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Usinas fazem esforço por renovação, mas variedades de cana antigas seguem populares

Pesquisa realizada pelo IAC demonstra certa concentração de variedades mais antigas, ainda que novidades estejam bastante presentes

NovaCana 16 min de leitura

Porte ereto, rápido fechamento de entrelinhas e alto perfilhamento. Conforme o consultor do Programa Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Rubens Braga, estas são as três principais características das chamadas variedades modernas de cana-de-açúcar, que apresentam melhores produtividade e desempenho. “Elas facilitam muito a mecanização que hoje abarca praticamente 100% dos canaviais”, diz.

De acordo com ele, os produtores devem ter em mente o uso de variedades mais novas e uma menor concentração delas em seus canaviais. A fórmula parece simples, mas manter a lavoura jovem e renovada exige investimento, conhecimento técnico e acesso a boas variedades.

Para verificar como as sucroenergéticas encaram esta realidade, o IAC, que faz parte da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza anualmente um censo das variedades mais plantadas, além de fazer um levantamento das que os produtores pretendem utilizar.

O objetivo desta segunda pesquisa, focada na intenção de plantio, é levantar informações sobre quais variedades seriam mais utilizadas pelos produtores entre os meses de abril de 2021 e março de 2022. A coleta de dados aconteceu entre setembro e novembro do ano passado.

Foram pesquisadas 190 usinas, totalizando 929,67 mil hectares, volume considerado pelo IAC como um recorde mundial para o levantamento de intenção de plantio. Além disso, em comparação com a análise de 2020, foram analisadas 24 empresas a mais e houve um incremento de 25,91% na área pesquisada.

A princípio, o resultado da intenção de plantio de 2021 demonstra a manutenção da insistência do produtor em variedades mais antigas, com uma ocupação relevante destas no campo. Por outro lado, há evidente aumento do espaço para espécies mais modernas.

Um ponto favorável é que a maior parte dos cultivares que tiveram ampliação em área entre os últimos dois levantamentos de intenção de plantio possuem características modernas. Foram elas, em ordem decrescente: RB975242, RB975033, IACSP01-5503, RB975201, CTC9003 e a RB985476.

Confira na versão completa e restrita aos assinantes do NovaCana:

- Análise geral das principais variedades plantadas no Centro-Sul – percentual e área
- Detalhes sobre a RB867515
- Gráfico interativo com as variedades mais plantadas nos estados do Centro-Sul e nas regiões canavieiras de São Paulo

Porte ereto, rápido fechamento de entrelinhas e alto perfilhamento. Conforme o consultor do Programa Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Rubens Braga, estas são as três principais características das chamadas variedades modernas de cana-de-açúcar, que apresentam melhores produtividade e desempenho. “Elas facilitam muito a mecanização que hoje abarca praticamente 100% dos canaviais”, diz.

De acordo com ele, os produtores devem ter em mente o uso de variedades mais novas e uma menor concentração delas em seus canaviais. A fórmula parece simples, mas manter a lavoura jovem e renovada exige investimento, conhecimento técnico e acesso a boas variedades.

Para verificar como as sucroenergéticas encaram esta realidade, o IAC, que faz parte da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realiza anualmente um censo das variedades mais plantadas, além de fazer um levantamento das que os produtores pretendem utilizar.

O objetivo desta segunda pesquisa, focada na intenção de plantio, é levantar informações sobre quais variedades seriam mais utilizadas pelos produtores entre os meses de abril de 2021 e março de 2022. A coleta de dados aconteceu entre setembro e novembro do ano passado.

Foram pesquisadas 190 usinas, totalizando 929,67 mil hectares, volume considerado pelo IAC como um recorde mundial para o levantamento de intenção de plantio. Além disso, em comparação com a análise de 2020, foram analisadas 24 empresas a mais e houve um incremento de 25,91% na área pesquisada.

A princípio, o resultado da intenção de plantio de 2021 demonstra a manutenção da insistência do produtor em variedades mais antigas, com uma ocupação relevante destas no campo. Por outro lado, há evidente aumento do espaço para espécies mais modernas.

Um ponto favorável é que a maior parte dos cultivares que tiveram ampliação em área entre os últimos dois levantamentos de intenção de plantio possuem características modernas. Foram elas, em ordem decrescente: RB975242, RB975033, IACSP01-5503, RB975201, CTC9003 e a RB985476.

Altos e baixos

Dentre as 18 variedades com uso identificado pelo IAC durante o ano na região Centro-Sul, seguem na dianteira a RB867515 e a RB966928 – em 2020, entretanto, elas ficaram em colocações invertidas. A primeira variedade tem 24 anos de lançamento e 35 de cruzamento. Enquanto isso, a segunda soma 11 anos de uso comercial e 25 de cruzamento.

