No total, 36 sucroenergéticas foram listadas entre as mil empresas com as maiores receitas líquidas do país em 2019
Existem diversos valores para ranquear empresas a partir de seus resultados. Entre eles estão a receita líquida, o lucro líquido, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o endividamento oneroso; quanto maiores estiverem os três primeiros e menor o último, melhor.
Estes são os quatro principais dados apresentados pela publicação Valor 1000, que compila anualmente as maiores empresas de diversos setores do país. O número utilizado para determinar o ranking, aliás, é a receita líquida.
Na amostra referente a 2019 há 36 sucroenergéticas, três a menos do que um ano antes, quando 39 empresas do setor entraram na lista.
Destas, somente sete empresas tiveram variação negativa de receita nos últimos dois anos. Já as outras 29 ampliaram seus ganhos com variações entre 1,5% e 46,7%. Com isso, a média das receitas das sucroenergéticas que figuraram no ranking aumentou 6,2%, ficando em R$ 2,49 bilhões.
A campeã neste quesito foi a Copersucar, com receita de R$ 29,91 bilhões. O valor sofreu um aumento anual de 2,7%, já que, um ano antes, a companhia tinha reportado um resultado de R$ 29,12 bilhões. Atualmente, a empresa comercializa a produção de 34 usinas pertencentes a 20 grupos econômicos.
Desde o início das publicações, em 2011, a Copersucar é a que se mantém com a maior receita líquida do setor de açúcar e etanol. Em 2019, o resultado inclusive rendeu à empresa a 25ª colocação no ranking geral da publicação do Valor Econômico, ainda que tenha perdido cinco posições no comparativo com 2018.
Confira, na versão completa, restrita para assinantes, os rankings de lucro líquido, Ebitda e endividamento oneroso, além do desempenho histórico das oito maiores empresas do setor e os resultados do grupo Raízen.
Existem diversos valores para ranquear empresas a partir de seus resultados. Entre eles estão a receita líquida, o lucro líquido, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o endividamento oneroso; quanto maiores estiverem os três primeiros e menor o último, melhor.
Estes são os quatro principais dados apresentados pela publicação Valor 1000, que compila anualmente as maiores empresas de diversos setores do país. O número utilizado para determinar o ranking, aliás, é a receita líquida.
Na amostra referente a 2019 há 36 sucroenergéticas, três a menos do que um ano antes, quando 39 empresas do setor entraram na lista.
Destas, somente sete empresas tiveram variação negativa de receita nos últimos dois anos. Já as outras 29 ampliaram seus ganhos com variações entre 1,5% e 46,7%. Com isso, a média das receitas das sucroenergéticas que figuraram no ranking aumentou 6,2%, ficando em R$ 2,49 bilhões.
A campeã neste quesito foi a Copersucar, com receita de R$ 29,91 bilhões. O valor sofreu um aumento anual de 2,7%, já que, um ano antes, a companhia tinha reportado um resultado de R$ 29,12 bilhões. Atualmente, a empresa comercializa a produção de 34 usinas pertencentes a 20 grupos econômicos.
Desde o início das publicações, em 2011, a Copersucar é a que se mantém com a maior receita líquida do setor de açúcar e etanol. Em 2019, o resultado inclusive rendeu à empresa a 25ª colocação no ranking geral da publicação do Valor Econômico, ainda que tenha perdido cinco posições no comparativo com 2018.
Tereos e Biosev, que controlam sete e dez usinas, respectivamente, mantiveram as segunda e terceira colocações em 2019. A Tereos apresentou uma receita de R$ 10,51 bilhões e a Biosev, de R$ 6,54 bilhões, ambas reportando aumentos no comparativo anual.
Em 2018, a Bunge (atual BP Bunge) estava em quarto lugar no ranking, porém sequer figura entre as 36 maiores do setor em 2019. Com isso, a Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial) e a São Martinho ganharam uma posição cada, ficando em quarto e quinto lugares, respectivamente.
Ambas apresentaram ampliações anuais em suas receitas líquidas. A Atvos, que controla nove usinas e está em recuperação judicial, registrou R$ 4,55 bilhões, com variação anual de 6,3%. Já a São Martinho, controladora de quatro unidades, reportou ganhos de R$ 3,69 bilhões, com variação de 9,9%.
A companhia, inclusive, foi considerada a melhor do setor sucroenergético, bem como “Empresa de Valor” pela publicação. Esta categoria considera somente as campeãs setoriais e leva em conta critérios além dos contábeis, como governança corporativa, envolvimento social e respeito ao consumidor e ao meio ambiente.

