Mesmo com choque na demanda pelo renovável, a flexibilidade no mix de produção das usinas e a virada ágil do setor reduziram o impacto
No final de abril, o banco holandês Rabobank destacou que o câmbio pode ser o grande “salvador” das usinas na safra 2020/21. Com o real desvalorizado, os preços do açúcar convertidos em moeda local se tornaram cada vez mais favoráveis à fixação das vendas. Porém é necessário olhar as variáveis no campo que impactam no rendimento dos produtos para as companhias.
Analisando o preço do açúcar, o gerente do departamento de pesquisa do Rabobank, Andy Duff, acredita que ele tem ficado em linha com o valor médio observado no longo prazo.
“Não é um preço ruim e, até alguns meses atrás, foi excelente para fixar. Pela perspectiva das moedas indiana, tailandesa e australiana, eu concluo que é o câmbio quem vai salvar essa safra. O açúcar por si só, olhando o preço em dólar, não traz nada de especial. Mas o preço em real, sim”, analisa Duff.
Por outro lado, pontua o economista e gestor de projetos do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), Haroldo Torres, mesmo que o câmbio esteja ajudando as usinas na geração de receita, existe uma consequência negativa na fase de produção da matéria-prima.
Torres relembra que a safra passada registrou custos de produção menores, justamente por conta de uma maior produtividade dos canaviais. O resultado, entretanto, não está se repetindo na atual temporada: “A desvalorização do real impacta nos custos e na formação do preço dos insumos”.
Ambos participaram de um debate que ocorreu durante a conferência on-line da Canaplan, realizada no começo de junho. O evento contou ainda com a participação do diretor de comercialização de etanol da Bioagência, Tarcilo Rodrigues.
Confira, no texto completo (exclusivo para assinantes):
- Relação das usinas com os bancos
- Análises referentes à flexibilidade das usinas e à virada do mercado de etanol para o açúcar
- Impactos do mercado de petróleo
- Cenário para o etanol de milho
- Panorama da estocagem brasileira de etanol
No final de abril, o banco holandês Rabobank destacou que o câmbio pode ser o grande “salvador” das usinas na safra 2020/21. Com o real desvalorizado, os preços do açúcar convertidos em moeda local se tornaram cada vez mais favoráveis à fixação das vendas. Porém é necessário olhar as variáveis no campo que impactam no rendimento dos produtos para as companhias.
Analisando o preço do açúcar, o gerente do departamento de pesquisa do Rabobank, Andy Duff, acredita que ele tem ficado em linha com o valor médio observado no longo prazo.
“Não é um preço ruim e, até alguns meses atrás, foi excelente para fixar. Pela perspectiva das moedas indiana, tailandesa e australiana, eu concluo que é o câmbio quem vai salvar essa safra. O açúcar por si só, olhando o preço em dólar, não traz nada de especial. Mas o preço em real, sim”, analisa Duff.
Mas ele pondera que o choque inesperado sofrido pelas empresas claramente dificulta o acesso aos recursos financeiros disponíveis. De acordo com Duff, os grandes bancos têm “se esforçado para ajudar os clientes”, especialmente no que diz respeito ao alongamento de dívidas para atender necessidades de liquidez. “Por outro lado, o espaço para novos negócios tem diminuído. Ainda assim, os bancos estão preparados e reagiram à situação”, afirma.
Segundo ele, ainda que não se saiba todos os impactos que a crise trará para o mercado de etanol, a combinação do preço de açúcar e o câmbio já proporcionou boas condições para as empresas fazerem uma fixação acima do preço médio, ajudando a compensar, por exemplo, o impacto cambial na dívida das usinas.
“No final de março de 2019, o câmbio era de R$ 3,92; neste ano, é de R$ 5,21, um aumento de 33%. Obviamente, é preciso ponderar com a proporção da dívida total do setor que está dolarizada. O efeito pode aumentar o endividamento por tonelada de cana, que deve ficar em torno de 8% de uma safra para a outra”, completa Duff.
O outro lado do câmbio
Segundo pontua o economista e gestor de projetos do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), Haroldo Torres, mesmo que o câmbio esteja ajudando as usinas na geração de receita, existe uma consequência negativa na fase de produção da matéria-prima.
Analisando o preço do açúcar total recuperável (ATR) no sistema Consecana, Torres acredita que o impacto não foi grande para as sucroenergéticas, pouco refletindo a crise de preços. “O preço divulgado em maio foi R$ 0,69 por quilograma de ATR – em abril, foi de R$ 0,70/kg”, afirma e detalha: “O que vemos, já no início da safa, é uma cana refletindo preços de ATR mais altos, trazendo o câmbio. Vamos ter uma queda, fechando em R$ 0,62/kg, mas, neste momento, comparando com a safra passada, estamos pagando uma cana mais cara”.
