Um canavial jovem e com pluralidade de variedades é mais produtivo e rentável. Apesar da afirmação ser simples, manter a vitalidade no plantio e aderir a novos cultivares não é. Isto fica claro a partir dos dados sobre como as usinas têm plantado nos últimos ciclos: apesar do evidente esforço pela renovação no campo, o resultado ainda não é o ideal.
Para mensurar o quão jovem – ou velho – estão os canaviais no Centro-Sul, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza o Censo Varietal desde 2016.
Se por um lado a variedade mais usada no Centro-Sul no ciclo 2021/22 segue sendo a RB867515 – cultivar com 35 anos de cruzamento, não adaptado à mecanização e com pouco perfilhamento –, por outro, a concentração dele na área pesquisada reduziu de 18% para 17% entre as duas últimas análises. Em 2019/20, o uso era de 21% e, em 2018/19, de 23%. Mesmo que haja sinais de que as usinas estão buscando por variedades mais novas, ainda há um longo caminho a ser percorrido.
Além disso, a relação entre o plantio e o cultivo caiu entre 2020/21 e 2021/22. Por mais que a diferença seja considerada pequena, isso é maléfico aos canaviais; a idade média das lavouras analisadas ficou estável, o índice de atualização varietal piorou e a concentração apresentou melhora.
A pesquisa foi realizada em 220 unidades, abrangendo 6 milhões de hectares. Os dados de censo varietal e áreas cultivadas são coletados em maio, já as informações de intenção de plantio, em setembro. Por fim, em novembro, o levantamento de dados é encerrado. Além disso, o IAC também premia as empresas com os melhores índices de qualidade.
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