Juntas, elas corresponderam a 20,1% da área pesquisada, um cenário mais favorável do que um ano antes quando ambas ocupavam 23,4%. Segundo o IAC, isso demonstra o início de um longo caminho em busca da “desconcentração” e até de certa redução de uso de cultivares mais antigos.

Individualmente, a RB867515 passou a ocupar 10,2% da intenção de plantio, frente os 11,6% de um ano antes. Em área, houve um aumento de 10,7%, passando de 85,6 mil hectares para 94,83 mil hectares. Enquanto isso, a RB966928 ficou com 9,9%, ante os 11,8% no mesmo comparativo e, neste caso, a ampliação de área de intenção foi de 5,7% entre 2020 e 2021.

O terceiro lugar permaneceu com a CTC4, que também teve uso menos concentrado entre 2020 e 2021, saindo de 10,2% de aplicação na área amostrada para 8,8%, ou 81,81 mil hectares da região analisada. A espécie possui 29 anos de cruzamento e 16 anos de uso comercial.

De acordo com o consultor do IAC, a CTC4 tem características de variedades modernas, com bom perfilhamento e corte nem sempre totalmente ereto, mas na maioria dos casos sim. “O problema dela, mesmo que ela tenha sido muito plantada nos últimos anos, é ser suscetível à ferrugem marrom”, explica Braga. Em anos mais secos, em que a doença não acometeu os canaviais, a CTC4 foi “bastante competitiva”, segundo ele.

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Os programas de melhoramento recomendam que um único cultivar não ocupe mais de 15% da área do canavial. Portanto, esta indicação parece estar sendo seguida e o cenário é considerado benéfico.

Ainda assim, mesmo que o uso das três primeiras variedades tenha reduzido de um ano para o outro, quase não há novidades dentre os cultivares mais utilizados. Das primeiras 18 espécies verificadas no levantamento, somente uma não havia sido utilizada em proporções relevantes anteriormente, considerando a avaliação no Centro-Sul: a IACSP01-5503.

Esta variedade, que começou a ser liberada em 2017, adapta-se bem a ambientes mais restritivos e tem uma composição mais rústica. Conforme Braga, o cultivar vai bem em regiões mais complicadas, não só em relação ao clima, mas também ao solo.

“Na maioria do Paraná, por exemplo, há dificuldades não só climáticas como de solo, em que as variedades precisam se adaptar às condições. É uma variedade moderna e com perfilhamento fantástico. Ela fica muito alta e não tomba, cresce demais”, detalha o consultor.

Além disso, apenas cinco variedades, somando 388,6 mil hectares, abarcaram 41,8% do total plantado na amostra do Centro-Sul.

Por outro lado, 13 variedades não passaram dos 6% de concentração de intenção de plantio na área analisada. Isso é considerado benéfico, uma vez que, quanto mais variado o canavial, menor o risco biológico. Além disso, a área se torna mais produtiva.

Outro aumento foi nas variedades agrupadas como “outras”, que passou de 19,8% para 24,1% (ou 224,05 mil hectares) com possivelmente mais diferentes cultivares ocupando pouco espaço na intenção de plantio mapeada.

Além disso, os programas de melhoramento com maior representatividade na intenção de plantio no Centro-Sul foram Ridesa, CTC, Copersucar, IAC e Monsanto (em ordem das mais utilizadas para as menos utilizadas).

A Ridesa aumentou a sua participação de 50,2% para 52,9% entre as duas últimas análises. Enquanto isso, o CTC reduziu de 34,1% para 30,6% no mesmo comparativo.

Idade das variedades

Em média, uma variedade leva em torno de 20 anos entre o ano de cruzamento e seu pico de área, segundo Braga. Ele complementa que a idade ideal para o uso da cana depende de muitos fatores.

“O mais importante é comparar a produtividade [do canavial] com a expectativa de produtividade a ser obtida por uma nova variedade. Amarrando isto ao custo de renovação, que normalmente é alto, é preciso verificar se a conta fecha”, detalha.

Ele também afirma que é preciso considerar que é normal uma variedade perder a produtividade ao longo dos cortes. Assim, é necessário identificar o momento em que é economicamente mais viável gastar com a renovação no comparativo com o retorno que o produtor teria com o canavial envelhecido.

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Dentre as 18 variedades avaliadas pelos IAC no Centro-Sul, a idade de cruzamento variou entre 36 anos – para a RB855156 – e 18 anos, das variedades CTC9001, CTC9002, CTC9003 e CV7870. Já em relação ao ano de liberação comercial, a mais antiga possui 26 anos e a mais recente somente um ano.