Dentre os grupos com os aumentos anuais mais significativos em suas receitas estiveram Olho D´Água (+46,7%), Melhoramentos (+46,1%) e Cerradinho (+44,3%). Na outra ponta, os que demonstraram as maiores reduções foram Clealco (-20,4%), Caeté (-16,3%) e Santa Terezinha (-12,3%).
Além disso, duas empresas entraram no ranking no comparativo com 2018, a SJC Bioenergia e a Caeté. Em contrapartida, cinco saíram dele: Bunge, Cocal, Batatais, Iaco Agrícola e Companhia Agrícola Colombo (a Usina Colombo, do mesmo grupo, segue na lista).
Entre os destaques em relação à colocação no ranking estão a Cerradinho, a Melhoramentos e a Olho D’Água. A primeira subiu da 24ª para a 16ª colocação; a segunda foi da 35ª para a 26ª; já a terceira ganhou dez posições, ficando em 28ª. Em oposição, a Clealco perdeu dez posições entre um ano e o outro, ocupando o 27º lugar em 2019.
Prejuízos gigantes derrubam média setorial
Diferentemente da receita líquida, o lucro líquido médio das companhias que aparecem no ranking teve variação negativa de 211,98% no comparativo com 2018, saindo do lucro médio de R$ 34,7 milhões para um prejuízo de R$ 38,86 milhões.
Neste caso, o resultado foi bastante influenciado pelos dois piores números: da Biosev, com perdas de R$ 1,55 bilhão, e da Atvos, com prejuízo de R$ 1,44 bilhão. Sem elas, a média dos 34 grupos restantes seria um lucro de R$ 46,8 milhões. A Biosev, aliás, ficou na oitava colocação entre os maiores prejuízos líquidos de toda a amostra nacional.
Neste quesito, em 2019, o melhor desempenho do setor foi o da São Martinho, que lucrou R$ 639 milhões e obteve uma variação anual positiva de 103%. Na publicação anterior, a companhia estava no segundo lugar.
Na sequência, a Adecoagro registrou ganhos de R$ 235,2 milhões. A empresa subiu duas posições no comparativo com 2018, embora tenha apresentado uma variação negativa de 16,2% no seu resultado.
Já a Usina Colombo e a SJC Bioenergia ficaram em terceiro e quarto lugares, com lucros de R$ 216,6 milhões e R$ 209,2 milhões, respectivamente. A primeira não teve este dado divulgado em 2018, enquanto a segunda não constava na lista.

A variações positivas mais significativas foram as da Ferrari, de 3.310,4%, e da Zilor, de 1.891%. Já as variações negativas mais expressivas foram reportadas pelas empresas Tereos Internacional (-658,1%) e Santa Fé (-422,7%).
Das 36 maiores do setor sucroenergético em 2019, somente oito tiveram prejuízos, mas 13 delas tiveram variações negativas em seus resultados no comparativo com o desempenho anterior.
Ainda que o ranking de 2019 tenha se modificado consideravelmente em relação a 2018, a alteração de maior destaque foi a coincidente troca de posições das empresas Zilor e Delta Sucroenergia. Na publicação mais recente, a Zilor ocupa o sexto lugar e a Delta, o 31º, sendo que, em 2018, elas estavam em colocações opostas.
Melhoria no desempenho operacional
No compasso do aumento da receita, o Ebitda – indicador que demostra o lucro das empresas antes da contabilização de juros, impostos, depreciações e amortizações – médio das sucroenergéticas teve um crescimento entre as publicações de 2018 e 2019. O incremento no valor foi de 26,55%, chegando a R$ 619,48 milhões.
Neste caso, a São Martinho registrou o melhor resultado pelo terceiro ano consecutivo, R$ 2,44 bilhões – o valor é 40,4% superior na comparação anual. Em seguida vem a Biosev, com R$ 2,26 bilhões e um aumento de 56,8%. Já a Atvos está em terceiro lugar, com R$ 1,66 bilhões, o que representa uma ampliação de 21,7%. Em 2018, Biosev e Atvos estavam em posições invertidas do ranking.

