Projetos das sucroenergéticas foram considerados prioritários pelo Ministério de Minas e Energia; investimentos devem ser direcionados aos canaviais
Três portarias do Ministério de Minas e Energia (MME) publicadas no Diário Oficial da União de hoje (4) classificaram como prioritários os projetos de investimentos das sucroenergéticas Raízen, Zilor e Alcoeste. Com isso, as companhias poderão emitir debêntures incentivadas para a realização de investimentos.
Segundo fontes do MME consultadas pela reportagem, os investimentos aprovados devem somar em torno de R$ 4,3 bilhões.
Esta modalidade de títulos de dívida, que depende de aprovação governamental, é referente a projetos na área de infraestrutura e traz vantagens para seus investidores, como a isenção de imposto de renda.
Além disso, esta não é a primeira vez que a Raízen figura entre as companhias que já receberam aprovação do MME para a emissão destes títulos. A sucroenergetica obteve a aprovação de um projeto em outubro de 2019, referente a investimentos já realizados em seus canaviais.
Além da Raízen, a relação de grupos do setor de etanol que já conseguiram a classificação prioritária inclui: Inpasa, Colombo, Cerradinho, Tereos, Adecoagro, Ipiranga, Melhoramentos e Delta Sucroenergia. Segundo o MME, já considerando os projetos aprovados esta semana, os investimentos somam R$ 13,3 bilhões.
Saiba mais sobre a destinação dos novos recursos no texto completo (exclusivo para assinantes).
Três portarias do Ministério de Minas e Energia (MME) publicadas no Diário Oficial da União de hoje (4) classificaram como prioritários os projetos de investimentos das sucroenergéticas Raízen, Zilor e Alcoeste. Com isso, as companhias poderão emitir debêntures incentivadas para a realização de investimentos.
Segundo fontes do MME consultadas pela reportagem, os investimentos aprovados devem somar em torno de R$ 4,3 bilhões. Não foram divulgados os valores individuais de cada projeto.
Esta modalidade de títulos de dívida, que depende de aprovação governamental, é referente a projetos na área de infraestrutura e traz vantagens para seus investidores, como a isenção de imposto de renda.
O projeto da Raízen, segundo a publicação do MME, deve beneficiar 25 das 26 unidades do grupo – a exceção é a usina São Francisco, localizada em Elias Fausto (SP), a única do grupo que produz apenas açúcar e não tem autorização da ANP para comercializar etanol.
Ainda de acordo com a portaria, este projeto deve ser concluído até março de 2022 e o valor deve ser direcionado para a renovação de canaviais, incluindo preparo do solo, plantio e tratos culturais.
Já o projeto da Zilor, protocolado pela Açucareira Quatá, deve alcançar todas as três usinas do grupo. O objetivo, segundo o documento, é manter e recuperar os canaviais da companhia, possibilitando a produção anual de 201 milhões de litros de etanol na unidade São José, em Macatuba (SP); de 176 milhões na usina Barra Grande, em Lençóis Paulista (SP); e de 150 milhões de litros na unidade Quatá, localizada no município paulista de mesmo nome.
Desta forma, no total, a produção do grupo deve chegar a 527 milhões de litros por ano. Neste caso, a conclusão do projeto está prevista para dezembro de 2021.
Ainda conforme a portaria do MME, a Zilor também deve fazer a reforma de uma área de 25,23 mil hectares de canavial, o que inclui a substituição e o replantio das soqueiras de cana-de-açúcar. Já a atividade de manutenção diz respeito aos tratos de cana soca em uma área de 97,95 mil hectares.
“A cada safra, as atividades de recuperação e manutenção são realizadas em uma parcela específica da área total da plantação, em sistema de rotatividade, a fim de tornar a produção mais eficiente”, descreve.
Por fim, o projeto da Alcoeste deve beneficiar a única usina do grupo, localizada em Fernandópolis (SP). Conforme a portaria, os investimentos serão destinados ao plantio, à manutenção e à melhoria do canavial, com foco nas safras dos anos de 2020, 2021 e 2022. Por conta disso, a previsão de conclusão é em dezembro de 2022.
“Todos os investimentos se destinam ao cultivo de cana-de-açúcar da companhia, destinada à produção de etanol, açúcar e energia. O objetivo é aumentar a disponibilidade de cana própria nas próximas safras”, complementa o documento.
Debêntures no setor de etanol
A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2018. Segundo o MME, já considerando os projetos aprovados esta semana, os investimentos somam R$ 13,3 bilhões. Os valores podem ser utilizados em atividades como a renovação dos canaviais e a manutenção das usinas.
Entre as companhias que já receberam o aval do MME para a emissão destes títulos está a própria Raízen. O grupo obteve a aprovação de um projeto em outubro de 2019 referente a investimentos já realizados em seus canaviais.
Além da Raízen, a relação de grupos do setor de etanol que já conseguiram a classificação prioritária inclui: Inpasa, Colombo, Cerradinho, Tereos, Adecoagro, Ipiranga, Melhoramentos e Delta Sucroenergia.
Conforme as regras estabelecidas, o MME considerará que um projeto não foi implantado se houver um atraso superior a 50% do prazo. O acompanhamento e a comunicação de projetos que não forem terminados, por sua vez, estão a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Renata Bossle – NovaCana