É possível notar, ao cruzar as informações de idade das espécies com o percentual de intenção de plantio, que há uma preferência pelas variedades mais antigas.

A supremacia da RB867515

O lançamento da cana-de-açúcar mais utilizada no Centro-Sul em 2021, a RB867515, aconteceu durante a expansão dos canaviais para regiões de Cerrado, que apresentam mais dificuldades de adaptação e têm condições menos favoráveis em termos de solo e clima, segundo Braga.

“Como o pessoal estava começando a plantar, não tinha condição de ficar escolhendo. O produtor não sabia qual variedade se daria bem no ambiente dele”, relata e segue: “[Essa variedade] teve um crescimento fantástico em regiões como Goiás e Mato Grosso e ainda tem uma ocupação muito grande nestes estados, o que faz com que o índice de atualização fique pior. Por ser uma variedade muito antiga, acaba pesando na conta e aumenta o índice de atualização”.

Ele completa que a RB867515 tem boas qualidades agrícolas, mas não é uma variedade moderna. Como perfilha muito pouco, este fator reduz a produtividade ao longo dos cortes. “Se o produtor tem de dez a 12 perfilhos e corta quatro, sobram oito. Se tem 22, perde quatro e ainda sobram 18. Ele tem condições de ter soqueiras muito mais produtivas e não é o caso”, complementa.

O consultor deixa claro que isto não é um demérito da variedade, criada quando ainda não existia colheita mecanizada. “Não tem erro na liberação, mas é uma variedade desatualizada”, diz.

Ele ainda pontua que a RB867515 talvez tenha sido a variedade que que mais ficou em primeiro lugar no censo dos canaviais em relação ao número de anos pesquisados pelo IAC – não é incomum que, em algumas empresas, ela ocupe até 60% da área total do canavial.

Mas fica o alerta: se o cultivar fosse suscetível, por exemplo, à ferrugem alaranjada, que foi a última doença grave que acometeu os canaviais, ela teria quebrado ao menos 50 empresas, conforme Braga. “Eles deram sorte por ela não ser suscetível. Mas pode surgir uma outra [doença] e tem variedades competitivas que o produtor pode diversificar e obter bons resultados”, explica.

“Ao repetir o que o vizinho faz, sem se arriscar, o produtor terá sempre um resultado médio. Tem que saber alocar, onde plantar e quando plantar. Precisa estudar, fazer testes e fazer um gerenciamento bem-feito das variedades”, Rubens Braga (IAC)

Desempenho nos estados

Além da média do Centro-Sul, o IAC também observa separadamente os dados de diferentes estados e regiões produtoras. Com isso, fica evidente como cada local investe em novas variedades para seus canaviais, fator intrínseco à produção e produtividade da cana.

As variáveis para definir as espécies mais adequadas a cada estado são diversas, mas o fator clima é um dos mais relevantes. Braga aponta que Goiás, Tocantins e Mato Grosso têm um clima mais desfavorável: “Não podem usar as mesmas variedades que Paraná, Mato Grosso do Sul e o sul de São Paulo usam”.

Ainda assim, o consultor complementa que até mesmo o Paraná tem sofrido com dificuldades climáticas em relação à chuva. “No histórico, chove mais no Paraná do que no Tocantins. Dentro do estado, tem uma classificação imensa de ambientes de produção relacionados com o solo”, considera.

Na análise estadual, Bahia e Tocantins foram apresentados de forma conjunta, uma vez que o IAC tem o cuidado de não divulgar os dados de uma única unidade. Portanto, representados por três empresas e uma área pesquisada de 9 mil hectares, o foco de plantio na região foi da experiente RB867515, em um percentual de 17,6%.

O valor chamou a atenção, pois, além de se tratar de uma variedade antiga, a concentração ultrapassa os 15% recomendados pelo IAC. Outro ponto é que, em 2020, a representatividade desta variedade era de somente 8%, demonstrando um aumento relevante de um cultivar mais velho nos canaviais dos estados.

Já a RB966928, com onze anos de lançamento comercial, foi responsável por uma parcela relevante de 13,2% dos canaviais tocantinenses e baianos pesquisados, ficando como terceira mais usada. A variedade teve um salto ante um ano antes, quando sua fatia era de somente 2,3% da área pesquisada.

Por outro lado, o segundo cultivar com mais representatividade foi RB975033, lançado comercialmente em 2020 e que representou 16,8% do plantio na região – um ano antes, ele ocupava 21,3% da área em análise. Ainda que acima dos 15% recomendados, esta opção é bastante recente e com bom potencial produtivo.