Como os insumos agrícolas, em especial os fertilizantes, são extremamente dependentes da taxa de câmbio, ele afirma que haverá um aumento nos custos de produção. “Este é um ano em que o negócio de cana-de-açúcar não pode ficar descasado entre compra e receita. Posso ter uma receita maior, mas se eu pegar um câmbio diferente no meu custo de produção, pode complicar”, pontua Torres.
O economista relembra que a safra passada registrou custos de produção menores, justamente por conta de uma maior produtividade dos canaviais. O resultado, entretanto, não está se repetindo na atual temporada: “A desvalorização do real impacta nos custos e na formação do preço dos insumos”.
Torres pondera que algumas usinas conseguiram antecipar a compra de fertilizantes no final do ano passado, quando o câmbio estava um pouco mais favorável, oscilando entre R$ 4,00 e R$ 4,10. Estas empresas, desta forma, devem registrar uma redução na “penalização” do câmbio, especialmente nos tratos culturais.
Duff complementa que, apesar do câmbio de fato afetar o mercado de fertilizantes, os preços em dólar para estes produtos estão relativamente baixos, atingindo os menores patamares desde 2016 e no segundo menor nível desde 2007. “Em termos absolutos do dólar pelo menos existe essa vantagem no momento”, finaliza.
Torres ainda traz a questão de queda no preço do diesel, o que tem um impacto relevante nos custos. O gasto com o combustível chega a R$ 3,18 por cada tonelada de cana e corresponde a cerca de 24% da etapa de corte, transporte e transbordo (CTT). “É a fase mais representativa da produção e o diesel é quase um quarto deste custo, portanto, vai arrefecer o impacto”, completa Torres.
O economista relata que muitas usinas reduziram custos em março, mês de choque da demanda. Este é justamente o período de aprovação dos orçamentos para a safra. “Foi uma revisão de longa data, cortando custos”, completa.
Segundo Torres, o ativo biológico é o mais atingido nas atuais circunstâncias. Com isso, o setor deverá carregar um “cenário ruim” para o próximo ciclo, já que deverá reduzir as renovações e levar um canavial mais velho adiante, devido ao menor investimento.
“Nunca foi tão importante falar em gestão de custos. Cortar é identificar ineficiência. Não é cortar fertilizantes ou herbicidas, que comprometem a produtividade e levam a um custo unitário de produção maior. Em me preocupo com o peso que nós vamos levar desta safra para a próxima”, completa o economista.
Virada ágil na produção
De qualquer modo, a mudança no mix de produção do setor do etanol para o açúcar – antes mesmo da pandemia, quando os preços do açúcar já estavam mais favoráveis –, foi extremamente rápida segundo o diretor de comercialização de etanol da Bioagência, Tarcilo Rodrigues. “Esse é o grande trunfo do setor, ter investido em uma flexibilidade que, pelo terceiro ano, está salvando as usinas”, completa.
Rodrigues relembra que, em meados de janeiro, a perspectiva era de produção elevada de etanol, com o biocombustível sendo vendido nas usinas por R$ 2,60 o litro. “De repente, o mercado de açúcar começa uma recuperação extremamente forte, indo a quase 16 centavos [de dólar por libra-peso]. A partir da segunda quinzena de janeiro, as usinas perceberam isso e, com agilidade, fixaram os seus preços em Nova York já nessa primeira onda”, relata.
Este movimento “mudou a cara da safra”, conforme Rodrigues. A “virada” para o adoçante dava sinais de que levaria a um volume adicional de 3 milhões a 4 milhões de toneladas, com a produção chegando a 30 milhões na atual temporada.
Com a pandemia de covid-19 e a consequente queda dos preços do petróleo, a demanda pelo açúcar permaneceu. Segundo Rodrigues, isso gerou uma segunda onda de fixações do preço da commodity.
“Estava claro que a demanda de combustíveis ia cair 60%, 70%”, lembra e completa: “Este movimento foi muito importante, pois criou uma base muito sólida para o açúcar. Estamos agora em uma fase um pouco diferente, já que a queda na demanda do etanol não foi tão intensa, o que nos dá certo conforto. Foi suficiente para aliviar um pouco os preços do etanol”.
Com a redução da demanda na casa dos 30% e menor do que se imaginava, o diretor considera que as usinas passam a ponderar a relação entre os dois produtos, gerando certo equilíbrio no mercado. “Será que o açúcar vai sustentar ou será que, lá na frente, o etanol consegue reverter essa situação?”, indaga.
Este balanço também beneficia uma das categorias mais impactadas pela crise atual: as destilarias autônomas. De acordo com Rodrigues, as unidades que só produzem etanol ou que produzem muito pouco açúcar têm mais espaço para realizar transações em um cenário com a safra de grãos adiantada, no qual não há tanta competitividade para o escoamento da produção de açúcar.
