Com o total liberado, Brasil poderá enviar mais de 176 mil toneladas ao país norte-americano nesta temporada
O Norte-Nordeste recebeu uma terceira cota adicional para exportar açúcar aos Estados Unidos sob taxas reduzidas. As usinas da região poderão enviar mais 5,19 mil toneladas do adoçante ao país norte-americano.
O acordo inicial para a exportação foi de 144,41 mil toneladas de açúcar, e agora, contando também com as duas cotas extras definidas em julho e setembro deste ano, o volume total do adoçante será de 177,10 mil toneladas.
As unidades beneficiadas e os volumes atribuídos a cada uma delas foram publicados no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 29. De acordo com as regras já preestabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o montante será produzido e enviado por unidades do Norte-Nordeste como parte de uma iniciativa para levar mais previsibilidade para produtores da região.
A relação completa de unidades e mais informações sobre as cotas de exportação de açúcar para os EUA estão disponíveis no texto integral, disponível apenas para assinantes.
O Norte-Nordeste recebeu uma terceira cota adicional para exportar açúcar aos Estados Unidos sob taxas reduzidas. As usinas da região poderão enviar mais 5,19 mil toneladas do adoçante ao país norte-americano.
O acordo inicial para a exportação foi de 144,41 mil toneladas de açúcar, e agora, contando também com as duas cotas extras definidas em julho e setembro deste ano, o volume total do adoçante será de 177,10 mil toneladas.
As unidades beneficiadas e os volumes atribuídos a cada uma delas foram publicados no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 29. De acordo com as regras já preestabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o montante será produzido e enviado por unidades do Norte-Nordeste como parte de uma iniciativa para levar mais previsibilidade para produtores da região.
O estado de Alagoas será responsável por 47,1% da nova cota, com 2,43 mil toneladas. Em seguida Pernambuco, com 1,54 mil toneladas, representará 29,9% da novo total de exportação. O volume total atribuído a cada estado será de 82,96 mil toneladas e 53,55 mil toneladas, respectivamente.
Também participaram do novo rateio Paraíba (252,69 t), Rio Grande do Norte (251,05 t), Bahia (216,70 t), Piauí (153,5 t), Sergipe (150,07 t), Pará (101,58 t), Maranhão (42,59 t) e Amazonas (22,51 t). Ao todo, 35 usinas foram beneficiadas.

A divisão de produção, conforme as normas definidas pelo Mapa, é feita a partir da participação de cada usina na safra anterior, de acordo com os valores enviados pelos próprios produtores ao Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira (SAPCana).
Desta forma, as usinas Coruripe, Central Olho D’Água e Santo Antônio se mantém como as maiores exportadoras da região, com cotas que totalizam 18,01 mil, 10,60 mil e 10,36 mil toneladas, respectivamente.

Entre as 15 usinas que deverão exportar mais açúcar aos EUA, sete são de Alagoas e quatro de Pernambuco. Os estados de Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Sergipe contam com uma unidade cada.
Segundo dados do Ministério da Economia, entre outubro de 2020 e setembro de 2021, 258,99 mil toneladas de açúcar saíram dos portos nordestinos com destino aos estadunidenses. Contando com outros estados, o total de adoçante enviado ao país norte-americano no mesmo período chega a 478,05 mil toneladas.
Cota adicionais de açúcar
Apesar de definir anualmente qual será a cota de exportação de açúcar para cada safra, o governo dos Estados Unidos, a fim de manter um equilíbrio entre oferta e demanda, pode definir volumes extras do adoçante, considerando condições tributárias especiais. Quando isso acontece, são criadas cotas adicionais a serem divididas entre os principais produtores da commodity, entre eles o Brasil.
Durante a temporada 2019/20 foram criadas três cotas adicionais além da preferencial, totalizando 293,8 mil toneladas. O crescimento ante o acordo inicial foi de 103,4%.
Já em 2020/21, contabilizando esta terceira cota de 5,16 mil toneladas, há um aumento de 22,6% sobre o volume de 144 mil toneladas acordado em setembro do ano passado.
Giully Regina – NovaCana