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Cinco usinas de milho devem ficar prontas em 2020; não há previsão para unidades de cana

Das unidades em construção no país, dez são de milho, seis de cana, uma é flex e uma é de soja; apenas sete delas têm previsão de conclusão

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As 18 usinas de etanol atualmente em construção poderiam acrescentar 9,29 milhões de litros diários à oferta. Porém, esse volume não estará disponível tão cedo.

Do total de unidades em construção, apenas sete afirmaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que têm prazo para a conclusão das obras. Com elas, a oferta extra somaria pouco menos da metade do volume previsto, 4,62 milhões de litros, entre etanol anidro e hidratado.

Além disso, o cenário demostra que o etanol de milho domina os novos empreendimentos. Apesar de existirem usinas de etanol de cana-de-açúcar em construção, não há perspectiva de que qualquer uma delas seja concluída nos próximos anos.

Conforme a ANP, a previsão é enviada pelas próprias usinas e pode sofrer alterações. Além disso, a entidade ressalta que as companhias estão dispensadas da autorização de construção das unidades, de acordo com a resolução ANP nº 734/2018, porém é obrigatória a obtenção de Autorização de Operação junto à agência após a construção.

Segundo a ANP, estão em construção 18 usinas: dez de milho, seis de cana-de-açúcar, uma flex e uma de soja. Das que usarão milho como matéria-prima, cinco estão previstas para serem finalizadas ainda em 2020, sendo que quatro devem ser concluídas até julho.

Ainda assim, nem todas as unidades supostamente em construção têm data de início ou término informada.

Confira, na versão completa, mais detalhes sobre as usinas em construção e um infográfico explicativo do cenário atual de novos empreendimentos.

As 18 usinas de etanol atualmente em construção poderiam acrescentar 9,29 milhões de litros diários à oferta. Porém, esse volume não estará disponível tão cedo.

Do total de unidades em construção, apenas sete afirmaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que têm prazo para a conclusão das obras. Com elas, a oferta extra somaria pouco menos da metade do volume previsto, 4,62 milhões de litros, entre etanol anidro e hidratado.

Além disso, o cenário demostra que o etanol de milho domina os novos empreendimentos. Apesar de existirem usinas de etanol de cana-de-açúcar em construção, não há perspectiva de que qualquer uma delas seja concluída nos próximos anos.

De acordo com a ANP, a previsão é enviada pelas próprias usinas e pode sofrer alterações. Além disso, a entidade ressalta que as companhias estão dispensadas da autorização de construção das unidades, de acordo com a resolução ANP nº 734/2018, porém é obrigatória a obtenção de Autorização de Operação junto à agência após a construção.

Ainda segundo a ANP, estão em construção 18 usinas: dez de milho, seis de cana-de-açúcar, uma flex e uma de soja. Das que usarão milho como matéria-prima, cinco estão previstas para serem finalizadas ainda em 2020; a localizada em Sorriso (MT), do grupo FS Bioenergia, deve ficar pronta ainda em fevereiro.

Conforme o CEO da companhia, Rafael Abud, em entrevista ao Valor Econômico em março de 2019, foi investido R$ 1 bilhão na unidade de Sorriso.

Outras três usinas estão previstas para julho deste ano: a Etamil Bioenergia, do grupo Coprodia, em Campo Novo do Parecis (MT); a Alcooad, em Nova Marilândia (MT); e a Destilaria TJ, em Sorriso (MT).

Em janeiro de 2018, o projeto da Alcooad foi aprovado pelo colegiado da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com consulta prévia de financiamento de R$ 230 milhões.

Além disso, o fim das obras da Ethanol Indústria de Combustíveis, em Nova Mutum (MT), está previsto para outubro.

usinasemconstrução info

Ainda há uma sexta unidade que deve ficar pronta em 2020. Prevista para fevereiro, a Caramuru Alimentos, também em Sorriso (MT), pretende usar soja como matéria-prima. A obra tem um contrato de R$ 69 milhões com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com a condição de entrar em funcionamento em dois anos. A própria empresa também faria um investimento de R$ 46 milhões na obra.

Além disso, em julho de 2021, é esperada a finalização da unidade em Nova Mutum (MS), do grupo FS Bioenergia. A expectativa é que a companhia construa mais duas unidades, uma em Campo Novo do Parecis e outra em Primavera do Leste, também em Mato Grosso. Essas obras, entretanto, ainda não aparecerem na listagem da ANP.

Por fim, existem cinco usinas que não disponibilizaram data de início ou término de suas obras, sendo duas de etanol de milho, duas de cana-de-açúcar e uma flex. Outras seis têm data de início informada, porém sem previsão de término. Destas, duas são de milho e quatro de cana-de-açúcar.

A usina há mais tempo em construção, conforme a ANP, é o Cluster de Bioenergia, em Barra do Garças (MT). O início da obra ocorreu em setembro de 2010.

Em 2017, o site Olhar Direto noticiou que o Cluster de Bioenergia havia investido R$ 1 bilhão para retomar a construção de usinas nas quais já teria injetado R$ 50 milhões. A primeira fase de edificação seria justamente a unidade em Barra do Garças. Na sequência, a companhia pretendia construir mais duas, em Nova Xavantina e Água Boa, também em Mato Grosso.

Já a usina Rio Paraná, em Eldorado (MS), do grupo Santa Terezinha, começou a construção em março de 2013 e está com as obras paralisadas.

Novas usinas e a ANP

Desde julho de 2018, a ANP passou a adotar novas regras em relação à construção de usinas. Até então, as companhias deveriam enviar uma série de documentos para a agência, que poderia – ou não – autorizar as obras. Por meio de um marco regulatório, a ANP simplificou as exigências, acabando com a necessidade de solicitação para os novos empreendimentos.

Agora, as companhias devem apenas informar a ANP sobre o local, a capacidade de produção por tipo de produto, o investimento e o cronograma das obras, sendo que a agência poderá vistoriar a construção em qualquer etapa.

Para iniciar a operação, no entanto, são exigidos seis documentos, além do cumprimento de normas não só da ANP, mas também da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e da prefeitura, do Corpo de Bombeiros e do órgão ambiental competentes.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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