Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

[Unica] Atualização da safra de cana-de-açúcar 2023/24 – 1ª quinzena de julho

Moagem no Centro-Sul ultrapassa 48 milhões de toneladas; etanol hidratado ganha competividade


Unica - Publicado: 25 Jul 2023 - 11:24 | Atualizado: 26 Jul 2023 - 09:44

  1. Moagem quinzenal: A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de julho registrou crescimento de 4,21%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado. Foram processadas 48,37 milhões de toneladas contra 46,42 milhões.

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  2. Usinas em operação: Uma unidade deu início à safra 2023/24 na primeira quinzena de julho. Atualmente, 260 unidades estão em operação no Centro-Sul, sendo 243 unidades com processamento de cana, sete empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2022/23, havia 258 unidades produtoras em atividade.

  • Rendimento dos canaviais: Em junho, dados do benchmarking agronômico do CTC apontam que o rendimento agrícola registra crescimento de 19,5% ante o mesmo mês do ano anterior – 91 t/ha versus 76,1 t/ha. A despeito do aumento, a Unica evidencia a alta participação de canaviais mais jovens nesse indicador até o atual momento da safra, em especial a representatividade elevada de cana de 18 meses comparado ao histórico recente. Com o esvaziamento dessas áreas devido à colheita, e a sua subsequente queda na participação no indicador, é provável que os ganhos de produtividade sejam mais moderados nos meses que seguem.
  • ATR quinzenal: No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de julho foi de 140,58 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 142,99 kg por tonelada na safra 2022/23 – variação negativa de 1,69%.

  • Produção quinzenal de açúcar: A produção de açúcar na primeira quinzena de julho totalizou 3,24 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 2022/23 de 2,98 milhões de toneladas, representa aumento de 8,86%.

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  • Direcionamento da matéria-prima: Mais de 50% do ATR processado na quinzena foi destinado à fabricação de açúcar. Novamente, o valor toca a fronteira de produção possível do produto e a produção passa a ser limitada pela quantidade de sacarose presente no caldo, contabilizada pelo ATR.

  • Produção quinzenal de etanol: Na primeira metade de julho, 2,26 bilhões de litros (+1,36%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,30 bilhão de litros (+1,15%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 964,41 milhões de litros (+1,64%).

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  • Etanol de milho na quinzena: Do total de etanol obtido na primeira quinzena de julho, 12% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 268,41 milhões de litros neste ano, contra 172,49 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2022/23, aumento de 55,61%.

  • Moagem acumulada: No acumulado da safra 2023/24, a moagem atingiu 258,25 milhões de toneladas, ante 234,56 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2022/23 – avanço de 10,1%.

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  • Evolução do ATR: No acumulado da safra, o indicador que marca a qualidade da cana-de-açúcar registrou o valor de 130,60 kg de ATR por tonelada (+0,12%).

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  • Produção acumulada de açúcar: Desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 15,47 milhões de toneladas, contra 12,69 milhões de toneladas do ciclo anterior (+21,88%).

  • Produção acumulada de etanol: Desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de julho, a fabricação do biocombustível total foi 11,95 bilhões de litros (+5,96%), sendo 6,83 bilhões de etanol hidratado (-3,91%) e 5,12 bilhões de anidro (+22,77%).

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  • Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 1,7 bilhão de litros – avanço de 50,14% na comparação com igual período do ano passado.

  • Venda quinzenal de etanol: Na primeira quinzena de julho, as vendas de etanol totalizaram 1,15 bilhão de litros, o que representa uma variação negativa de 7,38% em relação ao mesmo período da safra 2022/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 550 milhões de litros – um avanço de 16,57% – enquanto o etanol hidratado, em movimento retrativo, registrou venda de 595,46 milhões de litros – queda de 22,16%.

  • Análise sobre as vendas de hidratado: Observando os movimentos ocorridos a fim de atender ao mercado doméstico, o volume de etanol hidratado interrompeu, o que parecia ser na última quinzena, uma recuperação. O volume comercializado de 561,04 milhões de litros ficou bastante aquém da saída registrada na safra 2022/23, representando uma queda de 24,97%. Tal resultado é uma conjunção entre a queda no consumo de ciclo Otto no mês de julho – sazonalmente mais baixo devido às férias escolares – e a maior aquisição das distribuidoras na segunda metade de junho, que garantiu certo conforto aos estoques das empresas.

  • Competitividade do etanol: A Unica ainda destaca que os ganhos de competitividade recentes do biocombustível, observados nas pesquisas semanais de preços divulgadas pela ANP, não parecem estar surtindo efeito no consumo por enquanto. Dados da última semana (16 a 22 de julho) indicam que 51% do mercado consumidor de combustível estão com uma relação atrativa entre os preços. Em São Paulo, 92% dos municípios amostrados estão com resultado convidativo para o consumidor de etanol, com diferença média dos preços foi de R$ 1,80 entre a gasolina e o biocombustível. Também se observa competividade para o etanol em 50%, 82% e 100% dos municípios de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, respectivamente. Nessas unidades federativas, o etanol hidratado se encontrava a R$ 1,65, R$1,80 e R$ 2,10 mais barato do que a gasolina na semana passada. A evidência que se manifesta por meio dos dados indica que, nas condições atuais, a não preferência pelo etanol fará o consumidor incorrer em uma perda financeira ao optar pelo concorrente fóssil.

  • Vendas de anidro: No que diz respeito ao etanol anidro, este segue na contramão do hidratado com as vendas se mantendo robustas desde o início do atual ciclo de colheita. A venda do aditivo no mercado doméstico atingiu a marca de 495,76 milhões de litros na quinzena, o que representa um crescimento de 6,9%.

  • Vendas acumuladas de etanol: No acumulado da safra 2023/24, a comercialização de etanol soma 8,21 bilhões de litros, o que representa uma queda de 0,87%. O álcool hidratado compreende uma venda no volume de 4,54 bilhões de litros (-10,8%), enquanto o anidro de 3,67 bilhões (+14,94%).

  • Mercado de CBios: Dados da B3 registrados até o dia 21 de julho indicam a emissão de 17,79 milhões de CBios em 2023. Até esta data, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 51,92 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado cobre as aquisições que compreenderão os créditos utilizados para atendimento das metas de 2022, cujo prazo havia sido postergado, e 2023.

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