto prioritário aprovado.

Por fim, a companhia deve guardar a documentação relativa ao uso destes recursos por até cinco anos após o vencimento dos papéis.

Renata Bossle – NovaCana

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