Entre as perspectivas para a atual temporada, companhia projetou investimentos superiores a R$ 10 bilhões no segmento de açúcar e renováveis
A Raízen divulgou na última sexta-feira, 12, suas projeções financeiras para a safra 2023/24. Na mesma data, a companhia também reportou um lucro líquido de R$ 2,44 bilhões em 2022/23.
Em fato relevante ao mercado e seus acionistas, a companhia trouxe os resultados esperados para o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), além dos níveis de investimento para os setores de renováveis e açúcar e de marketing e serviços.
Os valores refletem os resultados recorrentes da companhia, “excluindo eventuais efeitos pontuais”, destaca. O texto ainda ressalta que as premissas macroeconômicas utilizadas são baseadas em dados de consultorias terceirizadas.
Assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Raízen, Carlos Alberto de Moura, o documento considera que, ao final da temporada, a moagem deve alcançar 80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O volume representaria um crescimento anual de 9%, e seria “fruto da melhoria na produtividade agrícola”.
Assim, a empresa também espera maiores produções de etanol, açúcar e energia, com um “ciclo favorável dos preços”. Segundo o documento, as vendas do adoçante já estariam com preços fixados para 20% do volume, um indicador maior que o visto no ciclo 2022/23.
Para completar, é esperada uma dinâmica mais favorável nos custos da companhia “em razão do efeito de diluição sobre a parcela fixa dos custos e arrefecimento dos efeitos inflacionários sobre os preços de insumos agrícolas”.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere mais detalhes sobre os números preliminares divulgados pela Raízen.
A Raízen divulgou na última sexta-feira, 12, suas projeções financeiras para a safra 2023/24. Na mesma data, a companhia também reportou um lucro líquido de R$ 2,44 bilhões em 2022/23.
Em fato relevante ao mercado e seus acionistas, a companhia trouxe os resultados esperados para o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), além dos níveis de investimento para os setores de renováveis e açúcar e de marketing e serviços.
Os valores refletem os resultados recorrentes da companhia, “excluindo eventuais efeitos pontuais”, destaca. O texto ainda ressalta que as premissas macroeconômicas utilizadas são baseadas em dados de consultorias terceirizadas.
Assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores da Raízen, Carlos Alberto de Moura, o documento considera que, ao final da temporada, a moagem deve alcançar 80 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O volume representaria um crescimento anual de 9%, e seria “fruto da melhoria na produtividade agrícola”.

Assim, a empresa também espera maiores produções de etanol, açúcar e energia, com um “ciclo favorável dos preços”. Segundo o documento, as vendas do adoçante já estariam com preços fixados para 20% do volume, um indicador maior que o visto no ciclo 2022/23.
Para completar, é esperada uma dinâmica mais favorável nos custos da companhia “em razão do efeito de diluição sobre a parcela fixa dos custos e arrefecimento dos efeitos inflacionários sobre os preços de insumos agrícolas”.
Investimentos sucroenergéticos
Segundo a Raízen, os investimentos com renováveis e açúcar devem variar entre R$ 10,6 bilhões e R$ 11,3 bilhões. Dentro deste montante, 42% deverá ser direcionado para projetos de etanol de segunda geração (E2G) e de expansão. “[O valor é] majoritariamente para construção de plantas de E2G e energia elétrica solar”, detalha.
O documento ressalta que, nesta área, o maior dispêndio, 58% do total, será destinado a “jornada de recuperação” da produtividade agrícola, além de outros investimentos recorrentes.
Mercado de energia
No que diz respeito às vendas de energia, o contexto é de avanço, com um aumento na capacidade e volume comercializados, especialmente no ambiente de comercialização livre (ACL).
Recentemente, a companhia lançou uma marca específica para se aproximar consumidores do seu segmento de energia elétrica, chamada de Raízen Power.
Outras áreas
Em relação ao que chama de “marketing e serviços”, a perspectiva da Raízen é de expansão nas vendas. Na atual temporada, o investimento deve variar entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,7 bilhões, montante que deverá ser dividido de forma quase igualitária entre aportes recorrentes e de expansão.
A expectativa da companhia é de crescimento da operação no Brasil e na América Latina. Também há perspectiva de melhora nos “níveis de serviços e satisfação dos revendedores, gestão integrada de suprimentos e comercialização”, indica o documento.
Além da expansão de contratos e ampliação da infraestrutura logística, os investimentos na área também preveem a conclusão para adequação da qualidade de produtos e redução das emissões de enxofre na refinaria da Argentina. De acordo com o texto, o montante está estimado em US$ 150 milhões.
Giully Regina – NovaCana