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O setor após a pandemia: Projeções de 16 empresas para a safra 2021/22 de cana-de-açúcar

A temporada 2020/21 foi marcada pela pandemia de coronavírus e, além disso, a seca insistente influenciou a colheita. Neste cenário, o que esperar para a próxima temporada?

NovaCana 16 min de leitura

A safra de cana-de-açúcar 2020/21 está se aproximando do fim. Até agora, 214 unidades já encerraram suas atividades, registrando recordes de produção e produtividade – uma positiva surpresa em um ano de dificuldades para diversos setores.

Em uma participação no podcast do Rabobank Foco no Agronegócio, o gerente do departamento de pesquisa do banco, Andy Duff, comentou que o resultado da temporada está sendo muito melhor do que o esperado em termos de preços e de produção e, especificamente no caso do açúcar e do açúcar total recuperável (ATR), vai registrar novos recordes.

Os números mais recentes divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) atestam a fala de Duff, com a produção de açúcar do Centro-Sul atingindo 38,09 milhões de toneladas, um recorde histórico e um aumento de 44,16% em relação a 2019/20. Para 2021/22, a expectativa é de uma queda de 9,2% no comparativo safra a safra.

Enquanto no começo do ano o cenário era de “incerteza total”, como reitera Duff, a expectativa para a conclusão é melhor do que a esperada. É justamente por isso, comenta o gerente do Rabobank, que é natural esperar um retorno para “patamares mais normais” na próxima temporada. Especialmente no que diz respeito ao ATR, que deve cair 4,27% em comparação com 2020/21.

Para Duff, o mesmo clima seco que possibilitou tanto a moagem acelerada observada no início de 2020/21 quanto a alta qualidade da cana é o responsável pelas dúvidas a respeito de 2021/22, especialmente levando em conta as variações climáticas esperadas nos próximos meses.

Para a próxima temporada, são esperadas 584,61 milhões de toneladas de cana moídas, conforme o mais recente levantamento do NovaCana, realizado com 15 empresas e consultorias especializadas.

Este volume está 1,73% abaixo do acumulado na safra atual conforme a atualização mais recente da Unica, 594,88 milhões de toneladas – na previsão da instituição, este número deve fechar em 605 milhões.

Confira, na versão completa do texto, restrita para assinantes, as estimativas e comentários de 16 empresas sobre a safra 2021/22 em relação a açúcar, etanol de cana e de milho, ATR, moagem e mix de produção.

A safra de cana-de-açúcar 2020/21 está se aproximando do fim. Até agora, pelo menos 214 unidades já encerraram suas atividades, registrando recordes de produção e produtividade – uma positiva surpresa em um ano de dificuldades para diversos setores.

Em uma participação no podcast Foco no Agronegócio, do Rabobank, o gerente do departamento de pesquisa do banco, Andy Duff, comentou que o resultado da temporada está sendo muito melhor do que o esperado em termos de preços e de produção e, especificamente no caso do açúcar e do açúcar total recuperável (ATR), vai registrar novos recordes.

Os números mais recentes divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) atestam a fala de Duff, com a produção de açúcar do Centro-Sul atingindo 38,09 milhões de toneladas, um recorde histórico e um aumento de 44,16% em relação a 2019/20.

A principal justificativa, afirmam especialistas, é justamente aquela que pode ser um ponto de complicação na próxima safra: a seca. Com menos chuvas, houve maior concentração de ATR e disponibilidade de cana. O maior direcionamento para o açúcar, por sua vez, é consequência das condições de preços para a commodity e para o etanol ao longo do ano, que foram bem mais favoráveis para o primeiro produto.

Enquanto no começo do ano o cenário era de “incerteza total”, como reitera Duff, a expectativa para a conclusão é melhor do que a esperada. É justamente por isso, comenta o gerente do Rabobank, que é natural esperar um retorno para “patamares mais normais” na próxima temporada. Especialmente no que diz respeito ao ATR.

