Analistas do banco participaram de evento da Cosan com investidores e compararam estimativas da companhia com as do próprio BTG
As projeções de Ebitda, investimento e moagem da Raízen Energia para a safra 2019/20, divulgadas na última terça-feira (19) durante o evento Cosan Day, foram bem recebidas pelos analistas do BTG Pactual. Em relatório assinado por Thiago Duarte e Pedro Soares, o banco reforça que a companhia controladora estimou resultados superiores às suas próprias previsões.
“A Cosan aproveitou a oportunidade para divulgar sua projeção para 2019 com números acima de nossas estimativas em todos os segmentos”, afirma o documento, que continua: “O Capex voltou a ser superior às nossas expectativas nas unidades de distribuição de combustível e gás, refletindo possíveis ofertas portuárias a serem feitas durante o ano (o que não foi considerado em nosso número) e a revisão tarifária da Comgás”.
Ainda de acordo com os analistas, a mensagem anual da companhia repete o que já foi abordado em anos anteriores, com foco na execução e na geração de caixa. Em relação especificamente à Raízen Energia, empresa do grupo que produz açúcar e etanol, o BTG relata um “tom otimista”.
“O forte Ebitda da Raízen Energia, de R$ 3,6 bilhões [valor médio da projeção para 2019/20], foi uma surpresa para nós e expressa a visão da empresa sobre preços estáveis de etanol e preços de açúcar em, aproximadamente, R$ 0,55/libra-peso”, apontam, em relatório.
As projeções de Ebitda, investimento e moagem da Raízen Energia para a safra 2019/20, divulgadas na última terça-feira (19) durante o evento Cosan Day, foram bem recebidas pelos analistas do BTG Pactual. Em relatório assinado por Thiago Duarte e Pedro Soares, o banco reforça que a companhia controladora estimou resultados superiores às suas próprias previsões.
“A Cosan aproveitou a oportunidade para divulgar sua projeção para 2019 com números acima de nossas estimativas em todos os segmentos”, afirma o documento, que continua: “O Capex voltou a ser superior às nossas expectativas nas unidades de distribuição de combustível e gás, refletindo possíveis ofertas portuárias a serem feitas durante o ano (o que não foi considerado em nosso número) e a revisão tarifária da Comgás”.
Ainda de acordo com os analistas, a mensagem anual da companhia repete o que já foi abordado em anos anteriores, com foco na execução e na geração de caixa. Em relação especificamente à Raízen Energia, empresa do grupo que produz açúcar e etanol, o BTG relata um “tom otimista”.
“O forte Ebitda da Raízen Energia, de R$ 3,6 bilhões [valor médio da projeção para 2019/20], foi uma surpresa para nós e expressa a visão da empresa sobre preços estáveis de etanol e preços de açúcar em, aproximadamente, R$ 0,55/libra-peso”, apontam, em relatório.
A princípio, a projeção do BTG Pactual para o Ebitda da Raízen era de R$ 3,41 bilhões em 2019, um valor 5,5% abaixo do estimado pela companhia. Em relação aos investimentos, o banco estimou a aplicação de R$ 2,39 bilhões em 2019, enquanto a Raízen calculou uma estimativa entre R$ 2,7 bilhões e R$ 2,9 bilhões para a safra que se inicia em abril.

“A administração [da Raízen Energia] reiterou a importância de continuar reduzindo os custos operacionais e o alto investimento de R$ 2,8 bilhões [ponto médio da projeção] é justificado por maiores investimentos em capacidade de armazenamento e no plano de renovação dos canaviais, o que é positivo após período de baixos investimentos nessa frente”, complementa.
Durante o Cosan Day, a Raízen anunciou que a safra 2019/20 terá a maior renovação de canaviais em quase uma década, com a perspectiva de cultivo em 85 mil hectares. Segundo o BTG Pactual, o objetivo é que a média de idade da cana-de-açúcar fique entre 3,4 e 3,5 anos.
Além disso, a Raízen ainda teria se mostrado otimista em relação ao preço de venda de seus produtos. “A empresa ressaltou que seu know-how em negociação deve continuar gerando oportunidades de arbitragem, permitindo que a Raízen atinja preços mais altos do que seus concorrentes”, afirma o relatório, que pondera: “Apesar de concordarmos que os fatores baixistas estão limitados no setor, acreditamos que a disposição do mercado para pagar um valor mais alto depende muito mais da recuperação contínua dos preços do petróleo”.
Ainda segundo o documento do BTG Pactual, a recomendação é de compras de ações da Cosan. “Reiteramos nossa visão de que a Cosan deve ser um dos melhores veículos para a recuperação macroeconômica do Brasil devido à sua exposição a negócios altamente correlacionados com o crescimento do PIB”, conclui.
Renata Bossle – NovaCana