Assim como na Bahia e em Tocantins, a RB867515 também ocupou a maior parte da área analisada no Espírito Santo. Ela esteve, na pesquisa de 2021, em 20,7% dos canaviais verificados – uma porção elevada e acima do recomendado. Por outro lado, a parcela era ainda maior em 2020, com 32,2%.

Já a RB966928 – segunda mais usada na média do Centro-Sul, com 11 anos de liberação comercial e bons resultados para os produtores – ocupou 10,4% da região avaliada; um ano antes, o valor era de 16,5%.

Em relação a 2020, cinco cultivares foram substituídos dentre os 15 primeiros lugares, demonstrando uma possível mudança de estratégia das unidades do estado.

Em Mato Grosso do Sul, foram avaliados 77 mil hectares, correspondentes a 13 empresas. A variedade com maior representatividade no estado, atingindo 15,9%, também foi a RB867515, seguida pela RB966928, com 10,3%. Além disso, dentre as 15 mais plantadas, três novas variedades foram incluídas nas intenções de plantio ante o ano anterior.

No estado sul-mato-grossense também vem sendo usada a IACSP04-6007, que foi lançada comercialmente em 2021. Neste caso, o aumento da representatividade foi de 1,9% para 2,2%.

As variedades RB867515 e RB966928 foram, respectivamente, a segunda e a terceira com maior intenção de plantio nos canaviais paranaenses. A RB867515 correspondeu a 11,8% da área, com uma redução relevante ante os 27,1% de um ano antes. Já a RB966928 correspondeu a 9,5% dos canaviais. A dianteira ficou com a RB988082, que totalizou 15,8% das intenções de uso.

Foram avaliados 73 mil hectares de 18 empresas no estado paranaense e apenas três novas variedades marcaram presença entre 2020 e 2021 dentre as 15 mais usadas.

Já em Mato Grosso, onde foram avaliadas cinco empresas responsáveis por 20 mil hectares, a variedade predominante foi a CTC4, com 17,8% da área analisada. Ela também ficou em terceiro dentre as mais utilizadas na média do Centro-Sul, uma variedade com bons resultados para os produtores, conforme o IAC.

Em seguida, porém, o cultivar com 16,6% de representatividade nas intenções foi a RB867515. Estas também foram as primeiras colocadas no estado em 2020; a primeira reduziu sua concentração, mas a segunda aumentou.

A terceira posição ficou com a IACSP01-5503, que tem quatro anos de lançamento comercial e representou 8,8% da área. A variedade é benéfica para ambientes restritivos, adapta-se com facilidade à mecanização, possui alta população e raramente floresce. Um ano antes, seu uso era de 5,9% no estado. Seis variedades diferentes apareceram dentre as 15 mais utilizadas em Mato Grosso.

Goiás também teve a CTC4 como principal cultivar nas intenções de plantio, chegando a 13,8% dos 103 mil hectares pesquisados – um ano antes, a fatia era de 7,5%. Em seguida, veio a RB867515, com 13,7% do total e, neste caso, também houve aumento na participação ano contra ano. No estado, foram adicionadas seis novas variedades no comparativo 2020 dentre os 15 principais cultivares.

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Minas Gerais, por sua vez, teve a RB966928 como maior intenção de plantio, com 9,7% – mesma fatia que um ano antes. Este foi o único estado em que os 15 cultivares mais utilizados tiveram concentrações inferiores a 10%, algo considerado altamente benéfico para os canaviais. Além disso, a IACSP01-5503 também apresentou boa intenção de uso, com 5,8%.

Em São Paulo, estado com maior área produtiva e mais representativo na amostra, com 550 mil hectares pertencentes a 104 empresas, o cultivar com maior presença é o RB966928, com 10,2% sendo que em 2020 ele ocupava 11,2% do total avaliado. Já a intenção de plantio da RB867515 foi de 8,8%.

A variedade com quase um quarto de século, inclusive, foi a primeira mais implementada nas regiões paulistas de Araçatuba e Assis, ocupando pouco mais de 15% da área de intenção. Já em Jaú, ela ocupou a terceira colocação.

Por outro lado, Piracicaba e São José do Rio Preto até demonstram intenção de uso da RB867515, porém em fatias inferiores a 6%. Enquanto isso, a região de Ribeirão Preto não tem a variedade entre as 15 mais utilizadas.

Considerando as seis regiões de São Paulo analisadas, três delas apresentaram a entrada de duas variedades novas no comparativo com 2020 em relação às 15 mais utilizadas. São José do Rio Preto bateu o recorde no quesito, com quatro mudanças. Assis teve somente uma e Jaú manteve as variedades de um ano antes.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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