Isso acontece porque há uma melhora no preço da commodity, que está caminhando para um patamar de equilíbrio. “A pandemia é conjuntural, apesar do impacto grande. Por mais que o impacto seja grande, o ano de 2021 é extremamente positivo e fixamos o açúcar acima de R$ 1.500 a tonelada. É ruim termos um plantio menor, mas sempre que vejo menos oferta, vejo mais preço”, acredita Rodrigues.
Espaço de armazenagem
Outra força do setor citada no evento é a infraestrutura brasileira de estocagem, que permitiu certa tranquilidade às sucroenergéticas. “Nós [produtores brasileiros] seguimos em frente. A safra já estava plantada e veio uma redução de demanda dessa magnitude, mas seguimos porque temos estrutura de tancagem, o que permitiu que não entrássemos em pânico. O mercado pressionou, porque ninguém sabia muito bem a queda da demanda, mas a nossa infraestrutura funcionou muito bem”, comemora Rodrigues.
O tema também foi alvo de um estudo do Pecege. Os pesquisadores analisaram quanto do biocombustível produzido as usinas poderiam estocar com o objetivo de vender posteriormente, a preços melhores, na chamada estratégia de carrego. Os resultados foram expostos durante a conferência on-line da Canaplan.
Haroldo Torres relata que os cálculos simulam o consumo de etanol, mês a mês, que seria necessário para as usinas atingirem o teto da capacidade de tancagem durante a temporada 2020/21. “Concluímos que, de abril até o fim da safra, o consumo teria que cair quase 51,6% em relação à temporada passada, agregando anidro e hidratado. Os dados recentes da ANP mostram que essa queda foi de 33%”, afirma Torres, no evento.
Ele complementa: “Mesmo no pior momento – em abril, que foi o auge da quarentena e da crise –, não atingimos esse limite de queda [na demanda] que teríamos que ter para comprometer os níveis de estoque”.
Com isso, conforme o estudo, o setor não enfrenta problemas na capacidade de armazenagem. “Pelo contrário, quando comparamos o nosso setor com outros segmentos do agronegócio, o sucroenergético tem capacidade de tancagem relativamente grande, senão uma das maiores”, pontua.
A grande questão do setor seria o capital de giro, já que estocar o biocombustível não gera caixa. “É o etanol que gera liquidez diária para as usinas, justamente por sua característica de ser um ativo de maior liquidez em comparação com o açúcar”, observa o economista.
Este problema é mais impactante para as destilarias autônomas, que não produzem açúcar e não possuem a estrutura financeira de um grande grupo. “São essas empresas que hoje estão na UTI e mais precisam dessas linhas de financiamento para estocagem”, completa.
Desafios logísticos para o etanol de milho
De acordo com Torres, que analisou os dados até a primeira quinzena de maio, dentre todas as usinas em operação, 40 fabricaram exclusivamente etanol. Destas, quatro utilizaram o milho como matéria-prima.
Além das destilarias de cana-de-açúcar, as empresas que produzem etanol a partir do milho também sofrem mais com a queda na demanda. “O produtor encontra um risco de base, que é o descasamento do preço de venda com o preço da matéria-prima”, explica Rodrigues. Ele lembra que, enquanto o sistema Consecana vincula a cana com o produto final, o mesmo não ocorre com o milho.
De acordo com ele, os produtores de etanol a partir do grão possuem alternativas, como fazer o hedge das compras de matéria-prima, desligar a fábrica quando não é necessária a produção e pausar a compra de milho. Também é possível manter o grão estocado ou até mesmo revender.
Já um aspecto desfavorável é a distância que o etanol de milho precisa percorrer para chegar ao centro consumidor. “Ele tem que atravessar distâncias continentais e ser competitivo. Tudo isso torna o etanol de milho completamente diferente. Esse novo espaço que ele vai encontrar depende da estabilização da demanda”, considera Rodrigues.
Ainda em relação às limitações logísticas do produto, o profissional crê que as companhias estão se fortalecendo. Segundo ele, a produção em São Paulo não tem mais espaço para expandir, o que favorece mercados alternativos.
Ausência de cultura de armazenagem
Enquanto em solo brasileiro a estocagem de etanol é inerente à indústria, isto não ocorre nos Estados Unidos, onde os produtores não possuem estrutura ou até mesmo a cultura de armazenagem do produto final, preferindo estocar a matéria-prima, o milho. “De repente, eles tiveram que reduzir a produção em 50%”, relata Rodrigues, da Bioagência.
Não foi diferente no caso do petróleo. “Nunca se pensou em armazenar o produto”, afirma o diretor. Porém, dada a crise atual, repentinamente as indústrias se viram obrigadas a estocar. “Não tinha espaço para isso e tivemos preços de petróleo negativos”, relembra.
