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Resultados de 2021/22: Como foi a temporada para 24 sucroenergéticas em 20 indicadores

Levantamento traz desempenho operacional e financeiro dos principais grupos do setor abrangendo resultados líquidos, receitas, despesas, estoques, dívidas e outros dados

NovaCana 16 min de leitura

Mesmo tendo sido marcada por adversidades climáticas que levaram à moagem mais baixa dos últimos dez anos, a safra 2021/22 reforçou a tendência de melhora nos desempenhos financeiros vindos das companhias de açúcar e etanol.

Ou seja, os resultados das maiores sucroenergéticas seguiram favoráveis. Dentre as 24 empresas que tiveram os dados operacionais e financeiros coletados e analisados pelo NovaCana, somente uma delas, a Tereos, contabilizou prejuízo líquido no período.

Nesta reportagem, os números levantados são apresentados a partir de 20 indicadores, que cruzam dois dados de cada empresa. Com isso, é possível avaliar as companhias de diferentes portes de maneira mais equalizada.

As sucroenergéticas desta sondagem foram responsáveis pela moagem de 234,71 milhões de toneladas de cana na safra 2021/22, volume que corresponde a 44,9% do total esmagado no período. O desempenho variou das 76,16 milhões de toneladas da Raízen às 1,26 milhão de toneladas da Diana Bioenergia.

Assim, é possível visualizar o desempenho das empresas quanto à tonelada de cana, à capacidade de gerar caixa (por meio do Ebitda ajustado, que demonstra os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com a dedução daquilo que as empresas julgam inadequado para medir seus resultados), às dívidas, ao tamanho da empresa (dado pelo ativo ou patrimônio líquido), entre outros números.

Dentre os 20 índices avaliados, a Santa Lúcia foi a sucroenergética que mais apareceu com o melhor resultado entre as 24 analisadas, seguida pela Jalles Machado. Já a Raízen e a Tereos foram as que mais estiveram em último lugar nos quesitos; a primeira cinco vezes e a segunda quatro vezes.

Os números foram coletados em diários oficiais estaduais, jornais de grande circulação e por meio de divulgação das próprias empresas. Em alguns casos, o NovaCana entrou em contato com as companhias solicitando dados complementares.

Estão presentes no levantamento (exclusivo para os assinantes do NovaCana):

  • Adecoagro
  • Balbo
  • Batatais
  • Bioenergética Aroeira
  • CerradinhoBio
  • Clealco
  • CMAA
  • Cocal
  • Colombo
  • Coruripe
  • Da Mata
  • Diana Bioenergia
  • Jalles Machado
  • Maringá
  • Melhoramentos
  • Pedra Agroindustrial
  • Raízen Energia
  • Santa Lúcia
  • São Manoel
  • São Martinho
  • SJC Bioenergia
  • Tereos
  • Uisa
  • Zilor

Mesmo tendo sido marcada por adversidades climáticas que levaram à moagem mais baixa dos últimos dez anos, a safra 2021/22 reforçou a tendência de melhora nos desempenhos financeiros vindos das companhias de açúcar e etanol.

Ou seja, os resultados das maiores sucroenergéticas seguiram favoráveis. Dentre as 24 empresas que tiveram os dados operacionais e financeiros coletados e analisados pelo NovaCana, somente uma delas, a Tereos, contabilizou prejuízo líquido no período.

Nesta reportagem, os números levantados são apresentados a partir de 20 indicadores, que cruzam dois dados de cada empresa. Com isso, é possível avaliar as companhias de diferentes portes de maneira mais equalizada.

As sucroenergéticas desta sondagem foram responsáveis pela moagem de 234,71 milhões de toneladas de cana na safra 2021/22, volume que corresponde a 44,9% do total esmagado no período. O desempenho variou das 76,16 milhões de toneladas da Raízen às 1,26 milhão de toneladas da Diana Bioenergia.

Assim, é possível visualizar o desempenho das empresas quanto à tonelada de cana, à capacidade de gerar caixa (por meio do Ebitda ajustado, que demonstra os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com a dedução daquilo que as empresas julgam inadequado para medir seus resultados), às dívidas, ao tamanho da empresa (dado pelo ativo ou patrimônio líquido), entre outros números.