Para Duff, o mesmo clima seco que possibilitou tanto a moagem acelerada observada no início de 2020/21 quanto a alta qualidade da cana é o responsável pelas dúvidas a respeito de 2021/22, especialmente levando em conta as variações climáticas esperadas nos próximos meses.

Para a próxima temporada, são esperadas 584,61 milhões de toneladas de cana moídas, conforme o mais recente levantamento do NovaCana, realizado com 15 empresas e consultorias especializadas.

Este volume está 1,73% abaixo do acumulado na safra atual conforme a atualização mais recente da Unica, 594,88 milhões de toneladas – na previsão da instituição, este número deve fechar em 605 milhões.

estimativa moagem 15.12.20

A MB Agro sugere o menor número estimado para 2021/22: 565 milhões de toneladas. Já Datagro é a responsável pela segunda menor estimativa, 575 milhões. Dentre as justificativas dadas em outubro pelo presidente da consultoria, Plínio Nastari, estão o atraso no desenvolvimento fisiológico da plantação, devido à seca deste ano, e a menor renovação dos canaviais.

Ele ainda acrescenta que os incêndios que ocorreram nos principais estados produtores ao longo de 2020 prejudicaram o plantio, o que pode inclusive influenciar em uma entressafra mais longa, com a moagem de 2020/21 terminando mais cedo e o início da safra 2021/22 sendo adiado.

“A cana não está pronta, ela está atrasada”, afirma Nastari, com a expectativa de que março terá um esmagamento menor do que o registrado neste ano, com os produtores deixando o início da moagem para mais tarde.

O gerente de projetos do Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege), Haroldo Torres, também cita os incêndios, somados à forte e longa estiagem, como um fator comprometedor do desenvolvimento da cana.

A perspectiva inicial do instituto para 2021/22 é que serão moídas 580 milhões de toneladas de cana, um pouco acima da projeção da Datagro, mas ainda abaixo da média da pesquisa. Para Torres, a temporada será marcada por uma menor oferta da matéria-prima, também em função da menor renovação do canavial e até da redução do número de fornecedores, que migraram para outras culturas.

O analista Ciro Sitta, da Canaplan, responsável por uma das menores perspectivas de moagem para a próxima temporada, 579,2 milhões de toneladas, concorda que houve uma perda de área de cana no Centro-Sul. Os motivos são os mesmos: menor replantio e competição com culturas mais rentáveis.

estimativa evolução 15.12.20

Já o coordenador de inteligência de mercado da SCA, Renan de Castro Santos, aponta tanto as questões de área, com a perda de espaço para outras culturas, quanto a estiagem e as queimadas como justificativas para a perspectiva de 580 milhões de toneladas ao final da safra 2021/22.

Ele também acredita que ocorreu mais plantio de cana ao longo de 2020 e que isso pode ser prejudicial para os números de moagem, pois reduz a área de colheita prevista para o próximo ano. Desta forma, ele espera uma “substancial redução da produção de cana”.

A questão dos incêndios também foi trazida em um texto da Bloomberg com especialistas no setor, que comentaram que a seca é um fator baixista. Além disso, existe a possibilidade do fenômeno climático La Niña prolongar ainda mais a estiagem, ameaçando a colheita que começa em abril.

Ainda assim, o analista do Group Sopex, John Stansfield, considera-se mais otimista e projeta a maior moagem dentre as consultorias pesquisadas, 600 milhões de toneladas. “Muitos pés de cana são jovens, resistentes e capazes de suportar o estresse climático”, afirma.

estimativa elasticidade 15.12.20

A StoneX, que espera que sejam moídas 590,4 milhões de toneladas ao longo de 2021/22, concorda que o canavial está mais jovem. “O setor está migrando de uma cana que está em seu quarto ou quinto corte para canas de terceiro e segundo corte, o que resulta em uma matéria-prima mais resistente ao clima seco”, afirma o consultor de açúcar e etanol Lucas Oliveira.

