Números e indicadores apresentam desempenho agrícola, industrial e financeiro da Raízen Energia no 3º trimestre da safra 2018/19
O último trimestre do ano, ou o terceiro da safra de cana-de-açúcar no Brasil, pode ser considerado o fechamento produtivo para muitas usinas. Afinal, entre janeiro e março, pouco será moído pelas usinas e a comercialização dos produtos passa a depender dos estoques.
Dessa forma, os dados divulgados pela Raízen Energia em 14 de fevereiro representam grande parte dos resultados da empresa para a temporada 2018/19.
O lucro trimestral de R$ 403,6 milhões, após dois períodos de perdas, representa um respiro para a companhia. Além disso, o montante é 219,2% superior aos R$ 126,44 milhões vistos no mesmo trimestre do ano anterior.
Com 26 usinas espalhadas por todo o Brasil, o grupo é considerado o maior do setor sucroenergético. Só no trimestre analisado foram 13,04 milhões de toneladas de cana moídas – número que representa uma queda ante as 13,25 milhões de toneladas de outubro a dezembro de 2017.
Além disso, no período, as unidades destinaram 59% da matéria-prima para o etanol ante 52,4% um ano antes. Com isso, a Raízen produziu 635,7 milhões de litros do biocombustível, um aumento de 13,32% frente aos 561 milhões de litros vistos no mesmo período da temporada 2017/18.
O NovaCana compilou 35 gráficos exclusivos com os resultados financeiros, industriais e agrícolas da Raízen, nas últimas cinco safras, trimestre a trimestre.
- Produtividade
- Produção de etanol
- Produção de açúcar
- ATR
- Nível de mecanização
- Estoques de etanol
- Estoques de açúcar
- Diferenças no teor de açúcar ao longo do ano
- Cogeração: energia vendida, receita e preço médio
- Etanol: volume vendido, receita e preço médio
- Açúcar: volume vendido, receita e preço médio
- Receita operacional
- Composição das vendas
- Destino da produção ao longo da safra: mercado externo e interno
- Evolução financeira
O último trimestre do ano, ou o terceiro da safra de cana-de-açúcar no Brasil, pode ser considerado o fechamento produtivo para muitas usinas. Afinal, entre janeiro e março, pouco será moído pelas usinas e a comercialização dos produtos passa a depender dos estoques.
Dessa forma, os dados divulgados pela Raízen Energia em 14 de fevereiro representam grande parte dos resultados da empresa para a temporada 2018/19.
O lucro trimestral de R$ 403,6 milhões, após dois períodos de perdas, representa um respiro para a companhia. Além disso, o montante é 219,2% superior aos R$ 126,44 milhões vistos no mesmo trimestre do ano anterior.
Com 26 usinas espalhadas por todo o Brasil, o grupo é considerado o maior do setor sucroenergético. Só no trimestre analisado foram 13,04 milhões de toneladas de cana moídas – número que representa uma queda ante as 13,25 milhões de toneladas de outubro a dezembro de 2017.
Além disso, no período, as unidades destinaram 59% da matéria-prima para o etanol, ante 52,4% um ano antes. Com isso, a Raízen produziu 635,7 milhões de litros do biocombustível, um aumento de 13,32% frente aos 561 milhões de litros vistos no mesmo período da temporada 2017/18.
O NovaCana compilou 35 gráficos exclusivos com os resultados financeiros, industriais e agrícolas da Raízen, nas últimas cinco safras, trimestre a trimestre. Os dados foram divulgados pela Cosan, que participa da joint venture em conjunto com a Shell.
Indicadores financeiros
A receita líquida da Raízen indica melhorias frente ao montante já favorável do trimestre anterior. Foram R$ 5,74 bilhões entre outubro e dezembro – com isso, no acumulado da safra, a receita atingiu R$ 15,28 bilhões ante os R$ 10,23 bilhões do mesmo período no ano passado, uma ampliação de 49,28%.
Além disso, o Ebitda, que mede o desempenho operacional das empresas, evoluiu tanto no comparativo com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre da safra, ele foi de R$ 1,04 bilhões, frente aos R$ 855,4 bilhões de 2017.
Os bons indicadores operacionais resultaram em um lucro líquido de R$ 403,6 milhões, revertendo o prejuízo, que já somava R$ 131 milhões na safra, para um lucro acumulado de R$ 272,6 milhões. Além disso, o montante é 219,30% maior que os R$ 126,4 milhões registrados no terceiro trimestre de 2017.


