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Elite do setor: Receita das maiores sucroenergéticas cai, mas Ebitda avança

Ranking traz resultados das 39 sucroenergéticas com maior receita líquida em 2018; disparidade de desempenho é evidente

NovaCana 10 min de leitura

Os resultados das principais empresas sucroenergéticas – ou, pelo menos, daquelas que tiveram maior receita – podem passar uma ideia sobre o andamento do mercado. Naturalmente, a amostra não é representativa do todo, mas analisar o desempenho destas companhias revela dados importantes sobre o setor.

Os indicadores de receita e lucro líquido, Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e endividamento oneroso das principais empresas do setor foram divulgados pelo Valor Econômico, no ranking Valor 1000, que, anualmente, indica as maiores empresas do país.

No levantamento referente a 2018 constam 39 sucroenergéticas, três a mais do que no ano anterior e dez a mais do que em 2016. Do total, apenas 16 apresentaram crescimento na receita líquida entre os dois últimos anos. Como as outras 23 apresentaram queda, a média da receita das companhias que aparecem no ranking diminuiu 2,3%.

A maior receita registrada foi a da Copersucar, que comercializa a produção de 35 usinas, pertencentes a 20 grupos. Em 2018, a trading recebeu R$ 29,12 bilhões – um aumento de 2% em relação aos R$ 28,55 bilhões registrados em 2017, quando também estava na primeira posição. Nos últimos anos, a empresa tem apresentado aumentos constantes, mesmo que pequenos.

Na sequência, estão alguns dos maiores grupos controladores de usinas do país, que também mantiveram as mesmas posições de 2017: Tereos Internacional, Biosev, Bunge, Atvos e São Martinho, respectivamente. A Biosev e a Atvos, no entanto, tiveram perda de receita no comparativo entre os anos.

A seguir, confira uma evolução histórica das 10 maiores empresas do setor e os resultados das 39 principais sucroenergéticas em 2018 nos seguintes indicadores:

- Receita líquida
- Lucro líquido
- Ebitda
- Endividamento oneroso

Os resultados das principais empresas sucroenergéticas – ou, pelo menos, daquelas que tiveram maior receita – podem passar uma ideia sobre o andamento do mercado. Naturalmente, a amostra não é representativa do todo, mas analisar o desempenho destas companhias revela dados importantes sobre o setor.

Os indicadores de receita e lucro líquido, Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e endividamento oneroso das principais empresas do setor foram divulgados pelo Valor Econômico, no ranking Valor 1000, que, anualmente, indica as maiores empresas do país.

No levantamento referente a 2018 constam 39 sucroenergéticas, três a mais do que no ano anterior e dez a mais do que em 2016. Do total, apenas 16 apresentaram crescimento na receita líquida entre os dois últimos anos. Como as outras 23 apresentaram queda, a média da receita das companhias que aparecem no ranking diminuiu 2,3%.

A maior receita registrada foi a da Copersucar, que comercializa a produção de 35 usinas, pertencentes a 20 grupos. Em 2018, a trading recebeu R$ 29,12 bilhões – um aumento de 2% em relação aos R$ 28,55 bilhões registrados em 2017, quando também estava na primeira posição. Nos últimos anos, a empresa tem apresentado aumentos constantes, mesmo que pequenos.

Na sequência, estão alguns dos maiores grupos controladores de usinas do país, que também mantiveram as mesmas posições de 2017: Tereos Internacional, Biosev, Bunge, Atvos e São Martinho, respectivamente. A Biosev e a Atvos, no entanto, tiveram perda de receita no comparativo entre os anos.

No levantamento mais recente, as maiores variações positivas foram as de Bazan (38,5%), São Martinho (31,7%) e Goiasa (24,9%), enquanto as maiores quedas foram as de Santa Terezinha (-22%), Da Mata (-21,3%) e Clealco (-16,1%).

valor1000 1 elite receita 2019

Um destaque na lista referente a 2018 é a Coruripe, que não constava no ano anterior e entrou direto no oitavo lugar. Desta forma, a Santa Terezinha e a Zilor perderam posições, enquanto a Lincoln Junqueira subiu.