Um clima de incertezas

A Agroconsult também é responsável pela maior moagem esperada para 2021/22 dentre as consultorias, 600 milhões de toneladas de cana. O número é maior do que a expectativa para 2020/21, de 595 milhões.

A perspectiva para a próxima safra já é uma redução ante o número inicial da consultoria, 610 milhões de toneladas, declara o analista de mercado André Petry. “Essa manutenção dependerá das chuvas de primavera-verão, que começaram bem fracas, mas já dão sinais que irão se normalizar”, explica.

A Czarnikow também acredita que a seca prolongada adicionou um grau de incerteza às expectativas para 2021/22. Levando em conta tanto as queimadas quanto “o risco La Niña”, a consultoria acredita que haverá uma menor disponibilidade de cana, com 580 milhões de toneladas moídas.

Para o Rabobank, é esta possibilidade do impacto do clima no campo que reduz as expectativas de produção de açúcar e leva à projeção de um mercado de etanol ainda mais apertado em 2021. “A incerteza sobre a intensidade e o impacto da La Niña no Sul e no Centro-Sul nos primeiros meses de 2021 virou um fator chave na elevação dos preços mundiais de açúcar. Assim, por enquanto, os olhos do mercado ficarão focados no clima brasileiro”, afirma o banco, em seu relatório de perspectivas para o ano que vem.

A situação dos preços, aliás, somada à menor disponibilidade de cana, é o que determina as possibilidades do mix de produção das usinas em 2021/22. As consultorias esperam que ele seja altamente açucareiro, com 45,4% da cana sendo direcionada para a produção da commodity.

estimativa mix 15.12.20

O consultor e gerente de análise de mercado da Czarnikow, Henrique Akamine, acredita que o mix para o açúcar será novamente forte, mesmo com redução na moagem. “Grande parte do setor foi capaz de precificar com bons retornos, confirmando a decisão de produção do adoçante”, justifica.

A companhia espera um mix de 47,3% para o açúcar, um dos maiores da pesquisa, o que levaria à produção de 35,9 milhões de toneladas. Já a média das consultorias é de que serão produzidas 34,58 milhões de toneladas do adoçante, número 9,2% menor que o atual recorde de 2020/21.

O Itaú BBA também acredita que o mix seguirá favorável ao açúcar – se não ainda mais do que o observado em 2020/21. Em conjunto com a esperada redução de ATR, este fator fará com que o balanço para o etanol fique mais apertado.

Por outro lado, o analista sênior de agricultura da S&P Global Platts Analytics, Claudiu Covrig, faz um alerta sobre o mix de açúcar: “Caso os preços de petróleo estejam significantemente acima dos valores atuais e o real se fortaleça, isto jogaria a favor do etanol. Ou seja, uma redução no mix para 40% iria significar 1,6 milhões de toneladas de açúcar a menos”.

Para Covrig, este cenário é bastante específico, então a Platts espera um mix de produção de 44,5% para o açúcar em 2021/22. Ainda assim, a consultoria é responsável pela menor previsão de produção da commodity na próxima safra, 30,75 milhões de toneladas.

estimativa acucar 15.12.20

A segunda menor expectativa é a da Archer, 33,5 milhões de toneladas, como consequência do clima seco, explica o sócio Arnaldo Luiz Corrêa. Do outro lado está a Safras & Mercado, com 37 milhões de toneladas. De acordo com o analista Mauricio Muruci, “o verão, que é a estação chuvosa, está vindo firme, com bastante chuva, e isso neutraliza o risco climático”.

Já a SCA sugere um número um pouco acima da média das consultorias: 36 milhões de toneladas. “Entendemos que o açúcar será novamente protagonista no mix de produção em função dos excelentes preços já adquiridos na bolsa de Nova York nos últimos meses”, explica o coordenador de inteligência de mercado, Renan de Castro Santos.