Dentre os 20 índices avaliados, a Santa Lúcia foi a sucroenergética que mais apareceu com o melhor resultado entre as 24 analisadas, seguida pela Jalles Machado. Já a Raízen e a Tereos foram as que mais estiveram em último lugar nos quesitos; a primeira cinco vezes e a segunda quatro vezes.

Os números foram coletados em diários oficiais estaduais, jornais de grande circulação e por meio de divulgação das próprias empresas. Em alguns casos, o NovaCana entrou em contato com as companhias solicitando dados complementares.

Potencial de caixa

A capacidade das empresas para gerar caixa pode ser medida por meio da relação entre o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e a moagem. O resultado é referente a quanto a companhia ganha por tonelada de cana moída – assim, quanto mais alto o indicador, melhor o desempenho.

indicadores 202122 ebitda moagem 050922

Neste quesito, dentre as companhias analisadas pelo NovaCana, a Jalles Machado foi a que apresentou o melhor número em 2021/22, com um Ebitda de R$ 205,01 por tonelada de cana moída. Um ano antes – considerando uma amostra diferente – a sucroenergética já havia ficado na dianteira, ainda assim, ela melhorou o seu desempenho safra-a-safra em 52,9%.

Em seguida, o segundo melhor resultado no quesito ficou com a CerradinhoBio, com R$ 203,86 por tonelada de cana, um aumento anual de 60,8%.

Apenas as duas companhias tiveram desempenhos acima dos R$ 200/t, outras 13 obtiveram ganhos entre R$ 100/t e R$ 200/t e cinco ficaram abaixo de R$ 100/t. O pior desempenho foi da Tereos, com ganhos de R$ 60,06/t, valor 8,3% abaixo ante o de 2020/21.

Em uma média simples das 20 empresas analisadas, o ganho foi de R$ 138,94/t, consideravelmente acima da média de um ano antes, que não atingiu R$ 100/t.

Já em relação à margem Ebitda ajustado, o desempenho mais favorável também foi o da Jalles Machado, com 75,8%; ela foi seguida da Adecoagro, com 70,3%. Um ano antes, as empresas estavam em posições invertidas, a primeira com o indicador em 65,4% e a segunda com 75,2%.

Na outra ponta, o pior desempenho foi o da Raízen Energia, com 13%, enquanto a Tereos teve o segundo pior resultado, com uma margem Ebitda de 21,2%.

Esse indicador mede a capacidade de faturamento das empresas no comparativo com suas receitas com vendas – quanto mais alto o percentual, melhor a performance da empresa.

indicadores 202122 ebitda receita 050922

Outro indicador de desempenho mede o quanto as companhias geraram caixa no comparativo com os seus gastos com quitação de juros – a chamada cobertura de juros. Para isso, o Ebitda ajustado foi cruzado com as despesas financeiras dos grupos sucroenergéticos e o resultado é dado em pontos. Quanto maior o valor, mais facilidade a empresa possui em quitar os seus juros.

Neste caso, a Santa Lúcia foi a que apresentou o melhor número, com 65,37 pontos – o alto índice se deu por conta das despesas financeiras bastante baixas da sucroenergética. Em seguida, veio a Da Mata, com 16,45 pontos.

O desempenho das outras 18 companhias analisadas foi inferior a dez pontos. Dentre os valores mais baixos estiveram Tereos, Coruripe e Jalles Machado, com 1,27, 1,26 e 1,12 ponto, respectivamente.

indicadores 202122 juros 050922

Dos 24 grupos que fazem parte da amostra colhida pelo NovaCana, 20 deles divulgaram dados do Ebitda ajustado e puderam ter estes números analisados pela reportagem. Além disso, oito deles apresentaram o dado sem qualquer tipo de ajuste, tendo sido este o número utilizado para os cálculos.

Receita com os produtos

A campeã disparada em receita em 2021/22 foi a Raízen Energia, com ganhos de 50,37 bilhões. O número também rendeu à companhia, assim como em 2020/21, a maior relação com a moagem, de R$ 661,38/t, valor 26,7% acima dos R$ 522,22/t de um ano antes. O processamento da sucroenergética foi de 76,16 milhões de toneladas na temporada.

Este indicador operacional mensura o quanto as empresas receberam com as vendas dos seus produtos no comparativo com a sua matéria-prima esmagada.