As outras usinas que entraram na relação foram: Clealco, Cocal, Coruripe, Delta Sucroenergia, Goiasa e Usina da Pedra. Já as que saíram foram a Agropecuária Nossa Senhora do Carmo, a Coprodia e a Bela Vista.

Queda no lucro líquido

O lucro líquido das sucroenergéticas trouxe um cenário similar, especialmente na comparação com 2017. A média, por exemplo, também foi mais baixa, com R$ 34,7 milhões, o que representa a queda de 4,32% ante os R$ 36,3 milhões de 2017.

Em 2018, as duas primeiras posições se inverteram na comparação com o levantamento anterior: a Atvos ficou em primeiro lugar, com R$ 493,7 milhões, e a São Martinho em segundo, com R$ 491,7 milhões.

A mudança nas posições ocorreu principalmente pela melhora no resultado da Atvos, que viu seu lucro líquido crescer em 135,5%.

Ainda na comparação entre os dois anos, a queda da usina Batatais se destaca, com um prejuízo líquido de R$ 7 milhões no ano passado. Em 2017, a empresa estava na terceira posição, porém, o registro de uma variação negativa de 105,1% a levou para o 30º lugar.

Junto a ela, outras oito empresas registraram prejuízo em 2018, número maior que as cinco vistas em 2017. A maior perda pertence à Biosev, com R$ 1,2 bilhões – dessa forma, a companhia se mantém em último lugar, mesmo com a variação positiva de 5,6% entre os anos.

valor1000 2 elite lucro 2019

As maiores variações negativas foram de Santa Terezinha (-356,6%), Clealco (-141,5%) e Tereos Internacional (-132,5%), enquanto as positivas foram da Melhoramentos (813,8%), da Balbo (1.503,9%) e da Santa Adélia, sendo que esta última teve a incrível variação de 122.490,5%.

No total, foram 22 variações negativas contra 15 positivas em 2018.

Indicadores positivos

O Ebitda e o endividamento oneroso, por outro lado, trazem uma visão um pouco mais otimista sobre o setor em 2018. Em relação ao desempenho operacional das sucroenergéticas dentre as mil maiores, por exemplo, a variação da média foi positiva, diferente do visto no ano anterior.

Das 39 empresas que aparecem no ranking, apenas 37 tiveram o indicador publicado – foram omitidas a usina Colombo e a Companhia Agrícola Colombo – e, estas, tiveram uma média de R$ 489,6 milhões. Na comparação anual, isso representa uma variação de 13,3%.

As primeiras posições seguem as mesmas – São Martinho e Atvos, mesmo que esta tenha apresentado um resultado menor que o do ano anterior –, mas a terceira ficou com a Biosev, após a queda da Santa Terezinha graças à variação de negativa em 22,1%.

valor1000 3 elite ebitda 2019

Dentre todas as companhias, a Clealco foi a única que apresentou Ebitda negativo em 2018, de R$ 123,4 milhões, com uma variação de -473,5% no comparativo entre os anos. Este resultado condiz com o prejuízo líquido de R$ 572,9 milhões apresentado pela empresa.

Excluindo a Clealco, as piores variações foram da Ferrari Agroindústria (-58,5%), da Batatais (-48%) e da Usina da Pedra (-45,6%). Já as variações positivas de destaque foram: Goiasa (369,7%), São João (59,2%), Balbo (46,7%) e Santa Adélia (45,6%).

Além disso, a média do endividamento oneroso das empresas do setor caiu 14,66%, o que indica que os números diminuíram entre os anos. O indicador se refere às dívidas que geram despesas financeiras, como empréstimos, financiamentos e debêntures.

A Atvos segue em primeiro lugar dentre as companhias, com R$ 9,5 bilhões de endividamento. Porém, graças à redução de 25,8% na dívida, a companhia se aproximou mais do segundo lugar, ocupado novamente pela Biosev, que apresentou um aumento de 14,8% no indicador.

Outras quedas de destaque foram da Bevap Bioenergia, com 41,7%, que passou da décima para a 26ª posição; a da Da Mata Açúcar e Álcool (-14,2%); e a da Iaco Agrícola (-12,6%).

