Grupo teve resultado líquido de R$ 254,3 milhões, representando redução anual de 61,7%
Com três usinas operando, a Pedra Agroindustrial deve acrescentar uma quarta unidade em 2025. Localizada em Paranaíba (MS), a usina Cedro deverá ter capacidade para fabricar diariamente até 580 mil litros de etanol hidratado e 310 mil litros de anidro. O empreendimento foi adquirido pelo grupo em janeiro de 2022 e deve utilizar a cana-de-açúcar como matéria-prima.
No final do ano passado, inclusive, a empresa reverteu uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que indeferia o pedido da companhia para implantar e explorar a UTE Cedro.
Por ora, considerando as três usinas ativas do grupo, a moagem atingiu 10,65 milhões de toneladas na temporada 2022/23, uma redução de 5,3% no comparativo com as 11,25 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Além disso, as unidades produziram 670 milhões de litros de etanol, com baixa anual de 3,4%, e 350,1 mil toneladas de açúcar no período, também com retração de 19,6%. A energia produzida, por sua vez, chegou a 584,95 mil gigawatts-hora (-9,8%).
No período, a empresa teve um lucro de R$ 254,3 milhões, representando decréscimo de 61,7% no comparativo com 2021/22, quando ele foi de R$ 664,6 milhões. Este é o menor lucro da empresa desde os R$ 137,38 milhões obtidos em 2019/20.
Os números da Pedra Agroindustrial foram divulgados no final de junho pela companhia no jornal Gazeta de São Paulo.
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- Histórico de resultados
- Receita líquida
- Custos de produção
- Lucro bruto
- Perfil do endividamento
Com três usinas operando, a Pedra Agroindustrial deve acrescentar uma quarta unidade em 2025. Localizada em Paranaíba (MS), a usina Cedro deverá ter capacidade para fabricar diariamente até 580 mil litros de etanol hidratado e 310 mil litros de anidro. O empreendimento foi adquirido pelo grupo em janeiro de 2022 e deve utilizar a cana-de-açúcar como matéria-prima.
No final do ano passado, inclusive, a empresa reverteu uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que indeferia o pedido da companhia para implantar e explorar a UTE Cedro.
Por ora, considerando as três usinas ativas do grupo, a moagem atingiu 10,65 milhões de toneladas na temporada 2022/23, uma redução de 5,3% no comparativo com as 11,25 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Além disso, as unidades produziram 670 milhões de litros de etanol, com baixa anual de 3,4%, e 350,1 mil toneladas de açúcar no período, também com retração de 19,6%. A energia produzida, por sua vez, chegou a 584,95 mil gigawatts-hora (-9,8%).
No período, a empresa teve um lucro de R$ 254,3 milhões, representando decréscimo de 61,7% no comparativo com 2021/22, quando ele foi de R$ 664,6 milhões. Este é o menor lucro da empresa desde os R$ 137,38 milhões obtidos em 2019/20.

Os números da Pedra Agroindustrial foram divulgados no final de junho pela companhia no jornal Gazeta de São Paulo. O NovaCana entrou em contato com a Pedra para comentar os resultados, porém, a empresa não retornou até a publicação desta reportagem.
Breve queda na receita, aumento relevante nos gastos
O lucro bruto da empresa sofreu queda de 41,7% no comparativo anual, saindo de R$ 1,09 bilhão para R$ 636,68 milhões. A retração ocorreu por uma breve redução da receita operacional líquida e, principalmente, aumentos dos custos com os produtos vendidos.

Os ganhos operacionais da Pedra Agroindustrial reduziram em 0,8%, de R$ 3,07 bilhões para R$ 3,04 bilhões. Ainda assim, a receita foi a segunda maior da década da companhia.
Já os gastos saíram de R$ 1,94 bilhão para R$ 2,25 bilhões entre 2021/22 e 2022/23, com uma ampliação de 16,1%. Considerando o início da série histórica em 2012/13, a temporada foi a que teve os maiores custos, ultrapassando a marca de R$ 2 bilhões pela primeira vez.

Com isso, a relação entre os custos e as receitas foi de 74,1%, sendo que, na safra anterior, ela havia sido de 63,3%; alta de 10,8 pontos percentuais.
Este resultado implica que, a cada R$ 100 de receita, o grupo tinha gastos de R$ 74,10, gerando um lucro bruto potencial de R$ 25,90. Um ano antes, o valor era de R$ 36,66.
Perfil das dívidas
Em 31 de março deste ano, a dívida bruta da Pedra Agroindustrial era de R$ 2,09 bilhões – montante financeiro 79% acima da posição em 2022. Tanto os débitos de curto como os de longo prazo subiram, porém os valores do segundo caso foram mais substanciais.

O endividamento com vencimento em até 12 meses, portanto, somava R$ 510,9 milhões em 31 de março de 2023, incremento de 74,8% ante os R$ 292,31 milhões do ano anterior.
Já os débitos com vencimentos superiores a um ano subiram 80,4%, indo de R$ 876,82 milhões para R$ 1,58 bilhão no mesmo comparativo.
Gabrielle Rumor Koster - NovaCana