O segundo melhor desempenho, por sua vez, foi da CerradinhoBio, que obteve R$ 496,99 de receita por tonelada de cana. A companhia teve uma alta anual no indicador de 149,2%.

Dentre as 24 empresas avaliadas, oito delas tiveram performances acima de R$ 300/t e as outras 16 ficaram acima de R$ 200/t. O indicador mais desfavorável da amostra veio da Batatais, com R$ 211,9/t, ainda que a empresa tenha ampliado o valor em 13,5% no comparativo com o ciclo anterior.

indicadores 202122 receita moagem 050922

Outro indicador pertinente envolvendo a receita líquida é o giro de ativo, que faz a comparação dos rendimentos com o tamanho da empresa, contabilizado pelo ativo total. Quanto mais alto o valor, dado em pontos, mais vendas ocorreram com a mesma base de ativos.

A Raízen Energia também apresentou o melhor resultado no quesito, de 0,86 ponto, seguida da Clealco com 0,84 ponto.

Na outra ponta, estiveram a São Manoel e a Cocal, com 0,32 e 0,33 ponto, respectivamente.

indicadores 202122 ativo 050922

Considerando dois dos principais dados das empresas, a receita líquida e o Ebitda ajustado, é possível medir o ganho recebido pelos produtos no comparativo com a geração de caixa (o lucro obtido, antes de contabilizar juros, impostos, depreciação e amortização).

Esta é uma maneira diferente de analisar os mesmos dados que baseiam o cálculo da margem Ebitda. Neste indicador, quanto menor o resultado, menos receita é demandada para obter o mesmo caixa.

A Jalles Machado teve o melhor desempenho no item, com 1,32 vez, seguida da Adecoagro, com 1,42 vez. Já os valores mais desfavoráveis vieram da Tereos, com 4,71 vezes, e da Raízen, com 7,72 vezes.

indicadores 202122 receita ebitda 050922

Dos 20 grupos analisados neste indicador – já que quatro deles não apresentaram dados de Ebitda ou Ebitda ajustado – nove tiveram resultados abaixo de 2 vezes, outros sete apresentaram índices entre 2 de 3 vezes e outros dois entre 3 e 4 vezes.

Custos da venda dos produtos

Os custos dos produtos vendidos em relação à receita líquida das empresas seguem demonstrando os altos gastos da Raízen Energia. A companhia teve despesas que corresponderam a 91% dos seus ganhos em 2021/22. O resultado foi ainda maior do que no ciclo anterior, quando era de 88,6%. A Batatais veio em seguida com o segundo índice mais crítico, com 79%; o valor também supera o ciclo anterior, de 65,3%.

indicadores 202122 custos receita 050922

Dentre os resultados mais favoráveis estiveram a Melhoramentos, com 47,2%, a Jalles Machado, com 50,3%, e a Uisa (antiga Usinas Itamarati), com 54,6%.

Já no comparativo com a moagem, ou seja, o quanto as empresas gastaram na fabricação dos seus produtos em relação à matéria-prima disponível, a Melhoramentos teve o valor mais favorável, de R$ 134,53/t. A Jalles Machado, segunda colocada dentro da amostra, apresentou um desempenho de R$ 136,12/t – ainda assim, o valor demonstrou um aumento anual de 10% no comparativo anual.

A Raízen foi a que apresentou os gastos mais elevados, de R$ 601,9/t, ficando 30,1% acima dos R$ 462,49/t de um ano antes. A Cerradinho performou o segundo pior resultado do indicador, tendo gastado R$ 318,11/t, aumento anual de 32,9%.

Das 24 empresas, 16 delas tiveram despesas inferiores a R$ 200/t.

indicadores 202122 custos moagem 050922

Um terceiro comparativo possível dos custos é em associação ao Ebitda ajustado da companhia, ou seja, os gastos vistos em relação à capacidade de gerar caixa. Neste caso, o resultado é dado em vezes.

A Jalles Machado foi a que teve o dado mais favorável, de 0,66 vez. Um ano antes, o índice da sucroenergética era de 0,92 vez. A empresa foi seguida da Melhoramentos, com 0,74 vez, e pela Adecoagro, com 0,99 vez.