Além disso, Rodrigues esclarece que o setor de petróleo necessita de muitos investimentos e que haverá uma redução natural após a crise. “Vai ocorrer uma acomodação. O equilíbrio vai ocorrer, seja em 80 milhões ou 90 milhões de barris por dia. À medida que os preços de petróleo melhoram, significa que tudo está melhorando mundo afora, o que impacta o câmbio, valorizando o real”, completa.
Segundo Duff, do Rabobank, são justamente essas melhoras que influenciam no aumento dos preços, já que mercados – e, especialmente, os de commodities –, são muito regidos pelas expectativas dos investidores. “Dá para ver no câmbio, na bolsa. É fácil analisar como essas atitudes mudam de um dia para o outro, depende do fluxo de notícias. Inevitavelmente, quando os sentimentos estão melhorando, isso se reflete nas commodities”, pontua.
Ainda de acordo ele, a perspectiva é de uma oferta ainda maior do petróleo, que já está com um estoque considerado gigantesco. Duff expressa que o produto está no mar e, conforme os preços estiverem atrativos e os estoques em terra começarem a diminuir, os barcos irão chegar com a matéria-prima, acrescentando ainda mais produto no mercado.
“Mesmo com o esforço dos produtores para baixar a produção, nós estamos vivendo uma queda brutal de demanda. A visão do Rabobank no momento, para os próximos três a cinco meses, é de que esses estoques vão efetivamente colocar um limite no preço”, completa.
Ele acredita ser possível ter uma visão mais altista de preços, argumentando que possivelmente não será tão fácil reativar a produção como foi desativar. Com a demanda recuperando força, ao passo que os consumidores começam a retornar à rotina, o setor produtivo passa a ter dificuldades em retomar a produção na mesma velocidade. Neste sentido, existe um potencial para o preço do petróleo voltar a subir.
Em janeiro de 2020, o óleo estava sendo negociado a US$ 60 o barril, caindo para US$ 20 em abril e retornando a US$ 40 somente a partir de junho “É uma volatilidade impressionante. Perdemos o equivalente a 30 milhões de barris por dia de demanda”, comenta o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.
Valor x preço
A flexibilidade que a indústria sucroenergética tem para produzir açúcar ou etanol, conforme Duff, torna as empresas mais robustas frente à volatilidade inerente ao negócio. O analista pontua que o setor opera com muitas variáveis, como petróleo, câmbio e os próprios preços dos produtos da cana, tendo que monitorar todas elas para visar bons resultados.
Além disso, estas empresas possuem vantagens inerentes ao movimento de redução de combustíveis fosseis na matriz energética. “Imagina um mundo em que você pode substituir o diesel por um combustível muito mais limpo. Isso mudaria o jogo para o setor. O investimento é bom para o negócio, mas impulsionado pelo RenovaBio é um tipo de ciclo ainda mais virtuoso”, coloca.
Torres, por sua vez, pontua as vantagens que o setor possui, especialmente no que concerne a sustentabilidade e economia circular, como o aproveitamento da vinhaça para a produção de biometano e a produção de biogás. Já no caso do etanol de milho, são possíveis subprodutos, como DDG e DDGS, importante em outras cadeias produtivas, como a pecuária.
“Isso mostra como o setor tem na mão a economia circular e possibilidade de redução de riscos”, garante. O economista ainda cita os benefícios do plantio por meio da meiosi, que trouxe diversificação de variedades de cana-de-açúcar, redução de custos e aumento de receita aos produtores.
De acordo com o economista, isso também se estende ao programa RenovaBio. “Estou vendo uma confusão enorme entre as pessoas sobre a diferença do que é preço e do que é valor. Os primeiros preços de negociação do RenovaBio serão emblemáticos, mas a pergunta que eu me faço é qual o valor social do programa. Algumas empresas fazendo ofertas a R$ 50 por CBio”, detalha Torres. Posteriormente, este foi justamente o preço de negociação dos primeiros CBios.
Para o economista, somente o custo de transação – entre certificação da usina, consultoria, uso da Plataforma CBio, e escrituração – deve chegar a quase R$ 10. “Precisamos olhar o tamanho do ativo que temos na mão, o potencial que temos de gerar valor. Precisamos mudar um pouco o mindset, pois o setor tem uma oportunidade de ouro na mão”, considera Torres.
Rodrigues também considera baixo o valor para o crédito. “Se o CBio gerar R$ 50 por metro cúbico, temos R$ 0,05 por litro [de receita adicional]. Somente a defasagem da gasolina, com os preços de hoje, está em R$ 0,20 centavos. Não foi para isso que foi montado um programa desta magnitude”, declara.
Conforme Torres, os CBios dão a possibilidade de o setor sair do status de tomador de preço – já que olha para a gasolina para formar o do etanol – para se tornar formador de preço.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana