As discussões em torno da cota de importação de etanol livre de tarifas – que beneficia principalmente os produtores dos Estados Unidos – mencionaram, em diversas ocasiões, a cota para exportação de açúcar brasileiro ao país norte-americano. Fixada em pouco mais de 144 mil toneladas anuais, ela é considerada pequena pelas usinas nacionais, mas os EUA não manifestaram interesse em renegociá-la.
Inclusive, no mesmo dia em que o governo brasileiro confirmou que não iria renovar a cota para o etanol, foi publicado em Diário Oficial o rateio referente à cota para exportação de açúcar brasileiro. Direcionada às usinas do Norte-Nordeste, com o objetivo de dar mais previsibilidade aos produtores da região, a divisão é feita anualmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e se refere ao período de outubro a setembro.
Para 2020/21, um total de 144,42 mil toneladas de açúcar foram divididas entre 35 usinas – uma a menos que na safra passada. A unidade que saiu da relação foi a Taquari, localizada em Capela (SE).
Segundo as regras vigentes, o Mapa realiza o rateio de acordo com a participação de cada companhia no total produzido na safra anterior. Os valores são enviados pelas próprias usinas por meio do Sistema de Acompanhamento da Produção Canavieira (SAPCana).
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