Somente estas três empresas tiveram resultados inferiores a 1 vez; outras 12 obtiveram números inferiores a 2 vezes. Tereos e Raízen, por outro lado, demonstraram os índices mais altos e desfavoráveis da amostra, de 3,71 vezes e 7,03 vezes, respectivamente.

indicadores 202122 custos ebitda 050922

O giro de estoques é uma quarta forma de comparar os gastos feitos ao longo do ciclo. Este indicador traz o valor dos produtos estocados no momento do encerramento da temporada.

Neste quesito, a campeã foi a Santa Lúcia, com 1,77 vez de relação entre os indicadores. Um ano antes, a empresa também havia tido a melhor performance, com os custos totais da temporada tendo correspondido a 2,28 vezes o valor dos estoques.

Dentre os piores desempenhos estão a Raízen Energia, com 15,07 vezes, e a Coruripe, com 15,72 vezes. A primeira reduziu o valor ante a safra anterior, enquanto a segunda teve uma ampliação no comparativo anual.

indicadores 202122 estoques 050922

Este indicador deve ser analisado com cautela, já que a posição final dos estoques na safra pode variar de forma considerável conforme as estratégias adotadas pelas empresas em cada ciclo.

Resultados líquidos

O resultado líquido da empresa – que, diferentemente do Ebitda, considera juros, impostos, depreciações, amortizações e demais itens que a empresa enxerga como não pertinentes para avaliar o seu desempenho operacional – também é importante em uma análise de indicadores.

Uma das bases comparativas mais relevantes é com a moagem. Em 2021/22, o melhor desempenho foi da Santa Lúcia, com uma relação do resultado líquido e moagem de R$ 125,88/t. Um ano antes, o valor foi de R$ 53,34/t, portanto, houve um aumento de 136,02%.

A seguir, está a CerradinhoBio, com R$ 97,33/t. No ano anterior, o valor foi de R$ 52,86/t e, portanto, o número passou por uma ampliação de 84,15%.

indicadores 202122 resultado moagem 050922

Dentre os piores resultados, estiveram a Raízen, com R$ 15,21/t, e a Tereos, que apresentou uma performance negativa, pois sofreu um prejuízo no período de 2021/22.

Em comparação com o patrimônio líquido de cada empresa, que corresponde ao seu tamanho desconsiderando os passivos, os resultados trazem um indicador chamado rentabilidade, ou retorno sobre o patrimônio líquido.

Neste quesito, dado em porcentagem, a campeã foi a Batatais, com 88,1%. Um ano antes, o indicador foi 211,6% e a sucroenergética também estava na dianteira. Na sequência, a Maringá obteve 63,4%, apresentando um incremento no comparativo com o ciclo 2020/21, quando a relação foi de 48,5%.

Já os piores desempenhos foram da Uisa e da Tereos, ambas com valores negativos, distorcendo o indicador. Isso ocorreu porque a primeira apresentou o patrimônio líquido negativo, o que ocorre quando os valores das obrigações superam a soma de todos os ativos de uma empresa; já a segunda teve um prejuízo líquido.

indicadores 202122 rentabilidade 050922

Por sua vez, Cocal e Raízen foram as companhias com os mais baixos desempenhos positivos, com 5,1% e 8,5%, respectivamente.

Liquidez e endividamento

A liquidez corrente é um dos indicadores utilizados para mensurar a obtenção de crédito e analisar o risco das empresas. O número, dado em pontos, é calculado pela relação entre o ativo circulante (recursos que podem ser convertidos em finanças no curto prazo) e o passivo circulante (contas que precisam ser pagas nos próximos 12 meses).

Assim, o indicador mede a saúde financeira da companhia e corresponde à capacidade dela em arcar com suas obrigações financeiras; quanto mais elevado, mais favorável é o índice para a companhia.

indicadores 202122 liquidez 050922

Em 2021/22, a Santa Lúcia teve o desempenho mais favorável no quesito, com 3,6 pontos, seguida da Balbo, com 3,2 pontos.

No total, as duas empresas tiveram liquidez corrente inferior a 1 ponto, o que significa que elas têm mais contas a pagar do que dinheiro disponível em caixa. Outras onze sucroenergéticas também tiveram resultados superiores a 2 pontos, ou seja, elas têm capital para pagar mais do que o dobro de suas contas.

