Os armadores já apresentaram pedidos de 336 navios que poderão ser movidos a metanol ou etanol, o que deverá representar uma demanda de 15 bilhões de litros a 20 bilhões de litros até 2030, quando as embarcações ficarão prontas.
O dado foi apresentado pelo coordenador de temas ambientais da comissão coordenadora para os assuntos da Organização Marítima Internacional (CCA-IMO), Flavio Mathuyi, durante apresentação na Conferência NovaCana 2026.
Os 336 navios encomendados serão feitos para serem movidos a metanol, mas também poderão abastecer com etanol. Segundo Mathuyi, a mudança no combustível abastecido depende apenas de algumas mudanças em bicos injetores e no software dos navios.
“O transporte marítimo está caminhando para a transição energética. A transição energética já está acontecendo. A velocidade que vai acontecer vai depender da medida que deve ser aprovada em dezembro [na IMO]”, afirmou.
Ele defendeu que o etanol tem vantagens em relação ao metanol, como o menor custo de aquisição, a maior disponibilidade e atende melhor a requisitos de segurança. Segundo Mathuyi, os portos brasileiros possuem infraestrutura de tancagem pronta para garantir oferta de etanol para os navios que quiserem abastecer na costa.
A Maersk já realizou testes usando 100% etanol em um navio bicombustível no Porto de Roterdã. Além disso, a CMA CGM já carregou um navio no Porto de Santos com etanol, e a Vale já começou a encomendar navios movidos apenas a etanol.
Camila Souza Ramos