Indicadores de moagem e produção
Historicamente, o terceiro trimestre de safra apresenta uma menor moagem em relação aos dois primeiros – no mais recente, a Raízen esmagou 13,04 milhões de toneladas de cana, gerando 59,56 milhões de toneladas acumuladas. O volume trimestral é pouco menor que o do mesmo período do ano passado (-1,5%), assim como o acumulado (-1,8%).
Com isso, a companhia produziu 705,3 mil toneladas de açúcar no trimestre (-14,82%) e 3,66 milhões de toneladas no acumulado (-14,81%). Quanto ao etanol, a Raízen fabricou 635 milhões de litros no período de três meses (+13,32%) e 2,59 bilhões de litros ao longo da safra (+19,28%).
Os números demonstram que a estratégia da companhia de seguir com a produção do renovável mais elevada se mantém. O dado também é evidenciado pelo mix do trimestre, quando 59% da matéria-prima foi destinada para a produção do biocombustível.





Indicadores de vendas
Apesar da elevada produção de etanol, o percentual de receita correspondente às suas vendas em 2018/19 caiu frente à temporada anterior, indo de 50,5% para 40,2%. Isso ocorre porque a Cosan agora inclui vendas de gasolina e diesel na categoria “outros” dentro do demonstrativo financeiro da Raízen Energia.
Ainda assim, houve um aumento trimestral de 19,93% na receita com vendas do renovável, R$ 2,5 bilhões ante R$ 2,06 bilhões no segundo trimestre da safra. Nos mesmos meses de 2017/18, a receita foi de R$ 1,7 bilhão.
Já o açúcar representou a menor receita trimestral desde o primeiro período da temporada 2015/16 – R$ 568 milhões –, uma queda de 44,4% ante o segundo trimestre da safra e de 53,47% frente ao mesmo período do ano anterior. Na composição de vendas, o açúcar representou 15,2% do total.
Por fim, a cogeração da empresa apresentou o melhor desempenho da série histórica iniciada em 2012, rendendo R$ 1,24 bilhão – 343,94% a mais que no mesmo período de 2017. Com isso, a ampliação na composição de vendas foi de 6,5% para 17,8% safra ante safra.





Indicadores industriais e agrícolas
O rendimento dos canaviais da Raízen segue diminuindo. No acumulado de 2018/19, foi registrado um índice de 68,66 toneladas de cana por hectare, ante 73,76 t/ha no mesmo recorte de 2017/18, ou seja, houve uma queda de 6,9%. Já o índice de açúcar total recuperável (ATR) apresenta leve crescimento nesta temporada, com 133,58 kg/t ante os 133,15 kg/t da safra passada.
Especificamente no terceiro trimestre, a produtividade agrícola ficou em 61,7 t/ha, uma queda de 7,22% frente os 66,5 t/ha do trimestre anterior, bem como o mais baixo resultado da série histórica.




Indicadores de estoques
Com a alta produção, os estoques de etanol permanecem elevados, registrando 1,15 bilhão de litros ao final do terceiro trimestre da safra – 29,59% a mais que no mesmo período de 2017/18.
Já o volume de açúcar estocado é 1,5 bilhões de toneladas, uma quantia 25,53% superior à vista um ano antes.
Segundo o Valor Econômico, em reportagem publicada em 18 de fevereiro, a empresa fixou preços de venda da commodity para 2019/20 em níveis acima dos atuais. O valor de 57,10 centavos de reais por libra-peso, fixado no terceiro trimestre da atual safra, representa um aumento de 15% em relação aos valores atuais.


Gabrielle Rumor Koster – NovaCana