Ainda no fator endividamento, outro indicador que permite medir a saúde financeira da empresa é dado pelo cálculo de quanto as dívidas pesam no patrimônio. Nele, é feita a relação entre o passivo total, de curto, médio e longo prazos, e o total dos ativos.

Novamente, a Santa Lúcia teve o resultado mais favorável no quesito, de 28,4%. Em seguida, veio a Balbo, com 53%.

indicadores 202122 endividamento 050922

Na ala nos piores desempenhos estiveram Clealco, com 162,7%, e Uisa, com 246,1%; as duas foram as únicas com índices superiores a 100%.

Débitos das sucroenergéticas

As empresas sempre buscam reduzir a sua alavancagem e isto pode ser ainda mais complicado entre as sucroenergéticas por conta dos altos endividamentos inerentes ao setor.

O indicador, que mede o risco das operações de uma companhia no comparativo entre a dívida líquida e o patrimônio líquido, pode até ser elevado, mas isso não necessariamente significa que a empresa tenha um desempenho ruim. Afinal, se o potencial de ganho compensa os altos débitos, o fato pode não ser um problema.

indicadores 202122 alavancagem 050922

Das 24 empresas da amostra levantada, 13 tiveram índice abaixo de 1 vez e outras dez de até 2 vezes. Além disso, a Uisa teve o valor distorcido, devido ao seu patrimônio líquido negativo.

No comparativo com a moagem, demonstrando o peso das dívidas frente ao desempenho dos canaviais, a Santa Lucia demonstrou o melhor resultado, com R$ 13,73/t. A Jalles Machado veio em seguida também com um bom desempenho, de R$ 27,44/t.

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Dentro da amostra, seis empresas contabilizaram dívidas inferiores a R$ 100/t. Outras 14 ficaram com débitos entre R$ 100/t e R$ 200/t.

Dentre os valores mais desfavoráveis, acima dos R$ 200/t, estiveram cinco empresas: Cocal, Tereos, Clealco, Adecoagro e Cururipe, sendo que a última registrou R$ 221,13/t.

Em relação ao Ebitda ajustado, as dívidas são confrontadas com os lucros descontando juros, impostos, depreciações e amortizações.

indicadores 202122 divida ebitda 050922

Nesse quesito, a Jalles Machado teve o resultado mais benéfico, de 0,13 vez, seguida da Santa Lúcia, com 0,15 vez. No total, treze empresas tiveram índices inferiores a 1 vez.

Coruripe e Tereos foram as com piores performances, atingindo 2,44 vezes e 3,36 vezes, respectivamente.

Juros, impostos, câmbio e gastos administrativos

Existem outras despesas que as sucroenergéticas possuem, além dos relacionados à produção de açúcar, etanol e energia elétrica. Os gastos administrativos são um deles e têm relevância para o resultado das empresas. Eles podem, por exemplo, ser comparados com a moagem de cana-de-açúcar de cada grupo.

indicadores 202122 administrativo moagem 050922

A Da Mata desempenhou mais favoravelmente dentre as 24 companhias analisadas, com suas despesas administrativas correspondendo a R$ 6,02 por tonelada moída. Outras oito empresas tiveram números inferiores a R$ 10/t. Na outra ponta, a Uisa registrou R$ 22,54/t.

Já em relação às despesas financeiras, a Jalles Machado teve o pior desempenho, contrastando com o resultado na área administrativa. Em 2021/22, a companhia gastou R$ 182,64/t, representando um aumento anual de 34,8% no comparativo com o ciclo anterior. Nele, a empresa já havia apresentado o pior número da amostra.

A Santa Lúcia também apresentou o número mais favorável neste quesito dentro da amostra. Os gastos financeiros representaram somente R$ 1,4/t.

indicadores 202122 despesas moagem 050922

Por sua vez, o resultado financeiro considera as receitas que podem vir de juros recebidos, restituições de impostos, correções monetárias e desempenho de derivativos, além de derivativos e o impacto da variação cambial.

Neste quesito, apenas duas companhias registraram um resultado financeiro positivo no comparativo com a moagem: Clealco, com R$ 47,06/t, e Santa Lúcia, com R$ 5,72/t.

indicadores 202122 financeiro moagem 050922

As outras 22 companhias tiveram dados negativos entre R$ 8,55/t e R$ 79,05/t. Este último valor é referente à Uisa.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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