Etanol pressionado

Mesmo com um mix de produção novamente mais direcionado para o açúcar, as expectativas para o etanol na safra 2021/22 sugerem um número 0,31% acima do registrado até então na safra vigente – 29 bilhões contra 28,91 bilhões de litros até a segunda quinzena de novembro, envolvendo milho e cana-de-açúcar.

A analista sênior de biocombustíveis da S&P Global Platts Analytics, Beatriz Pupo, acredita que as estimativas de queda na moagem, somadas a uma esperada recuperação no consumo de combustíveis, farão com que a safra seja apertada para o abastecimento de etanol.

A StoneX concorda que a produção do renovável deve seguir desestimulada devido às perspectivas para o açúcar. “Ainda assim, é possível que haja menor transferência de biocombustível do Centro-Sul para o Norte-Nordeste, aliviando o balanço de oferta e demanda para a entressafra da primeira região”, acrescentam os analistas Matheus Costa, Rafaela Souza e Marina Malzoni.

estimativa etanoltotal 15.12.20

A estimativa da StoneX é que serão produzidos 32,80 bilhões de litros de etanol em 2021/22, sendo que 29,7 bilhões são de cana-de-açúcar. Este é o segundo menor volume previsto; a Agroconsult, em primeiro, espera 34 bilhões de litros totais, sendo 30,80 bilhões de cana.

Já o Rabobank acredita que serão produzidos 25,5 bilhões de litros de etanol de cana na próxima safra. “A arbitragem projetada na base dos preços previstos para o açúcar e para a gasolina sugere mais uma safra altamente açucareira”, explica o banco, em relatório. Somando-se à redução na disponibilidade de cana, o resultado é uma queda na produção do renovável.

“O cenário é ‘menos de tudo’ – cana, açúcar e etanol – para 2021/22”, Andy Duff (Rabobank)

Por outro lado, um fator chave para a próxima temporada é a produção de etanol de milho. Na média das consultorias, serão produzidos 3,27 bilhões de litros do renovável do grão em 2021/22. Até 1º de dezembro da safra atual, este volume chegou a 1,64 bilhão de litros – ou seja, se a perspectiva se confirmar, a produção do biocombustível aumentará 99,39% entre as duas safras.

A StoneX destaca suas previsões para o etanol de milho: “As usinas, flex e dedicadas, já garantiram o abastecimento do grão nos últimos meses, de modo que as cotações elevadas da commodity devem ter impacto limitado sobre a produção no curto prazo”.

Do outro lado está a Datagro, que acredita que a produção pode cair no próximo ano. O presidente da consultoria, Plínio Nastari, questiona se o cenário positivo poderá se manter considerando a alta nos preços dos grãos. “Se continuarem elevados, é provável que muitos produtores, principalmente os flex [que fabricam etanol a partir das duas matérias-primas], não produzam etanol de milho na mesma intensidade”, afirma.

estimativa cana milho 15.12.20

Já a União Brasileira do Etanol de Milho (Unem) acredita que o volume de etanol de milho da safra 2021/22 pode chegar a 3,3 bilhões de litros entre anidro e hidratado, um pouco acima da média das consultorias.

O presidente da Unem, Guilherme Nolasco, em entrevista exclusiva para o NovaCana, explica que essa expectativa se deve ao crescimento na produção observado nesta safra, às novas unidades que entraram em funcionamento ao longo deste ano e às que devem iniciar suas atividades em breve ou mesmo ampliar suas instalações em 2021.

“A próxima safra será marcada mais por ampliação das capacidades instaladas [das usinas que produzem etanol de milho], do que por grandes novas operações”, Guilherme Nolasco (Unem)

Com estas novas e maiores produtoras, Nolasco afirma que a expectativa do setor é chegar aos 5 bilhões de litros anuais até 2025 e aos 8 bilhões até 2028. Isso indica que as adversidades que se apresentaram em 2020 não foram tão sentidas pelas produtoras de milho. “Alguns projetos ficaram aguardando o restabelecimento da normalidade e devem iniciar em 2021”, comenta.