A diminuição no endividamento foi a realidade de dez empresas, enquanto 13 apresentaram aumentos entre os anos. Outras dez não apresentaram resultados em 2017 e quatro repetiram o valor de 2017.

valor1000 4 elite endividamento 2019

Desempenho dos principais grupos

Como muitos dados de 2017 e 2018 são os mesmos para algumas companhias, a análise da evolução das sucroenergéticas no período fica prejudicada. Porém, dentre as que apresentaram alterações no indicador da receita líquida, por exemplo, a Adecoagro foi a que teve a maior variação positiva (3,32%) e a Santa Terezinha, a maior negativa (21,99%).

Outras empresas que figuram dentre as dez maiores do setor no levantamento são a Copersucar (+1,97%), a Biosev (-12,27%), a Atvos (-0,33%) e a Zilor (-2,65%), além da São Martinho e da Tereos Internacional, cujos dados são os mesmos da análise anterior em todos os índices.

valor1000 5 elite grupos 2019

Nos anos analisados pela publicação, a Copersucar vem demonstrando um crescimento anual no indicador, exceto em 2014. Já a Zilor demonstra crescimentos e quedas pequenas, sucessivas, quase em uma tendência. A Adecoagro e a São Martinho cresceram desde 2015.

Já em relação ao lucro líquido, a Tereos, a Biosev, a Santa Terezinha e a Zilor registraram valores negativos. Mesmo assim, na comparação com o ano anterior, a Santa Terezinha piorou seu cenário em 356,45%, enquanto todas as outras observaram melhoras. A Biosev apresentou resultados negativos em todos os anos da análise.

As que registraram resultado positivo no indicador foram a Copersucar, a Atvos e a Adecoagro, sendo que a última demonstrou uma variação de 236,29% no índice. A São Martinho, que novamente apresentou os resultados referentes a 2017, é a única, entre as dez maiores que não registrou lucro líquido negativo desde 2011.

Sobre o Ebitda, apenas a Santa Terezinha demonstrou queda entre os dois últimos anos, de 22,57%. Já a Biosev apresentou uma variação positiva de 59,87%. A Adecoagro, com o crescimento de 12,15% no indicador, atingiu o seu maior valor desde 2011, após a queda observada em 2017.

E, em relação ao endividamento oneroso, a redução no indicador é positiva. Este foi só o caso da Atvos, com a diferença de 25,83% entre os dois anos. Do outro lado, a que teve o maior aumento no indicador foi a Adecoagro, com 16,45%.

Mesmo com a redução entre os dois anos, a Atvos é a que apresenta os maiores valores de endividamento no histórico das dez maiores empresas desde 2011. A Adecoagro, por outro lado, é a que apresenta os menores valores na mesma comparação, tendo apresentado apenas um pico, em 2015.

Os resultados da Raízen

É sabido que a Raízen é a maior sucroenergética do país. Controladora de 26 usinas, a empresa divulga seus regularmente. Desta forma, seria esperado que ela estivesse entre as dez maiores do setor de açúcar e álcool.

Porém, a publicação Valor 1000 optou por reunir todas as companhias do grupo, que foram classificadas dentro do setor de petróleo e gás, já que elas incluem a atuação no setor de distribuição de combustíveis. Com isso, a Raízen fica de fora do ranking das empresas do setor sucroenergético.

Ainda assim, seus resultados foram suficientes para colocar a empresa no quarto lugar no ranking das mil maiores. No caso da receita líquida, a empresa registrou R$ 103,97 bilhões em 2018, 20,53% acima dos R$ 86,26 bilhões de 2017.

evolucao indicadores raizen 2019

Por outro lado, os outros três indicadores da Raízen tiveram uma variação negativa. Seu lucro líquido caiu 3,28%, ficando em R$ 2,23 bilhões, seu Ebitda ficou em R$ 5,88 bilhões, 7,31% a menos do que no ano anterior, e seu endividamento oneroso aumentou 29,92%, chegando a R$ 18 bilhões.

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Rafaella Coury – NovaCana

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