Nos últimos anos, o setor sucroenergético se tornou mais capitalizado: além de aproveitar um momento altista de preços, as usinas agora têm acesso a novos instrumentos para captação de recursos. Desenvolvidas para facilitar financiamentos, estas opções abriram um leque de possibilidades, trazendo novas formas para as companhias se relacionarem com os investidores.
Assim, muitas empresas do setor passaram a emitir Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs), dispõe de acesso a Fundos de Investimento em Cadeias do Agronegócio (Fiagros) e, também, contam com incentivos governamentais para a geração de debêntures.
Esta última opção, aliás, foi liberada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para as sucroenergéticas a partir de junho de 2019. O principal objetivo era justamente alavancar o setor e aumentar a oferta de etanol, reduzindo seu custo unitário e, consequentemente, também o preço final para os consumidores.
Dentro desta operação, há vantagens tanto para o emissor quanto para o investidor. Do lado das sucroenergéticas, ela abre espaço para um maior alongamento da dívida, considerando que a legislação das debêntures condiciona um prazo médio de, no mínimo, quatro anos para os títulos. Já o comprador tem um benefício tributário: pessoas físicas tem isenção do imposto de renda ao investir nestes papéis.
De acordo com o boletim informativo de debêntures incentivadas elaborado pelo Ministério da Economia, o número de emissões pelo setor só tem aumentado desde a sua sanção – de janeiro a junho deste ano, o volume dos papéis emitidos ultrapassou R$ 3 bilhões. Em entrevista ao NovaCana, especialistas afirmaram que, apesar de depender de alguns fatores externos de mercado, a tendência para os próximos anos é de crescimento nas emissões do setor sucroenergético.
A diretora da área de divisão de mercado de capitais do UBS BB, Fernanda Motta, sustenta que, desde o início das operações incentivadas, as companhias do setor sucroenergético tem se beneficiado com as debêntures, principalmente com os prazos de vencimento. “Com este título você tem prazos maiores”, declara e completa: “É possível acessar outro bolso, como investidores que são fundos específicos de debêntures de infraestrutura”.
Em quatro anos, o setor sucroenergético já captou R$ 8,9 bilhões por meio das debêntures incentivadas. De acordo com o superintendente executivo da área de mercado de capitais do Santander CIB, Matheus Licarião, o crescimento acentuado dos números corrobora com a ideia de que os títulos são uma grande vantagem para o setor.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere mais detalhes sobre as emissões de debêntures incentivadas pelas sucroenergéticas nos últimos quatro anos, além de vantagens e diferenciais destes títulos.
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