Para a próxima temporada, a expectativa é o crescimento de 600 milhões a 700 milhões de litros, mas com muito “canteiro de obra” trabalhando, o que deve resultar em um impacto grande nas temporadas seguintes.

Em relação às plantações do grão, o cenário é de aumento de área, ao mesmo tempo em que houve uma demora no plantio pelo atraso da soja. Além disso, Nolasco explica, o milho está muito rentável. Desta forma, a maior preocupação do setor é a influência externa, devido ao câmbio que torna a exportação do grão muito mais atrativa do que a venda interna.

Ele explica que, quando o câmbio está alto, fica barato importar milho do Brasil. Além disso, tradicionalmente, um grande volume da produção do Centro-Oeste vai para o mercado de exportação.

“Milho não vai faltar, o que nos preocupa são os cenários externos e o comportamento do mercado em relação a preço”, afirma Nolasco, que completa: “Mas o setor está muito bem posicionado com compras futuras; os produtores estão comprando milho que será plantado daqui há um ano. A estratégia do setor de etanol de milho está nas compras antecipadas”.

ATR: níveis menores, mas normais

Em relação à qualidade da matéria-prima na safra 2020/21, o Rabobank afirmou que, com a seca, o ATR atingiu seu maior nível desde 2007/08, chegando a 144 quilos por tonelada de cana-de-açúcar.

Para a próxima temporada, a StoneX considera que as condições climáticas ao longo de 2020, por mais que tenham sido positivas para os canaviais que estão sendo colhidos, não são positivas para o ATR. “Essa é a memória genética que a cana carrega para a próxima safra”, afirma o consultor Lucas Oliveira.

Ainda assim, pode ocorrer uma melhoria nas perspectivas caso ocorra uma boa entressafra. Conforme Oliveira, são esperadas precipitações acima da média em grande parte do Centro-Sul. “Tudo está à mercê do clima para o ano que vem”, completa.

A estimativa média para o ATR na safra 2021/22 é de 138,93 kg/t, 4,27% abaixo do acumulado na temporada vigente, 145,13 kg/t. A Datagro, que tem um dos maiores números, 141,2 kg/t, justifica o valor com a possibilidade de os produtores colherem canas mais novas, o que reduz a concentração de ATR.

estimativa atr 15.12.20

Já a Platts apresenta uma das menores estimativas, 137 kg/t. Ainda assim, o analista sênior de agricultura da consultoria, Claudiu Covrig, considera este um número positivo. “Este nível permanece acima da média de dez anos, de 136 kg/t, devido a novas variedades de cana e fertilizantes mais eficazes, impulsionando níveis mais altos de sacarose na cana”, afirma.

A menor previsão é a do Rabobank, 136,79 kg/t. O gerente do departamento de pesquisa do banco, Andy Duff, adverte: “Ainda temos uma fase crítica dos próximos meses em que o clima pode provocar revisões para cima ou para baixo nessa nossa projeção”.

Em relação ao ATR total, o banco também registrou a menor estimativa, 79 milhões de toneladas. A média das consultorias ficou em 81,07 milhões, 6,10% abaixo do acumulado da safra conforme a Unica, de 86,34 milhões de toneladas.

estimativa acucarequivalente 15.12.20

Para Duff, independentemente do cenário, a prioridade das usinas deve ser a busca contínua por eficiência no campo e na usina. “Afinal, em qualquer negócio de commodity, ter um custo competitivo é fundamental”, completa. O gerente também reforça que as companhias devem investir na diversificação, especialmente em soluções renováveis.

“Parece que a sociedade e os investidores globais estão prestando cada vez mais atenção na sustentabilidade de negócios. E eu acredito que o setor sucroenergético esteja bem posicionado para atender a essas prioridades”, conclui Duff.

Rafaella Coury – NovaCana

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