Apesar de volumes superiores aos da safra anterior, chuvas devem gerar cana bisada e “diluir” qualidade da matéria-prima; levantamento teve a participação de 16 companhias especializadas
Ainda que uma quantidade maior de cana-de-açúcar esteja disponível nos campos do Centro-Sul no comparativo anual, uma parcela dela não deverá ser moída ainda nesta safra. A três meses do fim da temporada, o principal motivo para os analistas afirmarem que haverá cana bisada são as chuvas em excesso, fator que também deve “diluir” o teor de açúcar total recuperável (ATR) até o final de 2026/27, impactando na produção de açúcar e etanol.
Na média do levantamento realizado pelo NovaCana, a expectativa é que sejam processadas 636,15 milhões de toneladas de cana na temporada vigente, volume 4,1% superior às 611,15 milhões de toneladas do ciclo encerrado em abril. A sondagem mais recente teve a participação de 17 empresas especializadas.
Se o valor for atingido, esta será a maior temporada desde o ciclo 2023/24. Além disso, o aumento anual é um consenso, com as projeções variando das 626,7 milhões de toneladas previstas pelo Bradesco às 645,7 milhões de toneladas estimadas no levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que coleta dados das usinas.
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