Das 36 companhias presentes na lista do Valor 1000, oito tiveram variações negativas em seu Ebitda no comparativo com o resultado precedente. As maiores pertenceram aos grupos Clealco e Lincoln Junqueira, com quedas de 77,2% e 31,3%, respectivamente. Em 2019, nenhuma das empresas da amostra reportou Ebitda negativo.
Já dentre as variações positivas, as maiores foram: Caeté (+177,3%), Zilor (+151,1%), Usina da Pedra (+135,2%) e Melhoramentos (+131,3%).
Dívidas em alta
Quando o assunto é dívida, houve um aumento de 32,9% entre uma análise e outra. Conforme a publicação, o endividamento oneroso médio das 36 companhias foi de R$ 2,19 bilhões em 2019. Este resultado demonstra os gastos mensais e obrigatórios com encargos financeiros, o que abrange taxas e juros, além de itens como debêntures, empréstimos e financiamentos.
Assim como um ano antes, a empresa com o maior endividamento oneroso foi a Atvos, chegando a R$ 11,91 bilhões; além disso, o indicador da empresa sofreu uma variação anual de 24,9%.
Em seguida está a Copersucar. Mesmo com a maior receita líquida do setor, ela ficou em segundo lugar neste quesito, com endividamento de R$ 8,25 bilhões. A variação percentual foi de 43,1% – um ano antes, ela ocupava a terceira posição.
Com isso, a Biosev caiu do segundo para o terceiro lugar, com endividamento oneroso de R$ 7,92 bilhões e variação de 28,9%.

Assim como aconteceu um ano antes, o menor endividamento foi o da Barralcool, R$ 21,2 milhões, e ainda houve uma redução de 43,8% no indicador. Além dela, outras quatro empresas apresentaram redução nos débitos.
Por outro lado, as empresas que apresentaram as maiores variações percentuais no endividamento oneroso foram Cerradinho (+81,8%), São Martinho (+77,3%) e Usina da Pedra (+51,6%). As variações deste indicador não foram disponibilizadas pelo Valor Econômico e foram calculadas pelo NovaCana com base nos dados da publicação de 2018.
Entretanto, dívidas elevadas nem sempre significam um mau desempenho. O valor pode representar um aumento nos investimentos, com débitos que serão quitados dentro do prazo estipulado.
Evolução dos maiores grupos do setor
Considerando a série histórica de resultados divulgados pelo Valor e compilada pelo NovaCana, a Copersucar, maior empresa do setor em receita líquida, registra aumentos progressivos nos ganhos desde 2014. A São Martinho, quinto lugar no ranking de receita em 2019, tem situação semelhante desde o início da série, em 2011.
Dentre os oito maiores grupos ordenados pela receita líquida, somente dois tiveram redução neste resultado no último ano: Tereos (-2,15%) e Lincoln Junqueira (-3,92%). Além disso, todos tiveram receitas acima dos R$ 2 bilhões. O aumento mais expressivo foi o da Zilor, de 14,97%. Isso representou uma melhoria significativa para a empresa, especialmente considerando que ela havia reportado retrações de receita em 2017 e 2018.

Observando os resultados líquidos, a Biosev coleciona números no vermelho desde 2012. Além disso, dos sete anos em que figurou na lista, a Atvos reportou prejuízos líquidos em cinco. Já a Tereos foi a companhia com maiores alternâncias entre lucros e prejuízos.
A São Martinho se destaca por registrar somente lucros desde o início da série histórica. Além dela, a Coruripe também apresentou todos os resultados no azul, porém só apareceu na lista em cinco oportunidades, sendo que em somente três delas teve seu lucro informado.
Já a Copersucar só teve um prejuízo no mesmo período. A trading ainda registra aumentos progressivos no endividamento oneroso desde 2015, enquanto a Zilor, desde 2012. A São Martinho, que entre 2014 e 2018 teve certa estabilidade nos débitos, passou para um aumento considerável em 2019.
Os dados de históricos trazidos pelo NovaCana se referem aos números publicados no ano correspondente ao da divulgação, não considerando possíveis revisões posteriores.
Raízen: melhoria no desempenho anual
Controladora de 26 usinas, a Raízen é a maior sucroenergética do país. Entretanto, ela não está entre as 36 maiores companhias do setor de açúcar e etanol já que, por conta da metodologia adotada pelo Valor 1000, as empresas do grupo foram reunidas e classificadas no setor de petróleo e gás, pois atuam com a distribuição de combustíveis.
Com uma receita líquida de R$ 120,58 bilhões em 2019, o número teve um aumento de 15,97% no comparativo com 2018. Este resultado rendeu à companhia o quarto lugar no ranking geral por receita líquida, mesma colocação de um ano antes.

Além disso, nos outros valores compilados, a empresa também teve bom desempenho. O lucro líquido foi de R$ 2,40 bilhões, representando um aumento anual de 7,19%. Já o Ebitda teve uma ampliação de 53,62% entre os dois anos, saindo de R$ 5,88 bilhões para R$ 9,03 bilhões.
Por outro lado, o endividamento oneroso da companhia cresceu 60,87% entre as duas últimas análises, passando de R$ 18,01 bilhões para R$ 28,97 bilhões.
NovaCana DATA
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana